Quanto mais medíocres mais servis


Sérgio de Almeida Correia,

“Portugal é o primeiro dos oito países da lusofonia que abandona por completo a velha grafia” 

Para evitar problemas na aplicação da nova escrita, o Parlamento recomendou ao governo, no ano passado, a criação de um grupo de trabalho que acompanhasse todo o processo. Mas o governo decidiu não constituir esse grupo de trabalho e nem produziu o relatório que era pedido pelos deputados – DN, 13/05/2015

Esta é a verdadeira razão pela qual a troika entrou em Portugal.

Quando nem o órgão por excelência da República consegue exercer os seus poderes de fiscalização e impor ao Governo que dele depende o cumprimento do que ali é democraticamente deliberado, numa questão desta gravidade e dimensão, que afecta todos os que escrevem em português dentro e fora de portas, como é que alguém estava à espera que não fossem aprovados com a mesma ligeireza orçamentos despesistas, orçamentos rectificativos, orçamentos de contenção e tudo o mais que lhes mandam votar e aprovar “de cruz”? 

 

0 comentários em “Quanto mais medíocres mais servis”

  1. Sempre fomos dependentes das antigas colónias.

    Hoje mantem-se essa dependência

    Nem sobreviviamos sem as capitais tropicais.

    Lisboa era e é a capital do império mas só para vir passar férias e descansar das agruras da vida.

    Viva Portugal e a sua língua papiada em Caboverde, Pará e no Sambizanga e no Cacém.

  2. A ortodoxia na ortografia.
    “Aprovação de cruz” a 13 de Maio é “a provação” deste calvário de zombies, que vivem da letra morta.

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