Chegam os três estarolas presidentes das câmaras de Almada, Barreiro e Seixal com mais um contributo precioso para o anedotário nacional: “Almada, Seixal e Barreiro transformam-se em Lisbon South Bay.” No Público (e não, não é no Inimigo):
Lisbon South Bay é o novo nome adoptado para os territórios da margem sul do Tejo, geridos pela Baía do Tejo, empresa pública do universo Parpública, e integrados no Arco Ribeirinho Sul.
O nome, apresentado esta quinta-feira pela administração da empresa e pelos presidentes das três câmaras municipais (CDU), resulta de um estudo de marketing em que foram realizadas mais de mil entrevistas, a entidades e pessoas da região, e tem como objectivo, segundo o presidente da Baía do Tejo, facilitar a promoção internacional dos parques industriais do Barreiro e Seixal, e a Cidade da Água projectada para os terrenos da antiga Margueira, em Almada.
A sorte desta gente é que o ridículo não mata.
Margueira é que soa um bocado mal. E Cova da Piedade, que horror. Têm de pensar em mudar isso.
Piety’s Hollow, talvez? Margueira é que é mais difícil….
Como é que isso se escreve em soviético?……
Pelos vistos, até entre os soviéticos já o inglês é língua franca.
Que ridículo. A começar pelo nome. Eu ainda pensava que o PCP defendia a língua portuguesa: aí estão três câmaras comunistas a demonstrar o contrário.
Como diria o Lucklucky, afinal a língua do totalitarismo não é… o inglês?
É engraçado porque uma boa parte do mercado de marcas já se deixou dessa parolice dos estrangeirismos… mesmo que essa malta use e abuse de termos como “branding” e outros similares.
Serve para um certo consumo interno, que se satisfaz com aquela velha mania de deferência ao exterior, porque simplesmente desconhece em profundidade o interior antigo.
Nem mais, em especial para o seu último parágrafo.
Eu costumo ír buscar uma palavra em desuso: parolos…
Como todos sabemos, provinciano não é quem vive na província. Estes três camaradas acabaram de demonstrá-lo tão bem.
Os Gato Fedorento têm um sketch muito divertido sobre isso.
Depende da direcção do vento, pelos vistos.
Deve ser algum problema com as alterações climáticas ou no mínimo a influência americana a colonizar as mentes. Coisas do imperialismo americano.
A mim parece-me mais um caso de parvoeira aguda com provincianismo crónico.
Capitalismo de Estado do PCP
Haja ironia.
Vivo então em Allmada…
Ou em Альмада, se assim o desejar…
E eu em Lisbon. E nasci em Beja. Como é que traduzimos esta?
Julie Peace
E falava o "camarada Jerónimo" do Allgarve ", enfim…
Já não é camarada, é comrade.
Bárbaros de “Passerelle”
https://www.youtube.com/watch?v=754C0vbc bEU
“”””…na de Rimbaud “en passant”
na de Cervantes era dantes
na de Camões p’ra depois
valha o William
se não nunca falaríamos nunca mais jamais no “ranking” das culturas império “shooting-room” em lingua pura
e em vez das quatro um
e melhor seria um outro “boom”
via “e.mail” e em vez do “bug” bedum…””
Não é por nada, mas South Lisbon Bay ficava péssimo, mas não tão péssimo…
Aqui há uns anos eu e um amigo passámos um bom bocado entre cervejas a traduzir para inglês os nomes das estações de Metro (Mouse, Small Field, Between Fields, etc). Por este andar, podíamos ter ganho uns trocos a propor a ideia a algum autarca da zona.
Manifestamente, essa designação provém de diplomados pela Universidade de Cacilhas, dignos herdeiros de Catarina Eufémia.
Diplomados? Só se pela Farinha Amparo.
Noutros tempos era a Dificuldade de Cacilhas e tinha cursos de Deficiências Alcólicas e Bagaceiras…
«A designação escolhida “está como o Paracetamol para o Ben-u-ron, o Arco Ribeirinho Sul será sempre o nosso paracetamol”, explicou o autarca de Almada.»
O autarca de Almada não vai lá com paracetamol, isso mete-se pelos olhos dentro.
Isto já são casos perdidos.
Almada, Barreiro e Seixal como «Lisbon South Bay» faz lembrar a campanha publicitária que apresentava Portugal como «Europe West Coast» – o que, aliás, era uma boa ideia, um bom conceito. Mas, de qualquer modo, é mais um exemplo entre muitos da crescente, e paradoxal, «anglicização» da comunicação e da sociedade em Portugal, em paralelo com a imposição cada vez mais assanhada do «acordês», que tem como um dos principais «argumentos» (e acusações) contra os opositores o de que estes querem voltar a escrever «farmácia» com «ph» (um «fenómeno» que abordei no meu artigo «Proíbam o Inglês», no ano passado, no Público).
É por estas e por outras que a esta altura do campeonato a discussão do AO serve de muito pouco.
Mais vale mudarem logo o idioma oficial para Inglês.
não me escandaliza, se até as universidades publicas adoptaram nomes ingleses, porque é que os municípios não o podem fazer? eu por via das dúvidas já comecei a assinar George
John here.
(e sim, “Nova School of Business and Echonomics” é igualmente imbecil e provinciano)
O ridiculo não mata e os eleitores nem se preocupam quem paga as contas de tanta brainsheet e tanta reunião.
São os taxpayers.