Quando se pensava ser impossível algo mais ridículo do que “Allgarve”


eventhorizon,

Chegam os três estarolas presidentes das câmaras de Almada, Barreiro e Seixal com mais um contributo precioso para o anedotário nacional: “Almada, Seixal e Barreiro transformam-se em Lisbon South Bay.” No Público (e não, não é no Inimigo):

Lisbon South Bay é o novo nome adoptado para os territórios da margem sul do Tejo, geridos pela Baía do Tejo, empresa pública do universo Parpública, e integrados no Arco Ribeirinho Sul.

O nome, apresentado esta quinta-feira pela administração da empresa e pelos presidentes das três câmaras municipais (CDU), resulta de um estudo de marketing em que foram realizadas mais de mil entrevistas, a entidades e pessoas da região, e tem como objectivo, segundo o presidente da Baía do Tejo, facilitar a promoção internacional dos parques industriais do Barreiro e Seixal, e a Cidade da Água projectada para os terrenos da antiga Margueira, em Almada.

 

A sorte desta gente é que o ridículo não mata. 

 

0 comentários em “Quando se pensava ser impossível algo mais ridículo do que “Allgarve””

    1. Como diria o Lucklucky, afinal a língua do totalitarismo não é… o inglês?
      É engraçado porque uma boa parte do mercado de marcas já se deixou dessa parolice dos estrangeirismos… mesmo que essa malta use e abuse de termos como “branding” e outros similares.
      Serve para um certo consumo interno, que se satisfaz com aquela velha mania de deferência ao exterior, porque simplesmente desconhece em profundidade o interior antigo.

  1. Deve ser algum problema com as alterações climáticas ou no mínimo a influência americana a colonizar as mentes. Coisas do imperialismo americano.

  2. Bárbaros de “Passerelle”

    https://www.youtube.com/watch?v=754C0vbcbEU

    “”””…na de Rimbaud “en passant”
    na de Cervantes era dantes
    na de Camões p’ra depois
    valha o William
    se não nunca falaríamos nunca mais jamais no “ranking” das culturas império “shooting-room” em lingua pura
    e em vez das quatro um
    e melhor seria um outro “boom”
    via “e.mail” e em vez do “bug” bedum…””

    1. Aqui há uns anos eu e um amigo passámos um bom bocado entre cervejas a traduzir para inglês os nomes das estações de Metro (Mouse, Small Field, Between Fields, etc). Por este andar, podíamos ter ganho uns trocos a propor a ideia a algum autarca da zona.

  3. Manifestamente, essa designação provém de diplomados pela Universidade de Cacilhas, dignos herdeiros de Catarina Eufémia.

  4. «A designação escolhida “está como o Paracetamol para o Ben-u-ron, o Arco Ribeirinho Sul será sempre o nosso paracetamol”, explicou o autarca de Almada.»

    O autarca de Almada não vai lá com paracetamol, isso mete-se pelos olhos dentro.

  5. Almada, Barreiro e Seixal como «Lisbon South Bay» faz lembrar a campanha publicitária que apresentava Portugal como «Europe West Coast» – o que, aliás, era uma boa ideia, um bom conceito. Mas, de qualquer modo, é mais um exemplo entre muitos da crescente, e paradoxal, «anglicização» da comunicação e da sociedade em Portugal, em paralelo com a imposição cada vez mais assanhada do «acordês», que tem como um dos principais «argumentos» (e acusações) contra os opositores o de que estes querem voltar a escrever «farmácia» com «ph» (um «fenómeno» que abordei no meu artigo «Proíbam o Inglês», no ano passado, no Público).

  6. não me escandaliza, se até as universidades publicas adoptaram nomes ingleses, porque é que os municípios não o podem fazer? eu por via das dúvidas já comecei a assinar George

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