Marco António Costa está a braços com acusações de diversa natureza. Algumas delas, encontram-se sob investigação do Ministério Público e, relativamente a estas é necessário dar tempo ao tempo da Justiça antes de formular um julgamento político. Mas, relativamente a factos de outra natureza, há já indícios mais do que suficientes para avaliar politicamente a sua conduta. A gestão da Câmara de Gaia, na qual esteve directamente envolvido, assumindo responsabilidades de co-autoria moral e material de quantos desvarios ali se praticaram, com evidência do mais despudorado desprezo pelo interesse público e pela sustentabilidade das contas municipais, deveria ser objecto de estudo para exemplo de práticas que deveríamos ver erradicadas definitivamente da gestão da coisa pública. Mas a leitura política da condução dos assuntos de Gaia perpetrada por Marco António Costa e companhia não pode limitar-se à sua pessoa isolada. Marco António Costa tem funções relevantíssimas no PSD e é um compagnon de route de Passos Coelho. Desse PSD e desse Passos Coelho que são responsáveis por quatro anos de medidas gravosas para a generalidade dos portugueses que foram vendidas como contrapartida da governação irresponsável de José Sócrates. Pois bem. Se é verdade que as opções políticas do governo de Passos Coelho eram numa apreciação global inevitáveis, discutindo-se apenas a sua calibração e critério de aplicação, há todavia uma matéria em que o país não estava condicionado pelas imposições da Troika. Na verdade, no que respeita à seriedade, nada nos obrigava nem obriga a ser menos exigentes. Pelo contrário. Em momentos em que são impostos sacrifícios generalizados à população, é obrigatório que os que exercem o poder assumam um comportamento exemplar e uma prática e um discurso absolutamente coerentes. Ora, não é sério um partido apresentar o rigor nas contas públicas como bandeira, carregando entretanto sobre a sociedade com um brutal aumento da carga fiscal, enquanto mantém como número 2 alguém responsável por uma gestão desbragada. Pedro Passos Coelho apresentou-se aos eleitores com o desígnio de cortar gorduras. É portanto politicamente inaceitável que mantenha o famoso Big MAC a seu lado. No que me diz respeito, pelo menos, há já muito tempo que enjoei de junk food.
Junk food
Rui Rocha,

Melhor que MAC ter sido promovido a uma espécie de nº 2 do PSD, só mesmo o cargo ter sido oferecido a Luís Filipe Menezes himself. Deviam ter-se lembrado disso.
Deve ter sido por pouco.
A verdade incomoda a muitos, e esta vai muito bem esgalhada. Só espero que o desgraçado do processo não fique nas mãos do segredo de justiça. Se fica, vai ser um enxovalho tal que o levará a percorrer uma via sacra que nunca o reabilitará.
Isto só vem confirmar tudo quanto tenho proferido em matéria de toda esta “boa governação” e consolida ainda mais a vitória do PS e as propostas que apresentou.
PSD/CDS têm de fazer a travessia do deserto, crescer e depois aparecer.
Palavras trá-las o Vento.
Obrigado por reconhecê-las. Quer que lhe recorde os submarinos, os sobreiros, o Freeport e sei lá quantas matérias mais em que as pessoas eram, e são, julgadas em praça pública para se concluir que nada havia a imputar?
O segredo de justiça só serve para queimar. Acabem com isso.
Qualquer dia, está compagnon de route do corenta e catro (francês técnico)..
É tudo gente que pode fazer muito pelo turismo de Évora.
Marco António segue Relvas nesse papel de secundar Passos.
Com segundos destes, contam-se as horas e os minutos, porque a minuta é invariavelmente a mesma, ou pior.
Já metia pena quando o inútil representava o PSD naquele programa de comentadores semi-novos da RTP. Muito triste, muito mais triste que Relvas.
Quando vemos a geração de políticos tipo “brilhante dias”, certinhos como o relógio para segundos, vemos que há muito potencial para dias mais sombrios.
Penso que muitos já chegaram a essa conclusão dos dias sombrios á conta dessa malta, acho que os do PS ainda são piores, tipo aquele ex-secretário de estado do despesismo publico que ainda precisa de ajuda do papá e da mamã para viver.
A questão que eu coloco ao autor do post , ao Da Maia e a todos mais é se vamos continuar a escrever no “face” ou realmente alguém pretende tomar atitudes ?
Excelente post.