Qual Par?


letraspequenas,

 

Não chore menina, não chore. Seus olhos se enxugarão, assim que ele torne a vir. Torna a vir menina, tudo torna a vir. Desde que não chame por nada, enquanto se distrai das coisas, nos dias em que é seu ser. Deixe menina, deixe assim. A vida tem seu sentido. Ainda que se interrogue, ainda que se pergunte. Há-de vir sua resposta.
Ri agora, quem a viu. Quanto não valeu o pranto. Acendeu a sua luz. Há sempre além menina. Porque havia de acabar, se este mundo não tem fim? Dizem que é só abrir as asas. Que cada um tem o seu par. Cada um tem o seu par! Dizem isso menina. Dizem.

17 comentários em “Qual Par?”

  1. Olhar o céu, e esperar que uma estrela cadente risque o negro da noite, para pedir um desejo; até pode resultar, mas, olhar nos olhos, apurar os sentidos, e perceber que aquilo que buscamos se encontra ali, em frente a nós, ao nosso alcance, e que basta estender a mão e tocar-lhe, para que possamos reconhecer-lhe a verdadeira existência…

      1. “Life is a cabaret old chum”
        Esta foi a metáfora cantada por Lizza Minnelli, mas os Eagles, cantaram outra que possívelmente se adequa melhor à realidade-ficcionada:

        http://www.youtube.com/watch?v=sYEReYb_WtA&feature=related

        No entanto, a melhor metáfora, pode ser a quela que for capaz de nos manter livres física e psicológicamente de adicções que limitem a nossa capacidade de aceitar e de retribuir.
        😉

        1. prisioneiros até que a lucidez estilhaça tudo. ainda que demore, que se protele, chega sempre, fria e cristalina. depois a escolha é do freguês 🙂

          abraço grato pela sua luminosa generosidade.

          1. Ora, ora, Gui. Não ha nada para agradecer. Limitamo-nos a trocar opiniões e pontos de vista. Talvez subordinados ao objectivo da solideriedade, mas sempre conscientes da nossa condição de humanos que trilham incessantemente ignotos caminhos.
            😉
            A propósito de humanos… tome lá mais um poemita onde, abusivamente, talvez, comparo a “gente” às janelas, ou melhor dizendo, as janelas, à gente.
            ;)))

            As pessoas, são como janelas.
            Umas lindas, outras belas,
            Umas novas, outras velhas.
            Umas, alegres e coloridas,
            Outras, cinzentas e sombrias.
            Umas, de toscas madeiras,
            Outras de traves robustas,
            Protegidas por gelosias.
            Umas, bem ornamentadas.
            Outras, de adornos despidas.
            Umas, tristes, abandonadas,
            Perderam o brilho de outrora,
            A luminosidade da aurora.
            Outras, jovens e esperançadas,
            Plenas de vida e de sonhos,
            Emolduradas por rosas,
            Buscam na vida o sustento.
            Desconhecem da vida, o lamento.
            Abrem-se para os dias risonhos.
            As pessoas, são como janelas.
            Umas, frágeis, quebradiças.
            Opacas, ou transparentes…
            Outras, feitas caravelas,
            Desbravam o mundo, castiças,
            Levando com elas, outras gentes.

          2. muita giro !! belas janelas 🙂

            mas veja ali, naquela frase: “Buscam na vida o sustento. Desconhecem da vida, o lamento.”

            repete-se a palavra vida e já atrás foi usada. e assim?: Buscam na vida o sustento. Desconhecem-lhe o lamento.

            o que é que você acha da escrita que rima? tenho cá umas pedras no sapato sobre isso.

          3. Gui,
            A distância entre mim e António Aleixo, mede-se pela qualidade da rima. Ele possuí-a-a, eu não. De resto, ambos somos analfabetos.
            Digo “somos”, porque ele, ganhou a imortalidade.
            😉
            Ah!
            Acho muitíssimo bem a sua correcção!
            😉

          4. Está em vantagem, Gui.
            Eu, para além do “alfa”, sou incapaz de reconhecer o “beta”. Logo, e como diz a voz do pobõe: não conheço uma letra do tamanho de um palácio!
            ;))))))

          5. Ó Bartolomeu então anda por aí – aqui- a distribuir métricas?!
            Julgava que era só comigo…

          6. Cara Helena,
            Devo estar a passar por uma fase aguda de bonomia.
            ;)))
            O pior é se ela se mantem por muito tempo… já imaginou? Ficarem sujeitas a doses massivas de “poesia”?!
            Mas quando a oportunidade surgir, garanto-lhe que será “brindada” com um versinho “à lá Bartolomeu”.
            ;)))

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