Não chore menina, não chore. Seus olhos se enxugarão, assim que ele torne a vir. Torna a vir menina, tudo torna a vir. Desde que não chame por nada, enquanto se distrai das coisas, nos dias em que é seu ser. Deixe menina, deixe assim. A vida tem seu sentido. Ainda que se interrogue, ainda que se pergunte. Há-de vir sua resposta.
Ri agora, quem a viu. Quanto não valeu o pranto. Acendeu a sua luz. Há sempre além menina. Porque havia de acabar, se este mundo não tem fim? Dizem que é só abrir as asas. Que cada um tem o seu par. Cada um tem o seu par! Dizem isso menina. Dizem.
Qual Par?
letraspequenas,


O problema será – imagino eu – quando a expectativa não encontrar par. Dito está.
E bem.
regra 1 : abolição da criação de expectativas 😉
Olhar o céu, e esperar que uma estrela cadente risque o negro da noite, para pedir um desejo; até pode resultar, mas, olhar nos olhos, apurar os sentidos, e perceber que aquilo que buscamos se encontra ali, em frente a nós, ao nosso alcance, e que basta estender a mão e tocar-lhe, para que possamos reconhecer-lhe a verdadeira existência…

ohohh!, que assim seja Bartolomeu.
obrigada.
“Life is a cabaret old chum”
Esta foi a metáfora cantada por Lizza Minnelli, mas os Eagles, cantaram outra que possívelmente se adequa melhor à realidade-ficcionada:
http://www.youtube.com/watch?v=sYEReYb_W tA&feature=related
No entanto, a melhor metáfora, pode ser a quela que for capaz de nos manter livres física e psicológicamente de adicções que limitem a nossa capacidade de aceitar e de retribuir.
😉
prisioneiros até que a lucidez estilhaça tudo. ainda que demore, que se protele, chega sempre, fria e cristalina. depois a escolha é do freguês 🙂
abraço grato pela sua luminosa generosidade.
Ora, ora, Gui. Não ha nada para agradecer. Limitamo-nos a trocar opiniões e pontos de vista. Talvez subordinados ao objectivo da solideriedade, mas sempre conscientes da nossa condição de humanos que trilham incessantemente ignotos caminhos.
😉
A propósito de humanos… tome lá mais um poemita onde, abusivamente, talvez, comparo a “gente” às janelas, ou melhor dizendo, as janelas, à gente.
;)))
As pessoas, são como janelas.
Umas lindas, outras belas,
Umas novas, outras velhas.
Umas, alegres e coloridas,
Outras, cinzentas e sombrias.
Umas, de toscas madeiras,
Outras de traves robustas,
Protegidas por gelosias.
Umas, bem ornamentadas.
Outras, de adornos despidas.
Umas, tristes, abandonadas,
Perderam o brilho de outrora,
A luminosidade da aurora.
Outras, jovens e esperançadas,
Plenas de vida e de sonhos,
Emolduradas por rosas,
Buscam na vida o sustento.
Desconhecem da vida, o lamento.
Abrem-se para os dias risonhos.
As pessoas, são como janelas.
Umas, frágeis, quebradiças.
Opacas, ou transparentes…
Outras, feitas caravelas,
Desbravam o mundo, castiças,
Levando com elas, outras gentes.
muita giro !! belas janelas 🙂
mas veja ali, naquela frase: “Buscam na vida o sustento. Desconhecem da vida, o lamento.”
repete-se a palavra vida e já atrás foi usada. e assim?: Buscam na vida o sustento. Desconhecem-lhe o lamento.
o que é que você acha da escrita que rima? tenho cá umas pedras no sapato sobre isso.
Gui,
A distância entre mim e António Aleixo, mede-se pela qualidade da rima. Ele possuí-a-a, eu não. De resto, ambos somos analfabetos.
Digo “somos”, porque ele, ganhou a imortalidade.
😉
Ah!
Acho muitíssimo bem a sua correcção!
😉
Também sou analfa que me farto 🙂
Quanto a si, vá-me dando linhas, sff.
Está em vantagem, Gui.
Eu, para além do “alfa”, sou incapaz de reconhecer o “beta”. Logo, e como diz a voz do pobõe: não conheço uma letra do tamanho de um palácio!
;))))))
Ó Bartolomeu então anda por aí – aqui- a distribuir métricas?!
Julgava que era só comigo…
Cara Helena,
Devo estar a passar por uma fase aguda de bonomia.
;)))
O pior é se ela se mantem por muito tempo… já imaginou? Ficarem sujeitas a doses massivas de “poesia”?!
Mas quando a oportunidade surgir, garanto-lhe que será “brindada” com um versinho “à lá Bartolomeu”.
;)))
lool
Eu olhei para cima e para o centro, e cheguei à conclusão que o par é o de asas.
Estou consigo. É mais fiável 😉
Bom di@, Anónimo.
Prefiro as das chávenas!