Apesar das expectativas, a montanha do Rato não pariu até ver mais do que um Seguro. Todavia, as movimentações e declarações que precederam a comissão política do PS permitem chegar a algumas conclusões:
1) Costa tinha (tem) vontade de avançar para a liderança do partido. Se não fosse assim, teria picado muito mais cedo a bolha que se criou à sua volta. O silêncio que manteve e fez questão de sublinhar ao longo de vários dias sobre as suas intenções tem valor declarativo.
2) O primeiro problema de Costa é a paspalhice de Seguro. Parecendo que não, é complicado apresentar uma alternativa a algo que não existe. A alternativa implica dois caminhos. Um que está a ser trilhado e outro que se lhe quer contrapor. No PS actual, falta desde logo o primeiro.
3) O segundo problema de Costa é a ausência de projecto político próprio e estruturado. O propósito de substituir a esqualidez e o arquear de sobrancelhas de Seguro pelo frondosidade de Costa e do seu sorriso parece insuficiente. Costa fala melhor, é mais incisivo, não tem cara de palonço? Poderá ser verdade, mas não chega. Costa sabe disso.
4) Não há surfista que não sinta atracção pelo mar. Mas é preciso saber escolher a onda. Costa percebeu que a onda que tinha para surfar não era a dele. Era a dos órfãos daquele que não pode ser nomeado. E Costa percebeu ainda que, se avançasse contra Seguro como general de um exército composto por soldados ainda intrinsecamente fiéis a lideranças pretéritas, mesmo em caso de sucesso seria refém e não vencedor.
5) Costa esperará por uma onda que lhe sirva. Para a poder surfar, precisa de uma prancha (um projecto político diferenciador) e de a ver como a sua onda: uma vaga política que possa surfar com autonomia, independência, apoiado num exército que possa considerar seu e sem interferências de terceiros. Não é claro que essa onda ainda possa aparecer em tempo politicamente útil.

O canhão da Nazaré produz grandes vagas, e notáveis executantes. Bela análise!
Eu tenho a suspeita de que o eleitorado sabe bem distinguir entre eleições para a sua autarquia e eleições legislativas (e que votará, sobretudo na “província”, independentemente da cor política dos candidatos que preferir), mas ouço dizer que o PS vai ganhar à vontade as autárquicas e que daí até chegar ao poder vai um passo.
E aflige-me que a nulidade Seguro possa chegar a PM, assim como que o mesmo pudesse acontecer com Costa (a título de exemplo e concorde-se ou não com Pacheco Pereira ou Lobo Xavier, ele fica-lhes a léguas de distância, e isto seja qual for o assunto).
Para pior, já basta o que temos.
No que dá o sistema político português:
Passam-se semanas a discutir, furiosamente, o triste espectáculo da luta intestina entre generais, presentes ou ausentes, com ou sem acobardadas tropas, pelos restos do completamente esgotado festim socialista.
E, como bem assinala, generais que se caracterizam por uma completa “ausência de projecto político”, minimamente ponderável, mesmo que para um futuro longínquo. Marionetas, de ego insuflado, a actuarem para uma plateia boquiaberta por muitas e variadas razões….
Ou já se esqueceram que quem manda são os credores?.
Eu diria que falar de “esqualidez” e de “cara de palonço” em relação ao sr. Seguro é bem pior do que dizer que o sr. Selassie é “escurinho”.
Mas isso sou eu, que não percebo bem o que é racismo.
Sente-se asco e, simultaneamente, comiseração ao contemplarmos esta charlotada na maison socialista de notre ami Pinochio . Um político ridículo e caricatural, com efígie não de medalhão mas de risonho boneco de feira, fazendo que avança mas não avança e busca comer a dois carrinhos (câmara, liderança) e não come nada a não ser um melão podre partidário…Uns lellos , malhadores e boquinhas-tortas , caricaturais e em estilo lacaio tirando castanhas do lume do díscolo parisiense enganchado em apoios de família e empréstimos bincários para enfrentar a dolce vita de montparnasse pimpão. Portugal, circo para esta gente lamentável? Não, um marxismo rosado e canhestro em toda a sua glória…romba e mal ataviada.
Mas a carroça não tem rodas e os boys andam cochos. Agora o (des)governo que se cuide.
Encher pneus d´Costas .
Não topo o PS e até sou contra, mas Costa desiludiu-me. Para vacuidade já há Seguro de sobra. Mas percebe-se que o brindaram com um cortante cálice de poção mágica 2 em 1. Prolongamento artificial de vida por uns meses até que o veneno letal produza efeito. Dar tempo a um verbo de feira para unir o partido, mais que um acto deliberadamente inútil, é gato escondido a miar com a extensão traseira de fora.
A minha opinião sobre este assunto está evidenciada neste texto do meu novo blog. Apesar do tom jocoso, é uma opinião séria. Acompanho o vosso blog faz algum tempo e gostava de partilhar a minha visão da questão! ordinho-de-goa.html
Suspeito que não será muito bem recebida, mas acho que acima de tudo todos defendemos a Democracia e a liberdade de expressão!
Desde já obrigado
http://eraissonaoera.blogspot.pt/2013/01/o-g
Acontece que, para ter o que desejamos, é melhor não falar do que queremos.
— William Shakespeare
Alexandre
Grande título!