Prós e contras


Teresa Ribeiro,

Qual é o subtexto desta proposta? Será "esqueçam a bagunça que é o meu partido e votem em mim?"

Falando mais a sério: parece-me interessante esta ideia que Passos Coelho tirou da cartola, pois permite aproximar eleitos de eleitores, uma necessidade que se vem discutindo há muito. Com esta alteração os deputados ficarão mais comprometidos com os círculos eleitorais que representam, o que é bom. Em contrapartida aumenta a probabilidade de se eleger para primeiro-ministro um candidato que se impõe pela sua persona e não pelo programa que representa. Um risco. Para mim inquietante. É que estou farta de políticos para quem a imagem e a propaganda é tudo.

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3 comentários em “Prós e contras”

  1. Eu prefiro um candidato que na sua moção eleitoral evite escrever frases como esta: “Defendemos a introdução de mecanismos de personalização das escolhas pela via do voto preferencial opcional.” Isto para não falar das famigeradas “outras alternativas”, que aparentemente já não conseguem ser exterminadas do discurso político e da linguagem jornalística. Mas gostei dos cartazes eleitorais do Pedro Passos Coelho, que aqui revelas em primeira mão: auguro-lhes muito sucesso.

  2. Teresa
    Muito interessante e perspicaz esta sua análise de uma política centrada no candidato e não no partido com um projecto colectivo.
    Espero que se faça essa transição, naturalmente, porque afinal é esse o percurso da maturidade: a criança ainda experimenta o mundo de uma forma egocêntrica e, a pouco e pouco, sobretudo na adolescência, adquire a noção de grupo, de comunidade, de colectivo.
    Ana

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