Em matéria de prognósticos posso revelar aqui em rigoroso exclusivo a todos os eventuais interessados que o Sporting vencerá o difícil desafio da primeira mão contra o Manchester City dado que se encontra num excelente momento de forma demonstrando os seus jogadores muita ambição e querer e denodo e arreganho como aliás eu sempre disse. Prevejo mais ainda que essa vitória se concretizará por um golo sem resposta numa inegável confirmação de que Ricardo Sá Pinto foi a melhor escolha para o lugar anteriormente desempenhado pelo Domingos Paciência que não tinha o controlo do balneário e só os treinadores que conseguem conquistar o balneário são dignos de almejar as vitórias em campo e eu nunca ocultei que o Sá Pinto era a minha opção natural para o lugar do Domingos pessoa que aliás eu nem sequer nunca elogiei. E mais prevejo que essa vitória se materializará através de um fantástico tento do Xandão destinado a confirmar em Alvalade os magníficos dotes exibicionais que anteriormente o tinham notabilizado naquele clube brasileiro de que me falha agora o nome. E concluo este meu prognóstico vaticinando que o golo será marcado de calcanhar como fazia o Sócrates não o filósofo mas o médico atestando assim o atleta Xandão os extraordinários dotes de defesa-goleador que eu aliás sempre tive ocasião de enaltecer e que a massa adepta do Sporting tardava em reconhecer por não ter a rara intuição para detectar talentos que modéstia à parte é apanágio da minha humilde e brilhante pessoa.
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Pedro, andas a pôr gel no cabelo? Pelo estilo da prosa, parece.
Do meu ponto de vista, a intangibilidade do esférico decorre das sinuosidade tecnico-tácticas adjacentes à linearidade do relvado e a verdade desportiva depende em alto grau e larga medida da disponibilidade de todos os agentes envolvidos na condução do processo dentro das quatro linhas de jogo mas principalmente nas estruturas que enquadram este fenómeno capaz de mobilizar a massa adepta e também os milhões que se acumulam sobre as mesas directivas em razão do qual eu não me calarei e sempre relatarei aqui tudo quanto sei e julgo saber ou talvez nem saiba nada por aí além mas mesmo assim contem com a minha voz que ressoará qual trombeta contra a investida castelhana nos plainos de Aljubarrota naquele ano em que a Ala dos Namorados conquistou a Taça Ibérica.
Probabilidades de um sportinguista ateu acreditar em Deus.
Que o chefe não repare na hora de chegada… 2 %
Que o chefe não dê pelo desvio do cheque…2,8 %
Que o colega fique com as culpas do desfalque…3,1 %
Fugir à polícia no trânsito…3,7 %
Que a mulher esteja a dormir quando vem dos copos…3,8 %
Que a vizinha não conte à mulher as suas palermices…4,1 %
Ver o Sporting jogar…100 %
Eheh…
Na verdade, as incidências no relvado desencadeadas pelas contingências tecnico-tácticas do onze dominante foram claramente demonstrativas do que venho referindo em razão do qual em equipa que ganha não se mexe e em boca fechada não entra mosca.
Oh não! Andas mesmo a pôr gel no cabelo!
Nota-se assim tanto?
Tu és mesmo genial. Foda-se!
Nada mais fácil. Lembrei-me daquele verso do José Afonso: «Eu vou ser como a toupeira». E o texto saiu de jacto.