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Vencedor das eleições no PSD a 13 de Janeiro. Não foi visto nem voltou a ser escutado desde então. Tem estatura meã e denota dificuldades de orientação, costumando trocar a direita pela esquerda. Paradeiro incerto. Amigos e apoiantes, preocupados, gratificam quem o encontrar: garante-se desde já uma subsecretaria de Estado num futuro Governo PS-PSD.

Foi eleito mas ainda não exerce, pelo que será prudente aguardar. Outro estilo é de quem mesmo perdendo tenha saltado não poucochinho para as luzes da ribalta.
É notório que não exerce. Estará num retiro espiritual?
Pedro, ouviu o seu presidente falar no “Grupo do Café Império “?
Eis o Grupo do Império, aqui imortalizado: e-gloria-3741889
http://sporting.blogs.sapo.pt/momento-d
Quatro deles escrevem também no DELITO.
O DO é uma filial?
Também reúne perigosamente nesse local. Com mais vinho e menos cerveja.
Bom, há quem esteja em retiro espiritual mas em correria tipo papa-móvel.
Outros permanecem em ponto morto.
Não me incomoda o silêncio dos líderes partidários.
O que me incomoda mesmo é o contrário.
Quase sempre.
Por exemplo: preparam-se para discutir e decidir sobre a morte medicamente assistida.
Já não estou longe de poder passar por isso.
E não delego, de jeito nenhum, tal decisão nesses senhores, num assunto tão importante e tão pessoal.
Quem, informado e de boa fé, pode achar que tal gente é de confiança?!
Que me perguntem em referendo.
E eu decidirei por mim.
João de Brito
Num referendo terá mais possiblidade de serem outros a decidir por si. Legalize-se e se chegar a hora decidamos nós…também não será muita a diferença. Muitos já nascem fingindo-se vivos.
“E eu decidirei por mim.” E é isso que a lei da Eutanásia lhe proporcionará.
Mas por que raio estão vocês a falar em eutanásia a propósito do desaparecimento do doutor Rio? Não consigo vislumbrar.
Pedro, já ouviu falar no termo literário, Fluxo de Consciência?
Voilá!
Não só ouvi falar como pratico, sempre que posso.
Ou, como se diz em português erudito, “as palavras são como as cerejas”.
Não me diga que esperava que o Rui Rio fosse fazer política.
A política é feita nas redacções.
Esclareça-nos lá então em que redacção é feita a política do recém-eleito presidente do PSD.
Se me permite, Luck e Pedro:
Nas redacções marxistas.
Mas olha que é mesmo. São todos um bando de esquerdimongas que nem dá para contar. O Lucky, muito bem, refere-se ao tipo de linguagem utilizada nos jornais (vem das escolas, na minha opinião — é muito bem inculcada à miudagem desde que começam a usar lápis de cores) e ao jargão do regime que até é utilizado por eminentes criaturas que se dizem de direita mas são de esquerda também porque são burros como um tamanco e nem se apercebem que já está tudo orientado para amacacar isto tudo desde o princípio. Tipo Marques Mendes. Uma pequena análise de conteúdo (contando os tropes, onde estão as acentuações e os temas fundamentais) demonstra que o seu pensamento está encravado nos finais dos anos 90, mas com e-mails. Numa espécie de tempo mitológico do regime onde o cabrão do Estado parece uma pessoa de bem (na verdade é um monstro filho da puta) e os comunas e os socialistas parecem gajos com que se pode conviver e dividir as coisas. Mas isso não é verdade. Querem tudo para eles. Basta ver o que o pessoal porreiro das esquerdas, com o seu sinistro capitão, faz no Inatel e outros institutos que todos pagamos para eles distribuirem regalias só por si. E é com a simpatia estúpida destes arlequims da gaita, que parecem ser o que não são, que estes crápulas têm conseguido enganar a populaça toda. Como dizia Pessoa: “… E só eu, que não queria achar, achei.”. Eu e o Lucky.
Porra…..cravagem do centeio?
Mas concordo que um dos cancros do Estado a que chegamos provém, em certo sentido, da Escola Pública. Mas também da publicidade e portanto do próprio sistema político- económico dominado pelas empresas, anunciantes, detentoras, simultaneamente, dos sistemas de comunicação. Ninguém se sente estúpido ou fracassado se puder comprar o último modelo de qualquer coisa. Nem que seja a crédito. …a Liberdade confunde-se com a liberdade de ter, ou vir a ter.
O outro factor responsável pelo Estado a que chegámos resulta de termos deixado de morrer em casa.
V. esse teu discurso é anti-burguês, logo anticapitalista/mercado livre. E pelo ódio a determinados sectores étnicos -políticos, também anti-democrata. Nesse sentido aproximas-te , no discurso de luta , aos partidos de extrema esquerda (aliados da extrema direita, no combate ao sistema parlamentar ). Acreditas na renovação do Homem pelo poder persuasivo da educação/mito. Eu não…sou um pouco mais radical. Analisando a história por mais narrativas que construamos a nossa inclinação para o mal é impossível de aplacar. Penso que nos extinguiremos….oxalá
Acredito que uma escola focada no conhecimento e na autonomia dos alunos — que os desvinculassem das sucessivas dependências que agora se acumulam em torno deles — seria propício a termos uma sociedade civil mais forte, pessoas mais participativas e melhor distribuição de riqueza longe das bolhas de favorecimentos e áreas de privilégios que determinados grupos profissionais e os partidos políticos construíram nos últimos 30 anos.
Nós não temos uma democracia. Temos uma partidocracia e temos uma anti-meritocracia. E agora temos formalmente uma ditadura parlamentar. É isso que temos. Não sei se sou anti-burguês ou não — essa ideia do “burguês” escapa-me um pouco. Até porque acredito um pouco na ideia bem burguesa de cidade-estado como mini-estado de mercadores povoado de diversidades oficinais e gente activa lá dentro (como tens na LX Factory e nos “hubs”). Acredito no valor da iniciativa privada (que necessita de estar fundamentada na ideia de que os “empresários” não são bestas esclavagistas, que têm interesses e preocupações que são as mesmas de quem trabalha para eles — e que os desníveis de remuneração e regalias seriam ultrapassados se por um lado as empresas tivessem mais liberdade e perdessem menos tempo a preencher papelada para os funcionários públicos pensarem que são necessários. Acredito sobretudo que o sistema está errado porque o sistema está montado a partir da ideia de prevaricação e não de postulados positivos e postulados de confiança. E isso são ideas que vêm do século XIX e do século XX. É por isso que o marxismo tem de ser ultrapassado — tal como o comunismo português que está ancorado ao espectro do Estado Novo e ao dia seguinte à nossa entrada na CEE. O resto é deixar andar, e o pessoal do Bloco pode ficar com o Teatro desde que não se meta nas outras artes onde eu me mexo que é para isto não fazer faísca.
Sobre a extinção… é mais do que certa… mas como dizia Umberto Eco, só se pode falar do Ser, do Não-Ser é difícil dizer qualquer coisa

O Avante e o Jornal do Fundão?
Porque se fala do inconómico, do ai, do espesso, do privado, do echo and the bunnyman e de outros parecidos* devo dizer-lhe que se enganou na linha política.
Já sobre o correio da madrugada, bom, linha ideológica é distinta de linha política, certo? Cof, cof, o que interessa não é informar, é vender.
* cada vez mais parecidos nas fontes e no esmero da escrita
!? Todas, são todas iguais, pois pertencem à mesma monocultura.
O Expresso não pensa o mesmo que o Publico que o DN, que a RTP, que a TVI que a SIC, que a RDP? Pensa.
O complexo político-jornalista pensa todo da mesma maneira por isso legitima e protege Fidel Castro dizendo que foi “Líder Cubano”.
“Redacções marxistas” é um termo pleonástico, Lucky?
Pois. Para mim quase redundante,só raramente vem um raio de sol fora da cultura marxista.
Não me diga que não foi líder cubano e sim testa-de-ferro!
Um líder pode chegar à liderança por muitas vias, pode exercer a liderança de muitas maneiras; amado ou odiado, será líder desde que responsável pelos destinos do seu país.
Mas se quer reescrever a história, conte lá o facto alternativo…
E sobre as legitimações deste ou daquele, acho que foi essa mesma imprensa que falou de um tal líder chileno quando ali o vizinho Garzón começou a inquietar o amigo da Dama de Ferro. Tchh, eu sei, há quem deteste ser recordado da existência de tal ditador – incluindo a imprensa, que deu tímidas notícias sobre os seus problemas… de saúde, porque da fortuna, dos assassínios e dos processos quase só ouviu falar quem perdeu amigos às suas mãos.
Discordo deste teu postal, e surpreende-me que alguém com a tua cultura o escreva, só mesmo por distracção. É óbvio que o homem está em estágio de pré-época, num complexo holandês ou suíço, a jogar com amadores, com cargas pesadas de treino físico e preparando esquemas tácticos para as duras competições que se antevêem …
Estágios muito prolongados são maus conselheiros, meu caro. Veja-se o que sucedeu à selecção portuguesa em Saltillo no Mundial de 1986, de má memória.
Pois. Mas que o homem está nisso está …