Presidenciáveis (6)


Pedro Correia,

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António Marinho e Pinto

 

Desempenhou o cargo de bastonário da Ordem dos Advogados, entre aplausos e apupos, dizendo representar os pequenos contra os grandes escritórios que costumam mexer os cordelinhos da profissão. Amado e odiado, divide as águas onde quer que esteja. O problema, muitas vezes, é estar pouco tempo: concorreu às europeias pelo MPT, que rapidamente abandonou, fundando o Partido Democrático Republicano. No Parlamento Europeu, cedo se decepcionou, admitindo candidatar-se às legislativas. De olhos postos nas presidenciais.

Este transmontano de signo Virgem e verbo fácil pode vir a ser, aos 64 anos, o Alexis Tsipras português. Conquistando votos à esquerda e à direita. Dêem-lhe palco – e ele improvisa a peça. Passem-lhe um microfone – e logo o discurso brota, em doses ferventes e torrenciais.

 

Prós – Tem o dom da palavra. É temível nos confrontos televisivos. Sabe tocar a corda mais sensível do cidadão comum com a sua retórica capaz de cruzar Che Guevara com Jesus Cristo.

 

Contras – Tem o coração demasiado perto da boca e costuma ferver em pouca água. Afirmou que 4800 euros não chegam para viver bem em Lisboa, algo manifestamente exagerado.

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  1. É tudo verdade. Só teve um lapso o dos 4800€, de resto, ninguém o consegue enfrentar porque quando fala diz as verdades. Ele ferve porque perante tanta aberração, só lhe resta a fervura. O problema é que mesmo em ebulição ninguém consegue ferver mais que ele, mostrando-lhe que está errado.

  2. Para lá de ser, de há muito, conhecido como um rematado demagogo populista, o sr. ex-bastonário, que reclamava “mais verdade na política”, praticou ultimamente o seguinte rol de tropelias.

    1. Usou e deitou fora um partido simpático (um dos seus fundadores é o Arq. Ribeiro Telles), partido esse que de futuro será olhado como partido-totó.

    2. Candidatou-se a um mandato como deputado europeu para descobrir, depois de o ser, que o PE é um “faz-de-conta” e que lá ganha obscenamente (tudo coisas que se pode saber através de meras pesquisas na Net. Estas imagens, por exemplo, são muito anteriores às últimas eleições para o PE: http://www.youtube.com/watch?v=q9BC7BlfJfY )

    3. Perguntado se ia meter ao bolso a totalidade do chorudo salário, não manifestou qualquer vontade de dedicar parte a causas humanitárias (por exemplo) e respondeu, mostrando bem quem é: “Queria que o deitasse fora?” (SIC)

    4. Não se digna cumprir o mandato para que se candidatou e foi eleito. Dedica-se antes a gastar as energias na formação de um novo partido, sendo dos mais faltosos deputados europeus.

    Voto meu em semelhante personagem está absolutamente fora de causa.

  3. Aliciante.Um presidente de país de maravilhas.
    A capacidade de reacção rápida(rápida de mais,queixaram-se no MPT)a qualquer contrariedade,considere o magro salário atribuído ao supremo magistrado da nação que já levou o actual a revelar ter a patroa requisitado um ovo de madeira,carrinhos de linhas,agulhas porque os peúgos andam pela hora da morte,essa recusa permanente a tolerar incómodos não determinaria o abandono
    do palácio no dia seguinte ao recebimento da 1ª folha de vencimento?
    E do cruzamento entre Che e Cristo que resultaria dos preceitos “criar muitos vietnames” versus “amai-vos uns aos outros)?
    Brilhante.Mas a ideia de ter de o ouvir a qualquer hora,sempre em cima do acontecimento,em íntimos momentos e até no quarto de banho

    1. MPT, Movimento Partido da Terra, quis ser Marinho Para Tudo. Mas enganou-se.
      Moral da história: devemos desconfiar de um partido que é também movimento, ou vice-versa.

  4. Aliciante.Um presidente de país de maravilhas.
    A capacidade de reacção rápida(rápida de mais,queixaram-se no MPT)a qualquer contrariedade,considere o magro salário atribuído ao supremo magistrado da nação que já levou o actual a revelar ter a patroa requisitado um ovo de madeira,carrinhos de linhas,agulhas porque os peúgos andam pela hora da morte,essa recusa permanente a tolerar incómodos não determinaria o abandono
    do palácio no dia seguinte ao recebimento da 1ª folha de vencimento?
    E do cruzamento entre Che e Cristo que resultaria dos preceitos “criar muitos vietnames” versus “amai-vos uns aos outros)?
    Brilhante.Mas a ideia de ter de o ouvir a qualquer hora,sempre em cima do acontecimento,em íntimos momentos e até no quarto de banho levanta-me reservas.

  5. Estou ansioso para ver/ouvir o debate entre MP e a presidenciável Ana Gomes…
    (De preferência moderado pela inesquecível Manuela Moura Guedes).

    Nesse dia, a marinha guerra portuguesa que se cuide: A esquadra será bombardeada impiedosamente!

    Vai ser um Pandurmónio!!!

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