“300 candidaturas, 100 entrevistas, 14 nomeações. Todas PSD e CDS. We all stand together.” – Pedro Santos Guerreiro, comentando a notícia de hoje no Jornal de Negócios sobre as nomeações para a Segurança Social.
Estou certo de que deve haver uma explicação, à direita, para esta pouca vergonha a nove meses das eleições legislativas.

Não vai haver explicação nenhuma porque eles são: eu quero, posso e mando. Quando explicam alguma coisa, não dizem nada porque nada sabem.
Nisso não são muito diferentes de outros que por lá passaram… Certo?
http://www.tvi24.iol.pt/politica/jose-so crates/governo-demitido-faz-156-nomeacoe s-e-promocoes
O Governo demissionário não parou de contratar e promover funcionários após o chumbo do PEC 4 a 23 de Março. De acordo com as publicações em Diário da República contabilizadas pelo jornal «Diário de Notícias», o Executivo de José Sócrates assinou 85 nomeações e 71 promoções.
Com as eleições marcadas já para 5 de Junho, algumas nomeações para, por exemplo, gabinetes ministeriais terão de sair num máximo de três meses. Caso disso é a nomeação para adjunto da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
Em sete dias, este número de nomeações – 85 – traduz-se numa média recorde de 12 por dia.
O ministério que mais nomeações fez foi o da Administração Interna, com 19 novos membros. Depois seguiu-se a Presidência do Conselho de Ministro, com 13 nomeações e, depois o Ministério da Defesa, com nove. O jornal escreve que das 85 nomeações, 27 foram substituições.
Isso, dedique-se à estatística. Até Outubro tem imenso tempo. E não precisa de assinar.
Doeu?
Está na hora de tratar dos meninos que se portaram bem.
No caso do 44 não seria questão de lata. Seria questão de euros. E de nome: seriam todas Lenas.
Sinto sempre uma certa estranheza que se vote num partido que em sucessivas ocasiões se tem mostrado uma agência de interesses dum grupo. Quem acompanhou o IARN ou a passagem pelo MD, ou caso dos sobreiros ou dos submarinos só por cegueira ou fé desmesurada é que não consegue ver o óbvio.
Nunca é tarde para acordar para as boas causas. E Pedro Santos Guerreiro, que até, sabe-se lá porquê, já foi director de um jornal, acordou agora “para esta pouca vergonha das nomeações” politicas.
Eu cá acho que ainda são poucas. Se este governo tivesse corrido com uns quantos funcionários colocados em certas cargos pelos socialistas, tinha-se poupado a muitos “amargos de boca” como a colocação de professores, ou a “pane” do Citius.
Tudo certo. Com tão poucos cargos para atribuir iam entregar ao PS que sempre se soube orientar?
Jornal de Negociatas, we all stand with família Guedes.
… à atenção de P. S. Guerreiro.
A quantos tarefeiros foram oferecidos jornais de negociatas?… para satisfazer o ataque cerrado da matilha de lóbis privados ao orçamento público.