Ana Gomes
Dêem-lhe um palco e logo o discurso lhe brota, torrencial como nos verdes anos em que era militante vermelha e para ela ninguém parecia melhor que Mao. Sobre submarinos e aviões, sobre estaleiros e sobreiros, sobre o Iraque e a Líbia, ferve a todo o momento de indignação. E vai à luta nas pantalhas, qual padeira de Aljubarrota contemporânea, erguendo os decibéis como principal arma de combate frente a qualquer antagonista de circunstância.
Aquariana de 61 anos, Ana Gomes distinguiu-se nos dias de chumbo da ditadura indonésia como defensora intransigente da causa timorense. Adoptando uma diplomacia de tacão enquanto alguns colegas mais cautos lhe recomendavam o conforto da pantufa. Subiu aos píncaros da fama enquanto o País cantava “Ai Timor” e vitoriava Xanana Gusmão como o Mandela da lusofonia.
Transitou para a militância activa no PS e mantém-se há três intranquilos mandatos como deputada no Parlamento Europeu, que lhe vai proporcionando doses de adrenalina política, como sucedeu nos controversos voos da CIA. Jamais incólume a polémicas, que com ela viajam sem cessar de um caso a outro.
Prós – Gosta de partilhar: transforma qualquer causa dela em Causa Nossa. Seria a primeira chefe do Estado português do sexo feminino – e a primeira em regime republicano – desde a morte prematura da Rainha D. Maria II, em 1853. Xanana, de quem se tornou amiga, decerto não se importaria de viajar de propósito a Portugal para abrilhantar os comícios de campanha da ex-embaixadora portuguesa em Jacarta.
Contras – A palavra voa-lhe por vezes mais veloz que o pensamento, como quando se apressou a invocar causas “sociais” para o morticínio no Charlie Hebdo. Alguns socialistas, que nunca integraram o seu clube de fãs, assumiriam sem hesitar qualquer outra opção de voto. Os cristais de Belém sofreriam eventuais danos irreparáveis nos momentos em que a voz dela se elevasse aos patamares característicos de Bianca Castafiore.

![5899107_Z3HKe[1].jpg 5899107_Z3HKe[1].jpg](http://4.fotos.web.sapo.io/i/B97068116/18377970_H9Hrz.jpeg)
Eu diria mais:
Autêntica “peideira” de Aljubarrota!
Cuidado com as gralhas. São espécie protegida. Como as cagarras das Selvagens.
Pedro
Fundiu o neurónio principal. Vou-te marcar consulta já, no meu internista!
Então, até eu posso candidatar-me… e, quem sabe, com mais sucesso!
Não marques já, Helena. Vêm outros(as) candidatos(as) a caminho.
Isto ainda vai acabar no Emplastro.
Deveria acabar na letra Z. De Zandinga. Mas convém ter um ser vivo no vértice do Estado.
Pedro, francamente: acho que está a exagerar. Por este andar ainda o vou ver a incluir na lista a Odete Santos.
De facto, exagerei. Castafiore talvez não mereça a comparação.
Caro Pedro Correia
Tenho sempre simpatia por quem defende a Língua Portuguesa, mesmo que discorde dessa pessoa em questões políticas ou económicas ou quaisquer outras. Mas fico com algumas reservas quando as pessoas que supostamente pretendem defender a nossa Língua baqueiam e incorrem no êrro básico. Não basta proclamar que não queremos o desaccôrdo hortographico. A Língua Portuguesa vai além do dito desaccôrdo. Temos de ser exigentes e não descer ao nível dos que não sabem. Temos de dar o exemplo. Ora o exemplo, neste caso, é a «embaixadora». A palavra que designa um representante diplomático do sexo feminino é embaixatriz. Esta mania, irritante e estúpida, de considerar que uma palavra precisa de terminar com a vogal «a» para ser do género feminino também empobrece e desvirtua a nossa Língua. Seguimos a toque de caixa com a ignorância e estupidez da presidente do Brasil: o feminino de «torneiro mecânico» é «torneira mecânica». Porreiro, pá! Já agora, em vez de «militante vermelha» podíamos escrever «militanta vermelha».
Boas pedaladas.
No Brasil já têm “Presidenta”. Ainda havemos de lá chegar.
Julgo que não tem razão. A Embaixatriz é a mulher do Embaixador. Quando o posto é de função e no feminino, creio que o certo é Embaixadora.
Neste caso concreto, ao que julgo saber, a embaixadora é também embaixatriz.
Pedro, uma sugestão que, parece-me, ainda não vi por si referida: António Barreto. O que acha? Eu toparia fácil. E conheço muita gente que também. Super civilizado, um democrata, antenado com as agendas internacionais e, sobretudo, passa um olhar inteligente e um discurso tranquilo, moderno, focado no interesse do país (consideração e respeito pelo povo) e não no seu umbigo ou ego. (mas posso estar a viajar … só o conheço da TV e de algumas coisas que ele escreve, o ultimo trabalho desenvolvido, etc. É que tenho tido cada desilusão …). Fica ao seu critério.
Que lhe parece ?
Biografia[editar | editar código-fonte]
Filho de Manuel da Costa Pinto Barreto (Peso da Régua, 17 de Dezembro de 1907 – Porto, 21 de Dezembro de 1981) e de sua mulher (Vila Real, Folhadela, 15 de Setembro de 1938) Maria do Céu de Morais Taborda (Porto, 7 de Maio de 1912 – Porto, 5 de Março de 1980) e irmão de João Manuel de Morais Taborda Barreto, foi para Vila Real muito cedo, onde viveu até finalizar os estudos liceais.
Estudou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra até 1963, ano da sua partida para a Suíça. Acabou por se licenciar em Sociologia, na Universidade de Genebra, em 1968. Foi assistente daquela Universidade, até 1970, onde voltaria para se doutorar, em 1985. Foi investigador do Instituto de Pesquisas das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social, de 1969 a 1974, do Gabinete de Estudos Rurais da Universidade Católica Portuguesa, entre 1974 e 1982, e do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, de 1982 a 2008, jubilando-se em 2009.
Foi professor de Sociologia nas Faculdades de Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da ULHT e de Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, tendo feito parte da Comissão Instaladora desta última. Foi também membro do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Estatística. Em 2009 assumiu a presidência do Conselho de Administração da Fundação Francisco Manuel dos Santos, onde criou o portal de informação estatística Pordata.
Foi militante do Partido Comunista Português
entre 1963 e 1970 e, em Dezembro de 1974, aderiu ao Partido Socialista,
sendo eleito deputado à Assembleia Constituinte
, no ano seguinte. Foi membro do VI Governo Provisório, como secretário de Estado do Comércio Externo, e do I Governo Constitucional, como ministro do Comércio e Turismo, primeiro, e da Agricultura e Pescas, depois. Apoiou o projecto da Aliança Democrática,
de Francisco Sá Carneiro, com o efémero Movimento dos Reformadores
, criado com José Medeiros Ferreira e Francisco Sousa Tavares, em 1978. Em 1985 apoiou Mário Soares, no MASP I (Primeiro Movimento de Apoio Soares à Presidência) para as eleições presidenciais portuguesas de 1986
. Entre 1987 e 1991 regressou ao Parlamento, como deputado à Assembleia da República, pelo PS. Afastou-se definitivamente do partido na década de 1990.
Autor de vasta bibliografia, dedicou a sua investigação aos temas da emigração, socialismo e reforma agrária, evolução da sociedade portuguesa, indicadores sociais, justiça, regionalização, Estado e Administração Pública, Estado Providência, comportamentos políticos e retrato da região do Entre Douro e Minho. Na televisão, assinou a série de documentários Portugal, um retrato social, realizada por Joana Pontes (RTP, 2006), e dedicou-se ao comentário político em Regra do Jogo, com José Miguel Júdice (SIC Notícias, 2006-2008). É cronista do jornal Público desde 1991. Recebeu o Prémio Montaigne, atribuído pela Fundação Alfred Toepfer e pela Universidade de Tübingen, em 2004, e foi eleito membro Academia das Ciências de Lisboa, em 2008.
A 8 de Junho de 2012 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo
.1
Está hoje casado, em segundas núpcias, com a socióloga Maria Filomena Mónica.
Não me parece nada mal.
Não podia esquecer-me dele, Fátima. Até porque gostaria muito de vê-lo como candidato. esidenciaveis-3-7093464
Foi logo um dos primeiros:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/pr
Foi dos primeirinhos, no tempo dos bons!
Mas já estamos quase na recta final, Helena.
##***!!!««%%???%%%&&&!!!
Creio ter sido suficientemente claro…
Þú gera ekki eins og? borða minna!
Com mil milhões de mil macacos. Traduzi bem, capitão Haddock?
Ces romans sont fous…
Parece-me bem. Obrigada.
Já somos dois a pensar o mesmo, Fátima.
Essa tem o condão de me fazer zappar mais rápido que à velocidade da luz.
É o chamado condão umbilical.
Depois de um banho que levou em comissão de inquérito nem com secagem prolongada.
Banho em comissão deve dar comichão.
Depois que li acima a “folha” do AB, tão esclarecedora, mais convencida fiquei de que ele tem tudo para ser “o cara”! É que extrapola em todos os requisitos! Só não entendi muito bem porque razão ele teve que ir tomar banho à comissão …???
Julgo que o leitor não se referia a AB, Fátima.
Claro, tem razão. Ele (o leitor) que me desculpe. Está explicado o banho …
Esta doente crónica de diarreia verbal ter sido pendura na carreira diplomática (e sabe-se lá a que pensãozita terá “conquistado” o “direito”) e ter chegado a depatada europeia diz tudo sobre a cólidade da gentalha que andamos a pagar e que nem para vender carapau ou sardinha tem maneiras…
Isso não sei. Mas ficou claro que ela não segue o cherne.
Ah, isso JAMAIS! Ele a ir para um lado e ela a virar logo para o outro …
Já foram camaradas, quando ambos sulcavam outros mares…
Pois … Freud explica ???
Para quem não gosta de ti , reze 3 vezes ao luar.
Deus te reuniu
Deus te Criou
Deus te Livrou
De quem para ti olhou
Deus pai todo Poderoso
Virgem de Pranto
Tirai este quebranto…
….
Invejosos!
«No baile em que dançam todos / Alguém fica sem dançar. / Melhor é não ir ao baile / Do que estar lá sem lá estar.»
(Fernando Pessoa)
Aquele que o senhor aqui propôs para descarregar um sonoro murro na mesa.
Haverá que reuni-los mas noutro lugar,apaziguados.
Não haverá nenhuma associação defensora dos direitos das mesas? Elas fartam-se de levar murros e sofrem em silêncio.
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