Presidenciáveis (4)


Pedro Correia,

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Jaime Gama

 

Mário Soares chamou-lhe “peixe de águas profundas”. Mas este nativo de signo Gémeos nunca deixou de estar à superfície de 1974 para cá. Foi um dos mais jovens deputados da democracia portuguesa, entrou num Governo socialista quando José Sócrates ainda militava na JSD e ascendeu a segunda figura do Estado, como presidente da Assembleia da República. Falta-lhe apenas um degrau para ascender ao patamar supremo. Sonhará com Belém? Não falta no PS e respectivas águas adjacentes quem sonhe ainda mais que ele. Quem tiver dúvidas é favor telefonar a José Lello, Miranda Calha, Francisco Seixas da Costa ou Sérgio Sousa Pinto.

 

Prós – O sentido de Estado. A moderação. A seriedade. O equílíbrio. A experiência.

 

Contras – A impassibilidade. A distância. O excesso de frieza. A aparente incapacidade de soltar uma saudável e sonora gargalhada.

0 comentários em “Presidenciáveis (4)”

  1. Mais um dos (poucos) bons.

    Ainda há pouco declarou que “a única coisa que falta ao programa do Syriza é uma máquina de fabricar moeda falsa” ilustrando bem “A moderação. A seriedade. O equílíbrio. A experiência”.

    Não parece, todavia, que lhe interesse muito o cargo, ao contrário de outros que anseiam por uma vaga de fundo: tem repetidamente dito que pretende é brincar com os netos.

    A esmagadora maioria dos restantes da lista de uns 40 (ao que julgo), ficam a perder de vista de Barreto ou Gama.

    O interesse de gente tipo Lello é que me deixa com a pulga atrás da orelha. Livra!

      1. Jaime Gama garantiu que a sua grande ambição atualmente, “que tem sido concretizada metodicamente, é ser motorista dos netos”.

        (dos jornais)

  2. Todos aspiram ao topo, para nada fazerem e terem um fim de vida cheia de mordomias. Será que este modelo de presidência, tem razão de ser, numa época em que não passam de puras figuras de representação e nada mais? Era bom que meditássemos sobre isto que apenas nos leva a despesa e pouco mais.

      1. Sabe perfeitamente que há outras alternativas de governação, sem ser estas que mencionou. Desculpe, mas foi de extremo mau gosto o exemplo que deu da Coreia de Norte.

        1. O pessoal que se sabe tem um ponto especialmente sensível: a Coreia do Norte, um regime democrático como eles apreciam.

  3. Apesar dos prós enumerados esteve sempre e está imerso no aparelho.Má recomendação se Lelo o apoia.E a fractura Sousa Pinto também não se coaduna com o passado de rocha dura.É melhor que não ria,a impassibilidade e frieza mostrariam o sorriso da hiena.
    Levem-me ao Barreto.

  4. “A aparente incapacidade de soltar uma saudável e sonora gargalhada.”

    Em publico.. Jamais.

    Mas em privado, Deus o mantenha!

    Forte abraço

  5. Olha lá, você quando escreveu isto: «Contras – A impassibilidade. A distância. O excesso de frieza. A aparente incapacidade de soltar uma saudável e sonora gargalhada.», não estaria a pensar no actual locatário de Belém?

  6. No princípio da Répública tudo tinha vergonha de substituir o Rei Dom Manuel.

    Foram dois açoreanos os primeiros a alinhar como Presidentes da recem-nascida República.

    Sem Ultramar não eramos o que somos.

    1. Curiosamente, o nome próprio do maior número de inquilinos de Belém: António José de Almeida, António Óscar Fragoso Carmona, António dos Santos Ramalho Eanes, Aníbal António Cavaco Silva.

  7. Mais um maçon na presidência? Talvez seja melhor Portugal declarar-se definitivamente uma loja – até podia dispensar aquela coisa – assembleia da república, onde 60 ou 70% dos membros são maçons e vão transformar em “lei” o combinado nas lojas.

    1. Isso,uma rede de lojas administrando o país,legislando,todos nós obrigados aos rituais.Onde já vai a missa dominical,baptismo,1ª comunhão e crisma,matrimónio e extrema-unção.
      É de facto a modernidade,a loja.E se Gama lhe pertence está com o futuro.

      Cá por mim tenho fé no Barreto.

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