Presidenciáveis (37)


Pedro Correia,

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Luís Amado

 

Dizem vozes sábias que as presidenciais costumam ganhar-se ao centro. Ou seja, um candidato de esquerda tem de conseguir recolher também alguns votos à direita. E um candidato de direita precisa de atrair igualmente uma porção de votos oriundos da esquerda.

No campo socialista, poucos despertam tanto fervor eleitoral na direita como Luís Amado, 61 anos, signo Virgem. Num futuro cenário de bloco central, ninguém estaria tão autorizado a dar a táctica como este economista que até já partilhou chefe de gabinete com Passos Coelho.

Foi ministro durante seis anos (2005-2011), primeiro com a tutela da Defesa e depois com a pasta dos Negócios Estrangeiros, sem  nunca ter sido um incondicional do chefe do Governo: chegou a fazer furor um vídeo na Euronews em que o elegantíssimo José Sócrates o deixou de ficar de mão estendida, recusando cumprimentá-lo.

 

Prós – É um dos poucos socialistas que podem gabar-se de recolher apoios declarados no PSD. Dedica-se às artes, como escultor de pedras, facto que lhe basta para piscar o olho ao exigente mundo intelectual e talvez o faça recolher simpatias junto dos pedreiros-livres. E que melhor apelido do que o dele para lhe garantir, à partida, boas perspectivas nas intenções de voto?

 

Contras – A “verdadeira esquerda” ainda não lhe perdoa que tivesse cedido à tentação da banca, ascendendo à presidência do Conselho de Administração do Banif. Estar na calha para o Conselho Geral e de Supervisão da EDP também não o torna nada popular à esquerda do PS. O último Chefe do Estado português que usou barba foi Manuel Teixeira Gomes: rumou inesperadamente ao exílio, sem saudades de Belém. Já lá vão 90 anos.

0 comentários em “Presidenciáveis (37)”

  1. O esclarecido Costa, perante as baldas de Guterres, de Gama, de Vitorino (este sempre numa de “Não me comprometa!”), e não querendo Mariazinha de Belém, vem trocando piscadelas de olho com um alienígena do Planeta PREC: a especialidade dele, à semelhança do que fez na CML, é amores com os Sá Fernades, as Rosetas, etc. Amado que se deixe estar a facilitar negócios, caso contrário até os Barrosos se piravam todos do PS, atrás do que já o fez.

  2. Lamentavelmente também escondeu Henrique Neto ao sabor do SIC António José Teixeira. Sampaio II escurece tudo á sua volta.

  3. As barbas estão (muito) na moda. Se me é permitida a questão, qual a relevância dos signos astrológicos nestes perfis presidenciais (ou falho alguma sub-texto?)

    1. Tem a ver com a política. Não há signos Gémeos ditadores, por exemplo. Nem conheço nenhum ditador Caranguejo. Mas abundam Touros, Leões ou Carneiros, por exemplo. E alguns Sagitários. Tudo gente com características autoritárias.
      Salazar era Touro, Saddam Hussein também. E Lenine. Hitler era Carneiro. Mussolini era Leão. Fidel Castro é Leão também.
      Estaline, Franco, Pinochet: três Sagitários.
      Julgo que já escrevi sobre isso aqui. Qualquer dia reedito esse texto.

      1. Eu sou Caranguejo. Seguindo a teoria não tenho más tendências. E uso barba desde a mais tenra … juventude. Presidenciável?

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