Já isto, não é notícia


Teresa Ribeiro,

Lembram-se? Um dos primeiros ímpetos reformistas deste governo foi o da fiscalização e regulação do 3º sector, que levou à elaboração de um ranking de Fundações muito polémico e ao anúncio do corte e redução de subsídios e até mesmo da extinção de algumas dessas instituições. Tudo com o objectivo primordial de cortar a despesa do Estado. Depois fez-se silêncio. Desde esse tempo que nunca mais ouvi quem de direito pronunciar a palavra “fundação“.

0 comentários em “Já isto, não é notícia”

  1. Andei nas obras e aprendi que ratar uma fundação das proximidades pode fazer descalçar o nosso próprio edifício.

  2. O governo do PC andou mal – e trazia mau passado, que a historia de derreter tanta dinheiro sem obra que se apresente não abona, implodindo um trabalho que é de toda a justiça fazer.
    No entanto as oposiçoes com mais ou menos caviar ou mais ou menos anti corrupção tambem deram uma de zarolhos quando o que interessava mais dissecar na Tecnoforma era precisamente o que se faz a muitos milhares de euros que todos os dias são desbaratados em ONG, fundações e santas casas sem que aos anunciados benificiarios chegue o cheiro.
    Até a representante do excelente Banco Alimentar se perde em tretas de tiazinha em vez de alertar para este “roubo” descarado dos meios destinados a quem precisa serem usados em salarios de milhares de euros mensais e despesas de representação. Mas como aos defensores de causas da esquerda caviar ou da direita moralista este assunto não entra na agenda vamos assobiando para o lado.

    1. Tem toda a razão, Cristof. Só critiquei o governo de Passos porque anunciou a moralização do sector como uma das suas reformas estruturais prioritárias. É claro que essa reforma também mexia com os interesses de outros partidos. Fale-se em redes de interesses e encontramo-los todos no mesmo barco.

  3. “as irregularidades prendem-se com pagamentos realizados sem a autorização do Ministério das Finanças e com pagamentos feitos a entidades que não cumpriram os requisitos exigidos por lei para beneficiar de apoio monetário”.

    Mas então o MF só serve para cortes, aumentos de impostos, cobrar portagens com multas desmesuradas ou até, inacreditavelmente, para ir chatear os que pediram factura num estabelecimento que tem dívidas ao fisco?

  4. Uma fundação é considerada um fundo autónomo, que tem por finalidade uma ação, definida em estatutos e é uma pessoa jurídica composta por um património juridicamente indissolúvel e personalizado, destacado pelo seu instituidor e dirigido por administradores ou curadores, autorizados e fiscalizados. Em Portugal existem cerca de 1200 fundações (2009).

    Segundo esta informação que recolhi na Wikipédia, as Fundações deviam fazer mais ou menos o mesmo que o CEO do teu Post anterior, ajudar a sociedade e distribuir riqueza artística e moral em áreas onde o Estado, por vários motivos , não pode, ou não quer investir.

    Com o passar dos anos, passámos de Fundações que dão, para Fundações que recebem que recebem (1200 em 2009), juntamente com os seus administradores e curadores, autorizados e agora pouco fiscalizados, enfim a rebaldaria do costume…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *