Presidenciáveis (35)


Pedro Correia,

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Maria de Belém Roseira

 

Deverá o Palácio de Belém ser território exclusivo da “falocracia”, para usar um palavrão posto a circular por algum feminismo mais assanhado? A resposta é negativa, obviamente. No instante em que Hillary Clinton anuncia que será candidata à Casa Branca, porque não haveremos também de ter a nossa “Hilária”, emanada desse “paradigma da modernidade” (outro palavrão…) que é o PS?

Simpatia não lhe falta. Currículo, também não. Foi ministra da Saúde, deputada e até há pouco tempo – por indicação de António José Seguro – exerceu o cargo de presidente do Partido Socialista. E não confunde militância com seguidismo, como demonstrou numa  entrevista em que criticava António Guterres por “arrastar muito o processo de decisão” e José Sócrates por se “esquecer de ouvir”.

Tem 65 anos, muito bem conservados. E não se iludam com a aparência frágil dela: é do signo Leão.

 

Prós – Ostenta um dos sorrisos mais simpáticos da política portuguesa. Conserva com orgulho o sotaque do seu Porto natal. Deu provas de integridade ao manter-se leal a Seguro na recente contenda interna no PS – ao contrário de outros, que trataram de mudar de campo mal sentiram o vento a mudar de direcção. E que melhor nome pode haver para uma senhora com aspirações presidenciais do que o dela — Maria de Belém?

 

Contras – A simpatia, neste caso, pode confundir-se com falta de firmeza e algum défice no exercício da autoridade. Com a mudança de secretário-geral no PS, renunciou à presidência do partido, que António Costa logo confiou a Carlos César. Ana Gomes, provavelmente a figura menos consensual da política portuguesa, foi a primeira a lançar o nome dela para a Presidência da República.

0 comentários em “Presidenciáveis (35)”

  1. Insignificante criatura, com uns irritantes esgares parecidos com sorrisos. Além de ministra da saúde, foi-lhe dado por Guterres um ministério a fingir, onde ao que parece trabalhavam meia dúzia de funcionários.

    Tem sempre o aspecto de ter saído há minutos do cabeleireiro, do instituto de beleza, do spa, da estilista (ia a dizer modista…)

    Com, apesar de tudo, uma enorme vantagem: mil vezes preferível ao candidato do PS que anda atrás do PS e o PS atrás dele mas não se passa nada: enganem-me, que eu gosto.

    1. «Tem sempre o aspecto de ter saído há minutos do cabeleireiro, do instituto de beleza, do spa, da estilista.»
      Já tenho lido elogios muito menos lisonjeiros do que esta “crítica”.

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