Carlos Monjardino
Foi um dos mais jovens banqueiros portugueses. Fez parte do núcleo de organizadores da campanha presidencial de Mário Soares, em 1985-86, como director financeiro. Assumiu a pasta da Economia e Finanças do Executivo de Macau, onde serviu largos meses como encarregado do Governo. Da relação de amizade que forjou com Stanley Ho nasceu a milionária Fundação Oriente.
Carlos Monjardino está habituado a lidar com milhões, mas sempre foi um homem de esquerda. É um socialista sem partido, como costuma dizer de si próprio este capricorniano de 72 anos. Uma espécie de Manuel Alegre sem poesia. Com a vantagem de poder contar com o apoio aberto e entusiástico de Soares, ao contrário do que sucedeu com Alegre em 2006.
Prós – É um cidadão do mundo, que jamais falaria “inglês técnico” ao ser recebido na Casa Branca ou “francês técnico” nas visitas ao Eliseu. Sabe ler um Plano de Estabilidade e Crescimento do princípio ao fim. E não teria dificuldade em conseguir financimento para uma campanha eleitoral. Soares votaria nele.
Contras – A ligação a Stanley Ho torná-lo-ia num alvo permanente do sarcasmo de Ana Gomes e dos decibéis de Catarina Martins. Alguma esquerda mais radical não tardaria a acusá-lo de advogar a “economia de casino” no País. Alegre talvez produzisse dois sonetos contra a plutocracia. Soares votaria nele.

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Soares poder votar nele é um excelente motivo para eu não votar.
Só ares?
-Não resisto a um jogo que tem a ver com o seu gosto por animais. Que animal seria Mário Soares?
-Um cavalo.
(Jornal i)
Noutros tempos chamar-lhe-iam raposa. Houve um ‘upgrade’, como se diz em português corrente.
É-me inferente.
Infiro que sim.
Pedro
Desculpe a indiscrição mas será possível dar uma pista sobre onde e como lhe surgem os nomes para esta lista?
O esforço para seleccionar estes vultos não será pequeno e exigirá por certo recolhimento, meditação, concentração e isolamento que não perturbe o raciocínio… tenho um palpite, acho que já sei…
Pelo seu apelido, caro Conde, julgo ser monárquico. Não tem, portanto, voto na matéria.
Usa bigode, adereço definitivamente fora de moda para um inquilino do Palácio de Belém. O último a usá-lo foi o marechal Óscar Carmona (1926-1951).
De facto, a temporada dos Óscares já terminou.