Presidenciáveis (20)


Pedro Correia,

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João Cravinho

 

Se existem senadores no PS – no que esta expressão conjuga de experiência, sensatez e capacidade de expressar opiniões com substância e uma voz inconfundível – um deles é seguramente João Cravinho. Este socialista habituou os militantes – e o País – a falar com desassombro, tendo por vezes razão antes de tempo, como quando invocou a necessidade de se combater com eficácia a corrupção ainda antes de os casos mediáticos actuais terem rumado às primeiras páginas. É sem dúvida presidenciável. Mas uma corrida a Belém, para ele, jamais seria numa auto-estrada sem custos para o utilizador. Até porque as SCUTs – de que ele foi o inspirador – passaram de moda.

Tem 78 anos. Signo: Virgem.

 

Prós – Costuma dizer o que pensa, o que é caso raro na classe política portuguesa. Tem um currículo apreciável como governante: foi ministro da Economia, Planeamento e Administração do Território.

 

Contras – O facto de dizer o que pensa criou-lhe anti-corpos no PS de Sócrates. O seu percurso no período imediatamente posterior ao 25 de Abril, quando foi dirigente do Movimento de Esquerda Socialista, pode ainda hoje afugentar alguns eleitores do centro.

0 comentários em “Presidenciáveis (20)”

  1. O Pedro desculpe, mas este não é presidenciável de forma nenhuma.
    Já nem falo da idade, que me parece totalmente imprópria para consumo, mas do seu currículo como defensor das PPPs e das SCUTs. Seria frito vivo pela oposição por causa disso.

  2. Inspirou as SCUTs , deram no que deram e todos pagamos e pagaremos por isso. Poderei estar a ser injusto, mas não recordo uma só intervenção em que tenha reconhecido, ao menos, o fracasso da inspiração. Quanto a votar nele, SCUT: Só Cai Um Tanso.

    Mas admito que até abundassem. Os votos, enfim. Os portugueses têm um fortíssimo síndrome de Estocolmo e, com ocasionais e breves amuos, uma paixão estremecida e para lá de qualquer racionalidade ou consequência (como é próprio das paixões, bem sei) pelo PS…

    Costa

    1. Mas ao fim de imenso tempo e quando não era possível deixar de reconhecer erros catastróficos:

      João Cravinho reconhece agora que não há estradas sem custos para os utilizadores.

      Ouvido na comissão de inquérito às parcerias público privadas, o ex-ministro das Obras Públicas confessa que lhe faltou formação em marketing quando defendeu as SCUT.

      João Cravinho foi ainda questionado pelos deputados sobre a proposta do líder do PS, que defendeu um imposto sobre as parcerias público privadas. O ex-ministro disse apenas que prefere aguardar e que para a já não comenta.

      Nesta comissão de inquérito parlamentar, João Cravinho admitiu ainda que houve um erro na previsão da procura do comboio da Ponte 25 de Abril, no contrato de concessão com a Fertagus.

      RTP Notícias, 18.09.2012

      1. Que lhe faltou formação em marketing? Em marketing?! Adding salt to injury , diriam os anglófonos!

        O que pensava o homem? Que enquanto político e decidindo a sorte de milhões (pessoas e dinheiro), com implicações ao longo de décadas e décadas, se aplicariam ao que decidisse os princípios da concepção, lançamento e vida de um qualquer produto de consumo em massa – com todo o mérito, entenda-se -, por uma entidade privada e a seu único risco?

        Seria risível, não fosse trágico (para nós, evidentemente, que dele integrará o grupo daqueles para quem o futuro está garantido e agradável).

        Costa

      2. Eu creio que há pouco, levado pela indignação, escrevi “salt” onde deveria ter escrito “insult”. Tiram-nos do sério, os nossos estimados políticos…

        Costa

  3. Esqueceu-se de outro senão, foi João Cravinho que no governo de Sócrates, quis uma lei para o enriquecimento ilícito, a qual, lhe foi de imediato negada. Este, é daqueles que tem muito valor, mas que os seus camaradas não apreciam muito.

  4. –Alô, Alô — Cravinho, Scuto!
    – OK

    – Diga sua justiça sobre o 44 e possível relação com:

    Http:/ apodrece.blogspot.pt / 2011/10 Jorge-coelho – e – o – percurso – atribulado

    – Meu voto fica suspenso da resposta.

    ( Espera sentado!)

  5. Que o grande imbentor das SCUTS, com uma inginharia financeira tão proveitosa, chegasse a Belém, era o que mais faltava…

    Next!

  6. Estraditas sem custos passaram a custar no último governo do filósofo.E não se lhe conhece um lamento,uma entrega do cartão.Há décadas que alerta para a corrupção,sem pormenorizar supõe-se que se refere a corrupção generalizada.E não se lhe conhece um exemplo apontado.Assim geral,ano após ano,com sucessivos e alternantes governos com ele ou sem ele.
    Visto e revisto tratar-se-á de um marciano que anda por aí,não nos serve,mal por mal antes o que se enche de bolo rei,coisa visível e apontável,ele é mais bolos mas são bolos facilmente condenáveis e sufragáveis.

  7. Este antigo ministro de Portugal é o exemplo em como o Bonga é mentiroso.

    Disse este artista angolano um dia na RTP, que os tugas são racistas que não põem ministros africanos no governo.

  8. As scut’s não foram inventadas por João Cravinho, elas já existiam e existem na UE há muito. Que foi ele o mentor de as fazer em Portugal tudo bem, dizer-se que foi o inventor não.

  9. Este sim, está numa idade muito boa, ainda dá para um segundo turno e ainda sobram meia dúzia de anos de reforma.

  10. Reparei que ainda não se lembrou de Jorge Sampaio. Tudo se conjuga – juros especialmente baixos – para haver lugar a quem venha lembrar o que vale o deficit. O ” sem custos para o utilizador” visto numa “teoria do tudo”.
    Acabo de misturar Física com demagogia, mas é o que temos!

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