Preocupações


Sérgio de Almeida Correia,

Não é que não esteja atento ao que por Portugal se vai passando, ou que não haja temas de interesse, mas o facto de não escrever muito por aqui não quer dizer menor apreço por esta minha casa, pelos seus leitores, ou que não esteja preocupado e ocupado.

Porém, nem sempre todas as matérias que neste momento me atormentam serão de grande interesse para quem tem outros interesses e não está a viver os factos na primeira pessoa.

E para que quem está aí possa perceber o que digo e continuar a acompanhar o que se vai passando deste lado do mundo de onde escrevo por estes dias, deixo aqui alguns links do que noutro lado se publicou:

equívocos

perguntas

vacinas

E até breve.

3 comentários em “Preocupações”

  1. Obrigado.

    1. Essas são também as preocupações daqui, neste lado.

    2. Também aqui há o mesmo problema com o patriotismo. A discussão dos símbolos nacionais está ao rubro. Qualquer uso da palavra Nação é de imediato perseguido inquisitorialmente, e acusado de extremismo e de fascismo (tanto pelos Liberais como pela esquerda Socialista).
    2.1. Também aqui querem uniformizar — dignidade, valor, direitos e liberdades, sanções e penas, garantias, liberdade. Confinando tudo, também, nessa “conformidade com a Lei”, cujo critério é um insondável mistério. Essa “intenção do legislador” é muitas vezes justificada pela teoria de Rawls ou Habermas, como se o povo não soubesse o que é o poder e a ganância. E os humanos não soubessem que ainda não são aquilo que desejam ser.
    2.2. Também aqui se luta pelo direito à Diferença, contra a força violenta de quem quer transformar Portugal numa «qualquer região indiferenciada da Europa». Aqui reina ditatorialmente a ideologia megera do Igualitarismo: “todos diferentes, todos iguais”.
    2.3. Também aqui se deseja diminuir o marasmo e a incompetência, e fugir da propaganda do regime.
    2.4. Também aqui — a pretexto das vacinas — se controlam fronteiras, discriminam deslocações, vigiam e condicionam as Pessoas. Fazem-no com os mesmos smartphones, apps, sms, emails, câmaras nas ruas, drones, e algoritmos de reconhecimento facial e vocal. E sabe-se lá o que mais.
    …
    (Cont.)

  2. …
    3. Sabemos que não há Liberdade sem alguma perda da Liberdade. E que essa, que podemos ter, desaparecerá se não lutarmos pela Identidade (diferença, nação, patriotismo). Sabemos que se desistirmos da Identidade, roubam-nos as duas.
    3.1. Se tirarmos a polícia das ruas, o poder cairá nas mãos de um pequeníssimo grupo dos mais-fortes (também designados por “mercado”, “máfia”, “fundos bolsistas”, “directório”, “comité central”, “comissão”, etc.). Que nos dará muito menos liberdade e igualdade de oportunidades no acesso aos bens e recursos, do que o regime que designamos por Democracia. Apesar da atual assimetria ser: 5% a controlar os outros 95%.
    3.2. A Etologia mostra como no mundo não-humano ocorre a relação entre Liberdade e Identidade. E qual a sua relação com a Adaptação e a selecção natural. Lá, o “PATRIOTISMO” pode colocar-se nos seguintes termos: — «Qual é a porção de agressividade que devemos produzir, para não desaparecermos e não nos tirarem os recursos essenciais à subsistência? E qual a que devemos inibir, para nos continuarmos a viabilizar como uma comunidade capaz de cooperar colectivamente?».

    4. A única coisa que talvez possamos mudar é o peso da Competição e da Agressividade que herdámos desse passado animal. Substituindo-o gradualmente pela energia da Cooperação e do Altruísmo…. Desde que não transformem o aumento de cooperação e troca num Tratado Unionista com uma lei, um hino, e uma bandeira única.
    4.1. Usando uma analogia, seria o mesmo que ocorre com a passagem da cisão para a fusão nuclear, nos recentes reactores nucleares “Tokamak”. A energia é muito maior, menos perigosa, e mais limpa.
    4.2. De certo modo, recuperando a lição ancestral da Dádiva, a que Annette Wienner se referiu em “Inalienable Possessions: The Paradox of Keeping-while-Giving” (1992).

    5. Em março de 2013, a revista “Scientific American” publicou um conjunto de artigos que tentavam responder à pergunta: «O que diferencia os Humanos dos outros animais?». Intitulou esse dossier por: “Human Evolution. The origins of creativity”. E colocou em subtítulo: “New evidence of ancient ingenuity forces scientists to reconsider when our ancestors started thinking outside the box”.
    5.1. A equipa de Lewis Dean (Physiological Society – London), na experiência de resolução de um mesmo problema por 55 chimpanzés e 35 crianças humanas verificou que, apenas um dos 55 chimpanzés conseguiu resolvê-lo ao fim de 30 horas de tentativas. No grupo de crianças, 15 das 35 conseguiram resolvê-lo em apenas 2 horas e meia (os resultados foram posteriormente publicados na “Science”).
    5.2. O QUE PROVOCOU ESTA DIFERENÇA?
    # “The children worked collaboratively — talking among themselves, offering encouragement and showing one another the right way to do things.” (L. Dean, 2013:29)
    # “Chimps can show other chimps how to hunt termites. But they don’t improve on it, they don´t say: «let’s do it with a different kind of probe» — they just do the same thing over and over. Modern humans, in contrast, we daily take ideas of others and put our own twist on them, adding one modification after another, until we end up with something new and very complex. No one individual, for example, came up with all the intricate technology embedded in a laptop computer: such technological achievements arise from the creative insights of generations of inventors” (H. Pringle, 2013:29)
    # “It’s not how smart you are. It’s how well connected you are” (Mark Thomas, 2013:29)

    6. Ora, não é exactamente isto que estamos aqui a fazer, no “Delito de Opinião”. Logo, talvez haja esperança. Apesar de não sabermos nada de absoluto ou definitivo. E estejamos condenados a estes impasses e paradoxos.

    Por isso é que comecei por lhe agradecer.

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