25 O modelo para a implementação da rede ferroviária de alta velocidade em Portugal, sem paralelo em termos internacionais, assentava em seis contratos PPP cujos encargos para os parceiros públicos ascenderiam a 11,6 mil milhões de euros.
26 Os riscos de procura relevantes recairiam sobre a CP e a REFER, empresas públicas economicamente deficitárias. Em contrapartida, os pagamentos pela disponibilidade da infraestrutura às concessionárias gozariam de estabilidade, característica típica das rendas.
64 Os estudos preliminares demonstraram que o investimento na rede ferroviária de alta velocidade não apresentava viabilidade financeira.
65 Os mesmos estudos demonstraram que o eixo Lisboa-Madrid, o primeiro que se previa vir a ser implementado, também seria financeiramente inviável.
77 Não há evidências de um plano de negócios, no âmbito do setor público, que tivesse contextualizado a viabilidade financeira do projeto, tendo em especial consideração a concreta situação económica e financeira das entidades do setor público direta e indiretamente envolvida.
83 No contrato da concessão Poceirão-Caia os fundos acionistas representavam menos de 4% do financiamento do projeto e previa-se uma TIR acionista de 11,9%.
84 Tendo em conta que as receitas comerciais não financeiras corresponderiam a cerca de 0,073%, a rentabilidade acionista referida decorreria, quase totalmente, dos pagamentos dos parceiros públicos.
85 Mais de 71% do total dos fundos aplicados no projeto corresponderiam a pagamentos dos parceiros públicos.
86 A comportabilidade dos encargos, para o Estado e para a REFER, com a concessão Poceirão-Caia foi analisada no respetivo estudo estratégico.
87 Esta avaliação teve caráter preliminar, não teve em conta o efeito do investimento na situação financeira da REFER e baseou-se em premissas que deixaram de se verificar, tais como as relativas às taxas de crescimento reais do PIB e aos limites admissíveis para o défice público.
88 As estimativas não foram atualizadas durante o processo de contratação e em sede de visto não foi demonstrado o cabimento dos encargos do Estado, nem dos encargos a satisfazer pela REFER
Do relatório do Tribunal de Contas. Tem de se reconhecer, porém, que os juízes não tiveram em consideração o aumento de tráfego que uma oportuna paragem em Évora poderia trazer, agora que tantos residentes em Lisboa a elegeram como destino de peregrinação.

Essa notícia de hoje trouxe-me à memória outra, que aqui deixo:
http://www.publico.pt/economia/noticia/n aer-investiu-mais-de-40-milhoes-a-estuda r-construcao-do-aeroporto-na-ota-1522938
Exacto. E depois a AEP (ou quem diabo foi, que não estou para ir pesquisar) demonstrou, com pouco mais do que uma imagem do Google Maps e uma calculadora, que havia melhores opções.
Primeiro a política,essa.
Soares esqueceu-se do recado a tal tribunal,aí está o resultado:Contas chumbadas.
O Oliveira Martins é socialista, até foi ministro. Torna-se mais difícil acusá-lo de indignidades.
O parecer, que parece sensato, está escrito num estranho português.
Qual será a base legal para o uso de semelhante ortografia, verdadeiro PPP sem qualquer lucro e elevados prejuízos?
Deve ser uma espécie de português técnico. Parece-me até que existem vários por aí.
Só por isto
Évora for ever!
Évora for Ever. É quase um slogan. E melhor do que aquela coisa do Allgarve porque nem adultera o termo português. Embora talvez não fosse má ideia deixar cair o “a” final. E o acento.