Postais de Lisboa (15)


Pedro Correia,

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Varanda da sede do Partido Socialista, no Largo do Rato

(foto minha, tirada esta tarde)

29 comentários em “Postais de Lisboa (15)”

        1. Ricardo Espírito Santo, de forma alguma. Salazar tinha relações estreitas com o banqueiro mas sempre revestidas de austera formalidade.
          O terceiro era o médico Bissaya Barreto. Contemporâneo dos seus tempos de Coimbra e figura muito popular na região centro durante décadas.

    1. Quem fez uma javardice dessas foi o Fidel Castro, que urinou na alcatifa do átrio central do Hotel Hilton, em Havana, ao chegar vitorioso à capital cubana, em 1959.
      Depois de esvaziar a bexiga, decidiu mudar o nome ao hotel, chamando-lhe Habana Libre.
      E, claro, logo reservou para ele a principal suíte, situada no último piso, com uma vista soberba sobre o oceano, e ali instalou o seu gabinete de trabalho.
      Muito comunista. Muito à senhor feudal.

    1. Fui muito bem recebido na sede central do PS, que aliás tem um belo jardim nas traseiras, quase fronteiro à Mãe d’ Água das Amoreiras.
      O património está bem conservado.

      1. Ao conservar-se assim esse património, mais não se fará, creio, do que cumprir uma obrigação. Decerto, aliás, não particularmente penosa. Valerá a consagrada fórmula – que nunca vi desmentida – segundo a qual “o dinheiro é do estado; é do PS”.

        Costa

        1. Não tenho a mais pequena dúvida, aliás se o PS pudesse estar cotado em bolsa seria uma das ultimas blue chip´s cá do rectângulo !
          Já agora no PSI 20 ainda existe alguma empresa “portuguesa”.

          WW

  1. A que propósito é que o Pedro entrou nesse local? Pergunto: se qualquer outra pessoa quiser lá ir visitar, pode?

      1. Não me viu por lá porque nunca lá pus os pés.
        Mas gostaria de pôr, se fôr permitido. Por isso volto a questionar, qualquer pessoa pode lá ir visitar?

  2. Fica mesmo em frente ao local do futuro prédio que alguns designam por “mono do Rato”, que, alegadamente, vai tirar a vista da sinagoga (a qual já hoje mal se vê, mas prontos, qualquer argumento serve).

  3. Mesmo em frente fica a embocadura da Rua do Salitre, que já li algures ser a rua mais cara de Lisboa. Ainda no fim de semana passado percorri metade dela e, com franqueza, é uma rua com tão mau aspeto que fico perplexo como alguém pode lá querer comprar algo.

    1. Uma rua com mau aspecto?
      Encontra-se lá o belo palacete onde funciona a sede da Fundação Oriente.
      E o palácio Mayer, actual consulado-geral da Espanha em Lisboa.
      E o restaurante Tibetanos – um dos mais famosos vegetarianos da capital.
      No final da rua, do lado esquerdo, encontra-se o Parque Mayer.

      É um símbolo notável da mistura entre a Lisboa aristocrática, a Lisboa cosmopolita, a Lisboa pequeno-burguesa e a Lisboa popular.

      1. A Rua do Salitre tem, na sua parte superior (acima do cruzamento com a Rua Castilho), muito mau aspeto. É estreita, encafuada, escura, desconfortável. E não tem nenhum edifício muito digno de nota.

        Na parte de baixo será talvez melhor. Mas, tendo em conta que Rua do Salitre é ela toda, custa-me a crer que possa ser a mais cara de Lisboa.

        A sede da Fundação Oriente é junto ao rio, não é na Rua do Salitre. Vi na internet que já foi, até 2014, mas agora já não é.

        O Parque Mayer é uma ruína deprimente. Não me parece nada vantajoso estar-se perto dele.

        Restaurantes vegetarianos há-os, atualmente, aos pontapés em Lisboa. Tibetanos também há mais que um.

        É um símbolo notável da mistura entre a Lisboa aristocrática, a Lisboa cosmopolita, a Lisboa pequeno-burguesa e a Lisboa popular.

        Eu continuo a achar que é uma rua deprimente, desagradável tanto para percorrer a pé (é muito inclinada) como de carro, escura e triste. Eu não dava um tostão para lá morar. Por isso me custa a acreditar que seja muito cara.

        1. Você avalia uma rua só por um troço. Que disparate.

          A Rua do Salitre tem vários palácios e palacetes.
          Palácio Lima Mayer (Prémio Valmor)
          Palacete Alves Machado (monumento de interesse público)
          Palacete Falcarreira
          Palacete dos Condes do Alto Mearim

          Basta isso para fazer disparar o preço do imobiliário na zona.

          Quanto ao que escreve sobre o Parque Mayer, é típico da esquerda caviar. A tudo quanto cheire a popular, torcem logo o nariz. E vão a correr fazer compras ao supermercado do Corte Inglês.

          O povo é muito “giro”, mas à distância.

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