Post-it


modosdever,

Gente boa, sobra por aí alguma lágrima, pequenina que seja, uma gotita, também pela sem-abrigo cujo filho foi encontrado numa lixeira? Só para saber. Não é para trocar nobrezas. Só para adivinhar em que grau de seca vamos chorando o mundo.  

55 comentários em “Post-it”

  1. Antes de a punir deveríamos tê-la ajudado… mas somos assim assobiamos para o lado perante o problema dos outros, mas somos os primeiros a apontar o dedo.

    1. Em primeiro lugar o seu país.
      Seria curiosa essa informação de quantos por lá choraram.
      Está na hora das embaixadas e consulados
      ajudarem os seus cidadãos. Também é para isso que servem .
      Aqui também choram? espero que sim , mas também existem muitos
      nacionais a viver na miséria sem que suscitem a mínima emoção.
      O politicamente correcto é tóxico e forçosamente indigesto.
      Não sou uma pessoa de bem , sou uma pecadora.
      Se um país prefere dar a prioridade a estrangeiros ignorando a miséria dos
      seus…ou o negócio é rentável ou somos governados por traidores .
      Ps: na eventualidade de responder a este miserável comentário,
      tenha a gentileza de ser educado.

      1. Kika, a embaixada de Cabo Verde já está em campo e a recolher elementos para ajudar a sua nacional no que ela precisar. Sobre os que cá choram, sendo que a compaixão não se exprime só por lágrimas, recorde as palavras sensatas e humanas do Presidente Marcelo – citadas aliás pela representação cabo-verdiana. Enfim não percebi porque me pede educação pois aqui ela nunca me faltou fosse com quem fosse.

        1. Fernando Sousa , queira desculpar mas o ” aviso ” não lhe era dirigido.
          O meu pedido foi para o Sr. Gato . 🙉 🙋

      1. Há centenas de entradas de prédios, de casas, hospitais,cios e casas várias, passeios de ruas, parques e jardins públicos, enfim; milhares de locais onde se desembaraçar dele.
        Mas compreendo onde quis chegar. Antes de condenar há que respeitar a infelicidade dos mais desprotegidos.
        Contudo nem todos os sem-abrigo são infelizes. Pelo menos essa não era; ou não era sempre.
        Duvido muito quando ao abrir as pernas para o fabricar derramasse lágrimas de infelicidade, ou pouca sorte.
        E não só por uma vez.
        Espero que agora já me conheça perfeitamente.

          1. É pena. Se se dispusesse a perder um pouco mais de tempo comigo ia conhecer-me em plenitude.
            Assim respeito a carência de tempo que me dedica e vou esperar que algum autor/a do blogue se refira ao tema para dar-me um pouco mais a conhecer.

          2. Olhe: já o percebi no básico, na linguagem e nos valores, dispenso sinceramente conhecê-lo em plenitude; seria deprimente. Fim da linha.

  2. Ja foi engaiolada. Lá saber de motivos, condicionantes.
    Menos mal, já tem tecto e três refeições quentes por dia.
    Já os que foram arriar nos bombeiros, por lá andam.

  3. Há uma coisa que dá que pensar. Se um homem pratica actos violentos contra os filhos ou mulher, é considerado um mau carácter que merece punição. Se uma mulher pratica actos violentos contra filhos ou marido, é porque algo está errado com ela, precisa de ajuda, apoio psicológico etc. Então não há igualdade de género? E, portanto, não deveriam ser tratados da mesma maneiria?
    Tenho meditado nisto mas não encontrei resposta satisfatória.

    1. Manuel, a lei é igual para todos e quando não é devia ser. Os crimes, as suas particularidades e as suas circunstâncias é que não são, pelo que as penas também são diferentes. Não medite mais. É só isto.

  4. Esta disponibilidade para ver ‘coitadinhos’ sempre que se infringem regras básicas de moral comum, é o lixo progressista que o pós-Abril semeou.
    E quantos se revêm nessa tolerância amoral!

  5. Todos atiraram pedras, sem saber o que se passava. Infelizmente, tornou-se normal não ter trabalho, nem casa, dormir nas pedras da calçada.

    1. Pois, não tinha nada disso, a infeliz-
      Mas tinha as unhas extremamente bem-tratadas e coloridas de um vermelho muito bonito e reluzente que só um verniz de boa marca proporciona.
      Com certeza, deve ter visto como eu na reportagem apresentada pela CM, nas mãos dela.

        1. Senhor Fernando Sousa.
          O senhor vai por onde lhe interessa ir. Não o poupo nem o exploro.
          E cada um/a vai por onde lhe interessa ir; ou lhe seja mais conveniente ir.

  6. Perguntar-me se tenho pena, sem conhecer a história, ou condená-la, sem conhecer a história, é pedir-me para julgá-la sem conhecer a história.

    1. É um bom ponto de vista. Mas, repare, estamos a falar de compaixão. A humanidade pode, e quanto a mim deve, preceder a justiça. Tal como a caridade, caso acredite nela, a justiça distributiva. Quer uma quer outra chegam mais depressa.

  7. Julgo que atirar um filho ao lixo é crime, venha de onde e por que motivo vier. Também julgo que existem atenuantes, mas continua a ser um acto criminoso. E ainda penso que o facto dessa mãe ter sido presa pode vir a elucidar o crime. É preciso aferir da sanidade mental da rapariga. Que é uma rapariga, tem apenas 22 anos.

  8. Entretanto o PR —ou alguém por ele— já arranjou casa ao s-a que encontrou a criança no lixo. No fundo o verdadeiro herói desta história é a mãe.

    So não digo que também eu gostava de encontrar uma criança no lixo para ter uma casa porque com a sorte que eu tenho aparecia-me o Costa em vez do Marcelo.

  9. O mundo em que vivemos é uma sociedade muito cruel,uma mãe e um pai colocarem um filho no lixo é obra de pessoas que não mereciam andar neste mundo!! Se não queriam ter esse filho,a mãe que tivesse abortado,se bem que eu não sou adepta do aborto,mas quando não se quer um filho,ou se aborta,ou se tomam as devidas precauções para esse filho não nascer,é apenas a minha opinião!!

    1. Pelo que diz da sociedade em que vivemos e das saídas possíveis para os nossos problemas parece que estamos condenados às chamas do inferno. Sim, o mundo é um lugar difícil. Mas com menos moralismo e mais compaixão seria certamente mais habitável. Percebo a sua opinião, claro. Percebe a minha?

      1. É claro que entendo,aliás,cada um e cada qual com suas opiniões,as opiniões merecem ser respeitadas!! Excelente noite e excelente semana!!

    2. Cara Filomena. Aborto?!
      Então no lixo não é mais barato?
      Lembre-se que é uma sem-abrigo e o dinheiro não dá para tudo. Ou lixo e verniz, ou aborto e nails descoloridas.
      Se for publicado, foi um prazer.

      1. Lamento discordar da tua opinião,mas acho que isso é uma injustiça!! Sendo uma sem-abrigo e o dinheiro não dar para tudo,aí torna-se muito mais importante aquilo que eu disse!! Se não queriam ter o bebé,ao menos,tivessem tomado precauções para não o ter!! Sim,o aborto pode ser caro,mas,fogo,colocar o bebé no lixo,peço imensas desculpas,mas isso não é certo,essas pessoas que fazem isso não deveriam de existir cá na terra e neste planeta,contudo,infelizmente,vivemos num mundo altamente cruel e não há justiça cá por Portugal,tenho dito,espero que concordes comigo e que tudo de bom te aconteça!!

  10. Do pouco contacto que tive com o mundo dos sem-abrigo e os seus problemas, fiquei com a sensação de que muitos, por efeitos de droga, alcool, problemas mentais ou simples alienação, perdem a noção do certo e do errado, desprendem-se de quaisquer valores morais e apenas se contentam em sobreviver. Daí também a extrema dificuldade de lhes arranjar pouso: muitos preferem mesmo ficar na rua. Esta situação parece ser um desses casos (também não conheço a fundo a situação da mulher, mas seguramente que naquele ambiente e sem mais ninguém da gravidez, não deve ter sido fácil). E isto praticamente em baixo do Lux, uma das discotecas mais trendy e mais “cool” da Europa.

    1. O que me dizes, João Pedro, vem ao encontro do pouco que também eu sei sobre a vida dos sem-abrigo. Agora se esta situação configura um desses casos, isso já não sei. Pode ser que sim, pode ser que não. De todo o modo isso pouco importa: é uma situação dramática a suscitar a nossa indignação por ocorrer debaixo dos nossos olhos e ainda a nossa compaixão. Ninguém sai bem neste retrato – excepto os zorros e os moralistas de serviço. Um abraço.

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