Pós-eleitoral (7)


Pedro Correia,

Helena Cristina Coelho, Diário Económico: «Continua a não surgir nada de muito novo neste PS: nem um plano, uma solução, um rumo, uma ideia. Até a corrida de António Costa está mais anunciada que a morte no livro de García Márquez.»

 

Luís Rosa, i: «Quarenta e oito horas depois do início do bullying político a António José Seguro, continuamos concentrados no acessório da marcação do congresso extraordinário sem saber o essencial: António Costa quer ser primeiro-ministro para quê?»

 

Celso Filipe, Jornal de Negócios: «Afinal, o que é que separa António Costa e António José Seguro? Olhando para as áreas económicas é difícil encontrar diferenças.»

 

Fausto Coutinho, Diário Económico: «A decisão de António Costa pode ser uma oportunidade para António José Seguro arrumar a casa socialista e afastar os fantasmas que assombram a sua liderança desde o início.»

 

Rui Ramos, Observador: «Costa encontra-se, neste momento, na mais perigosa de todas as situações. Basicamente, está nas mãos, quer de Seguro, quer dos inimigos de Seguro. António Costa apenas pode ser o António Costa de que o PS precisa se for como que aclamado no partido. Só se for consensual no PS pode aspirar a ser consensual no país.»

 

Ana Sá Lopes, i: «Houve um tempo em que António Costa defendia que quem perdia as eleições deveria continuar a liderar o PS. Aconteceu depois da derrota de Sampaio nas legislativas de 1991, quando Cavaco Silva conseguiu a segunda maioria absoluta.»

 

Fernando Sobral, Jornal de Negócios: «Depois desta decisão de António Costa, o PS nunca mais será o mesmo. Mesmo que Seguro conserve o poder.»

15 comentários em “Pós-eleitoral (7)”

  1. E então o poupadinho e sensato LF Menezes, que já veio afirmar que o Costa é um esbanjador?

    PS – Pessoalmente, tanto me faz Seguro ou Costa.

  2. As preocupações são mais que muitas, a oligarquia sabe que tem de haver mudanças, tem de apostar noutro cavalo, pois o anterior, já não passa de um burro.
    Este bloco central de interesses, tem de ser defendido a todo o custo, as ultimas eleições fez disparar o sinal de alarme.

        1. Casseteiros são os que não são capazes de abrir a boca sem falar de “pacto de agressão”, “bloco central de interesses”, “grande capital”, etc, etc, numa típica manifestação de terem o cérebro deslavado, nem de tomar as devidas e higiénicas distâncias face a regimes aberrantes.

          1. O comentário que fiz não era para si Jojo mas sim para o “adiante”.

            O “adiante” e os tristes que os defendem de mansinho não merecem a Terra que pisam e a paz da qual disfrutam.

          2. Pois , pois, fia-te nessa que adiante cais !

            A vossa laia são uma cambada de traidores e mentirosos que não são dignos da Terra que pisam.

  3. De acordo com António Costa, o PS não está a ser gerido com suficiente “agressividade” contra o governo de Passos Coelho e não consegue capitalizar o descontentamento popular. Por isso, o PS deve usar de mais demagogia e prometer aos portugueses precisamente aquilo que – sabe – não ir fazer e prometer até o contrário do que fará se chegar ao poder, tal como fez Passos Coelho. E o que está a acontecer é que António José Seguro nada promete ao eleitorado por isso lhe falta a tal agressividade.

  4. Por parte do “grande vencedor” das eleições do passado Domingo, não se conhece qualquer ideia sobre a Europa, hoje declarou que nunca antes tinha votado no MPT e mostra-se pronto a incumprir o mandato a que concorreu e para que foi eleito.

  5. É um tédio de morte a cair sobre tudo. Tudo isto é inútil. Essa gente não presta para nada: Costa, Seguro, etc — só nulidades políticas e intelectuais sem uma visão para Portugal — a não ser o situacionaismo maçónico (que, já sabemos, é muito caro, mas extremamente aborrecido e dá cabo da Língua). A única coisa que os move é o seu ego — dá para ouvir o ego deles a escorregar nos crânios vazios, a esgravatar no chão daquelas cabeças — que está coberto de tijoleira pirosa..

  6. Costa quer ser PM para quê?
    … por acaso o Rosa escreveu porquê?
    Mas o para quê? foi o que me fez ir ler o artigo! eh eh!

    O argumento está logo no início – bullying!
    Seguro é um choninhas.
    É tão choninhas, que até os choninhas, como o Costa, acham que ele é choninhas.

    Não há qualquer razão política.
    Até porque a política no PS/PSD há muito que se resume a contar apoios.
    Depois de terem apoios é que vão parir um texto redondo que agrade a todos.

    A ideia é fazer de Seguro o cordeiro sacrificial.
    Depois, Costa, arrancando as de Seguro, faz um discurso conciliador à alcateia.
    Costa passa de choninhas a animal feroz, e a matilha está pronta para o ataque.

    Discurso político? LOL.

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