38 comentários em ““Gorduras do Estado” (99)”

  1. Se fosse uma empresa privada a fazer isto, dir-se-ia simplesmente que a empresa estava a fugir ao fisco, pagando aos funcionários em espécie em vez de lhes pagar em dinheiro.
    Como é uma Câmara a fazê-lo, acusa-se a Câmara de estar a esbanjar o dinheiro dos contribuintes.

    1. Luís Lavoura,

      Uma empresa privada pode fazer o que bem lhe apetecer com o seu próprio dinheiro.
      Uma câmara municipal, não pode fazer o que bem lhe apetece com o dinheiro dos contribuintes, muito menos dar prendas aos funcionários por, vá-se lá estranhar, lá trabalharem.
      E não é esbanjar: é crime.

  2. O governo central sorteia carros, a câmara dá relógios e a minha junta de freguesia distribui chouriços… Viva a democracia.

  3. O crime hediondo da CMA, em homenagear os seus trabalhadores
    no ano em que fazem 25 anos de serviço, é muito mais grave pois põe em causa as verbas para as comemorações do 10 de Junho, bem assim como as milhares de homenagens, promovidas todos os anos às forças vivas dos concelhos.
    Chamar jornalismo a isto? Não, apenas o retrato do Portugal dos pequeninos, em que a oligarquia, que tomou conta disto e seus assalariados, nos tornaram.

          1. Almada fica muito mais abaixo , mesmo muito mais .

            E não tem tão bom vinho !

          2. Um Carcavelos é uma raridade , um Collares (com dois “ll”) para lá caminha.
            Muito me espanta que não o saiba e aparente um ar depreciativo em relação aos mesmos , que admito já não se bebam com o mesmo prazer com que se guardam .

            Mas como coleccionador que sou dessas garrafas muito lhe agradeço a oferta e outra coisa não esperaria de si , só falta saber onde nos encontramos pois tenho , como imagina , familiares tanto em Carcavelos como em Colares (só com um “l”).

            Em contrapartida , e como tenho casa na Beira Interior , posso trazer-lhe de lá
            para a semana alguns vinhos locais que aprecie , assim trocávamos garrafas .

          3. Não tenho por hábito, trocar vinhos com os amigos.
            Só bebo em boa companhia, com todo o gosto e prazer, fazendo questão de escolher os mesmos.

          4. Está a ver como V. também se pode enganar e afinal em coisas bem mais simples ?

            Quem é que lhe disse que eu não sou boa companhia , para além dos conselhos que lhe dá o seu “preconceito” ?

            Quem é que lhe disse que não me escolheria para beber um copo consigo , também para além do seu “preconceito” ?

            Eu decerto o escolheria porque nunca houve ninguém que eu não gostasse de conhecer na vida , não me acho superior a ninguém ao ponto de escolher com quem quero ou não beber um copo .

            Um dos 4 grandes amigos que tive na vida (tive porque estou numa idade em que 2 já não estão cá) começou por ser alguém com quem eu tive das piores discussões que se imaginem , ele era um bocado à direita para o meu gosto …

            Mas eu vivi metade da minha vida de 68 anos em locais vários onde os antigos comunistas sofriam e lutavam e não se consideravam superiores (por aqui já frisei mais de uma vez o respeito que lhes mantenho , o jojo é que não vinha cá) e como aprendi com eles muitíssimo isso por vezes prejudica-me no contacto com os comunistas mais recentes e que se acham superiores e classificam tudo e todos sei lá porquê.

            Paciência quanto ao vinho , não é grave , mais fica .
            Agora vou ler uns jornais on-line que são 02.30 da manhã e eu não tenho a sua vida , deito-me sempre às 03.00 .

            Uma bom domingo para si

            PS – Conseguiu-me baralhar com a 1ª frase e aquela vírgula esquisita .
            Como está escrita ainda julguei que me considerava amigo !

  4. Não vejo mal nenhum numa oferta de relógio, mas um custo de cerca de 800 euros por relógio parece-me manifestamente exagerado. Aí é que está o mal.

    1. Não há mal nenhum, desde que seja pago com o próprio dinheiro do Presidente da CMA. Como não é, nem que valesse um euro. Está errado.

  5. Nos States, de onde sopram muitos ventos de ideias “geniais”, os funcionários públicos ( polícias e bombeiros, por exemplo) recebem um relógio após 30 anos de serviço e podem pedir a reforma.
    Por cá a TAP também premeia a dedicação dos 30 anos com um relógio… Não é de ouro, nem de marca XPTO, mas quem lá deu o litro e metade da vida, fica , como dizer, reconhecido ??

  6. Ora, ora, está na hora… de se perceber que mantendo o mesmo emprego 25 anos, devia ser o empregado a pagar um relógio à Câmara (por acaso até tem um no edifício).
    Ainda que fosse tradição, e que as verbas sejam insignificantes face a outros farrobodós do arco governativo, é um bocadinho falta de tacto nesta altura, quando a maioria das pessoas não consegue manter o emprego por 25 meses…

  7. Quando o governo oferece carros de luxo, qual o problema da Câmara de Almada, oferecer relógios, a funcionários que provavelmente foram exemplares, no desempenho das suas funções.

    1. Mas quem é que lhe disse que as pessoas que criticam a história dos relógios não criticam também a dos carros ?

      Quanto ao resto , pois será como sempre na vida : 20 foram exemplares , 20 foram bons , 20 foram assim-assim e por aí fora …
      Ainda estou à espera de ver a exemplaridade ser efectiva e justamente diferenciada .

  8. o triste é termos chegado a isto: os autarcas eleitos consideram-se parte duma seita de oligarcas com poderes divinos e em que os interesses dos eleitores são meros arguemntos para a campanha eleitoral. E tem rendencia a piorar à medidda que a abstenção crescer e se for apurando a seita dos indefectiveis, que votam no santo da sua devoção seja qual for a proposta apresentada.Continuar a chamar a isto democracia é forçar um pouco a nota. No tempo de Salazar havia duas listas, e quem queria podia pedir as lista sda oposição e votar nelas. Omeu pai recebia só a lista da UN em casa e claro que não se atrevia a ir a procura da lista da CDE,nnão fosse o diabo tece-las.

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