1. O PCP rejuvenesceu, o Bloco envelheceu. Trocaram de papéis. Isso reflectiu-se nos votos.
2. Aumentaram os nulos, baixaram os brancos. Culpa das redes sociais, que já intereferem nas câmaras de voto. A malta adora fotografar o boletim de voto riscado e divulgá-lo nas redes sociais. Nítido nulo.
3. Os partidos que defendem a saída de Portugal no euro, todos somados, recolheram ontem apenas 15% dos votos expressos. As coisas são o que são.

Quem ler desatentadamente o seu post, até parece que os partidos que defendem o sistema “em vigor” tiveram uma vitória retumbante.
Os partidos da direita tiveram uma votação MISERÁVEL. Apenas 10% dos eleitores inscritos votaram neles.
Ou será que estas contas não lhe dizem nada?!
Os partidos que defenderam a saída de Portugal do euro tiveram uma votação miserável. CDU, MRPP, PNR, MAS e POUS: 15,4%.
Como o Pedro sabe, nunca se fez um referendo nem sobre o Euro, nem sobre a Europa. Porém, fez-se sobre o aborto… isso diz muito sobre o aborto político.
Tirar conclusões com uma abstenção de 65% não é só deturpar coisas, objectivamente as eleições europeias nem quórum têm tido.
Se quer dar significado europeu às eleições, não pode dar interpretação nacional.
Porém, se as europeias têm tido mais gente a votar é pelo significado nacional.
Volto a dar o exemplo que para mim é lacónico.
Marcelo Caetano teve 1,4 milhões de votos seis meses antes do 25 Abril
(AP e PS juntos tiveram 1,9 milhões com o dobro de população eleitoral).
Poderia Marcelo argumentar que a população portuguesa apoiava a Guerra do Ultramar?
Podia, mas nem ele achava que sim, creio eu.
Por isso, fez um referendo à Guerra no Ultramar?
Não.
Quem achar estranhas estas comparações, pergunte a Passos. Também podia usar comparações com a Restauração, mas essas batem a outras Portas.
As conclusões tiradas são as possíveis de ser tiradas.
Não abster-se de contabilizar a abstenção é que é deturpar as coisas.
Meu caro, se há significado que eu atribuo a estas eleições é precisamente um significado europeu. Houve cinco partidos que militaram abertamente contra o euro.
Não tenho qualquer interesse em argumentar sobre se a população prefere estar no Euro ou não.
Simplesmente não existem dados objectivos sobre o assunto.
Quando quiserem saber a opinião dos portugueses sobre a Europa e sobre o Euro, devem fazer um referendo sobre isso.
Foi prometido referendo desde Maastricht, desde essa data que a abstenção às europeias passou sempre os 60%, coisa que não ocorreu em 1989 e 1987 (onde houve menos de 30% de abstenção). Foi prometido referendo para o Euro, foi prometido referendo para o Tratado de Lisboa.
No entanto, a Europa quer ter significado pelas interpretações das elites, porque o povo não percebe nada, e vota mal. Sempre foi assim. Votar, votar até aceitar.
Tirar grandes ilações da pouca participação, quando o facto principal é não participação, parece-me alucinação dos tempos da velha senhora.
O Pedro dá importância aos 2 milhões que votaram em partidos que apoiam o euro. Eu dou importância aos 6 milhões…
– Não é porque eu ache que eles estejam contra o euro.
– É porque apesar de estarem pior, optaram por não se manifestar neste regime.
O governo pode achar que é um cheque em branco… mas pode bem ser um cheque sem cobertura. Tudo depende dos fundos que aparecerem…
O ex basto que afirmou faltar-lhe um ano para a reforma também não deve estar na flor da idade.
Esse tiro foi ao lado. Ou melhor: foi em baixo. O alvo está mais em cima.
Nos dias que correm, acima do ex-basto simplesmente não há quem.
Para já, há uma foice. E um martelo.
As “vitórias” dos extremistas e dos alucinados bem podem ter a virtude de fazer algo mudar para que nem tudo fique na mesma. A catastrófica derrota dos europeístas afinal não foi assim tão devastadora.
Segundo li nos media, os partidos europeístas detêm cerca de 60% do PE pois terão +-526 em 751 deputados.
Sim. ‘Grosso modo’ foi assim que as coisas se passaram. E também estou convicto de que estes resultados funcionarão como sinal de alarme. Têm uma função positiva, portanto.
falta somar a abstenção!!
15% + 0 = 15%
Estivemos 900 anos fora do euro e da UE. Para quê voltar para essa situação. Valeu-nos de alguma coisa?
O euro e a UE já existiam há 900 anos antes de nós aderirmos a eles ?
Olhe que não fazia a mais pequena ideia disso !
Muito lhe agradeço a informação .