Pós-eleitoral (2)


Pedro Correia,

1. O PCP rejuvenesceu, o Bloco envelheceu. Trocaram de papéis. Isso reflectiu-se nos votos.

 

2. Aumentaram os nulos, baixaram os brancos. Culpa das redes sociais, que já intereferem nas câmaras de voto. A malta adora fotografar o boletim de voto riscado e divulgá-lo nas redes sociais. Nítido nulo.

 

3. Os partidos que defendem a saída de Portugal no euro, todos somados, recolheram ontem apenas 15% dos votos expressos. As coisas são o que são.

16 comentários em “Pós-eleitoral (2)”

  1. Quem ler desatentadamente o seu post, até parece que os partidos que defendem o sistema “em vigor” tiveram uma vitória retumbante.
    Os partidos da direita tiveram uma votação MISERÁVEL. Apenas 10% dos eleitores inscritos votaram neles.
    Ou será que estas contas não lhe dizem nada?!

      1. Como o Pedro sabe, nunca se fez um referendo nem sobre o Euro, nem sobre a Europa. Porém, fez-se sobre o aborto… isso diz muito sobre o aborto político.

        Tirar conclusões com uma abstenção de 65% não é só deturpar coisas, objectivamente as eleições europeias nem quórum têm tido.

        Se quer dar significado europeu às eleições, não pode dar interpretação nacional.
        Porém, se as europeias têm tido mais gente a votar é pelo significado nacional.

        Volto a dar o exemplo que para mim é lacónico.
        Marcelo Caetano teve 1,4 milhões de votos seis meses antes do 25 Abril
        (AP e PS juntos tiveram 1,9 milhões com o dobro de população eleitoral).

        Poderia Marcelo argumentar que a população portuguesa apoiava a Guerra do Ultramar?
        Podia, mas nem ele achava que sim, creio eu.
        Por isso, fez um referendo à Guerra no Ultramar?
        Não.

        Quem achar estranhas estas comparações, pergunte a Passos. Também podia usar comparações com a Restauração, mas essas batem a outras Portas.

        1. As conclusões tiradas são as possíveis de ser tiradas.
          Não abster-se de contabilizar a abstenção é que é deturpar as coisas.

          1. Não tenho qualquer interesse em argumentar sobre se a população prefere estar no Euro ou não.
            Simplesmente não existem dados objectivos sobre o assunto.
            Quando quiserem saber a opinião dos portugueses sobre a Europa e sobre o Euro, devem fazer um referendo sobre isso.

            Foi prometido referendo desde Maastricht, desde essa data que a abstenção às europeias passou sempre os 60%, coisa que não ocorreu em 1989 e 1987 (onde houve menos de 30% de abstenção). Foi prometido referendo para o Euro, foi prometido referendo para o Tratado de Lisboa.
            No entanto, a Europa quer ter significado pelas interpretações das elites, porque o povo não percebe nada, e vota mal. Sempre foi assim. Votar, votar até aceitar.

            Tirar grandes ilações da pouca participação, quando o facto principal é não participação, parece-me alucinação dos tempos da velha senhora.

            O Pedro dá importância aos 2 milhões que votaram em partidos que apoiam o euro. Eu dou importância aos 6 milhões…
            – Não é porque eu ache que eles estejam contra o euro.
            – É porque apesar de estarem pior, optaram por não se manifestar neste regime.

            O governo pode achar que é um cheque em branco… mas pode bem ser um cheque sem cobertura. Tudo depende dos fundos que aparecerem…

  2. O ex basto que afirmou faltar-lhe um ano para a reforma também não deve estar na flor da idade.

  3. As “vitórias” dos extremistas e dos alucinados bem podem ter a virtude de fazer algo mudar para que nem tudo fique na mesma. A catastrófica derrota dos europeístas afinal não foi assim tão devastadora.

    Segundo li nos media, os partidos europeístas detêm cerca de 60% do PE pois terão +-526 em 751 deputados.

    1. Sim. ‘Grosso modo’ foi assim que as coisas se passaram. E também estou convicto de que estes resultados funcionarão como sinal de alarme. Têm uma função positiva, portanto.

    1. O euro e a UE já existiam há 900 anos antes de nós aderirmos a eles ?

      Olhe que não fazia a mais pequena ideia disso !

      Muito lhe agradeço a informação .

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