26 comentários em “Portugal visto de fora”

  1. No Mundo há milhões de pessoas que vivem com menos de um dólar /dia e nem sequer têm Banco Alimentar. às vezes cai-lhe do céu (literalmente falando) uns fardos com comida.
    Alargue os seus horizontes, Sr. . Pedro Correia.

    1. Sr.Velho, que triste comparação…e consegue dormir mais descansado sabendo isso?

      pois olhe, eu não.

      Nem com a fome que muitas pessoas, passam no mundo, nem com os olhos tristes dos nossos reformados que vejo nas mercearias a contar uns parcos trocados das miseráveis pensões de duzentos e tal euros.

      Vamos então todos fazer uma festa, porque afinal, não estamos tão mal como isso, que acha?

      Parece-me que estamos perante uns horizontes muito limitados mas não são certamente os do Pedro Correia…

      1. Durmo sempre descansado com a minha consciência. Não tenho bens pessoais, móveis ou imóveis, para além da roupa de vestir que deixou de servir aos meus filhos e deste computador que eles me deram e pagam a Internet; não tenho reforma, nem subsídio de desemprego, nem subsídio de invalidez, nem qualquer outro tipo de ajuda estatal. Estou pois àvontade.

        1. O que não serve de desculpa para assobiar para o lado, certo, José? É natural que façamos por nós e por quem nos rodeia, em primeiro lugar. Depois, hava força e meios para podermos também ajudar outros que ainda precisem mais.

          1. Não concordo consigo O pensamento hoje tem que ser global, como a economia.

        2. Não tão ávontade ……..porque senão pedia aos seus filhos, para em vez de lhe darem um computador, pagarem a internet…. para contribuírem com qualquer coisinha para aqueles que como o senhor, não têm reforma, não têm qualquer subsidio, nem de invalidez, nem de desemprego, nem qualquer outra ajuda estatal. Ou então para aqueles que tendo uma reforma de duzentos euros e gastam mais que isso em medicamentos, poderem ter uma velhice mais digna. Sabe que a sua história tem alguma parecença com a minha, é que este computador de onde escrevo estes comentários não é meu (ainda – porque sei que daqui por algum tempo passa a ser) e também tenho tudo pago, mas o dono dele contribui para um lar de 3ª idade com um valor igual ao de uma prestação que eu teria que pagar se quisesse comprar um computador.

          1. A caridade é um instrumento dos abastados para alivio da consciência e dos religiosos para suborno do seu Deus.

    2. Ó José, isso nem parece seu. Então V. dorme descansado se souber que aqui “só” morreram 100 pessoas por causa de um cataclismo qualquer que lá fora matou 500???
      Em breve V. poderá saber do que se trata. É que, às vezes, tanto faz ter um dólar como estar liso: se nada houver que comprar, a fome é a mesma. Corremos esse risco e já faltou mais.

        1. Ok, José. Mas não se esqueça: em última instância, mesmo se estivermos de bem com a nossa consciência, nunca estaremos totalmente descansados por haver, entre os nossos semelhantes, quem esteja a passar mal, gente boa incluída.

          1. Não tenho espírito de missão. O que podia (sabia) fazer, já fiz. Agora “deito-me com as galinhas” e acordo com o cantar dos galos.

          2. Acho que o assunto não era falar de si, mas do que pode e do que deve ou não fazer-se face a uma dada realidade, quer o façamos, quer não.

    3. Sr. Sejeiro Velho: “alargar horizontes” é precisamente o objectivo desta rubrica, ‘Portugal visto de fora’. Não sei se reparou, mas o texto não é meu: limitei-me a traduzir um trecho de uma reportagem da prestigiada revista francesa ‘L’ Express’ sobre Portugal. Os “horizontes” são de Paris: já é uma distância considerável, não acha?

      1. O texto não é seu, mas serviu-se dele. Ao destacá-lo, transmitiu-nos o seu pensamento.
        Os horizontes são tão curtos aqui na paróquia VPV )como em toda a Europa. Põem todos a pala para baixo por causa do Sol dos trópicos: é muito incómodo.

        1. Se acha “curto” observar Portugal a partir de Paris, para a próxima deixo aqui uma citação de uma publicação de Honolulu ou de Pago-Pago, a ver se calha melhor ao seu gosto.

  2. Temo ,tememos, que estes números não se fiquem por aqui. Urge fazer algo de profundo, andam a brincar aos politicos e os mais necessitados é que pagam.
    Aqui na Marinha Grande, só se ouve falar,todas as semanas, em fecho de empresas no sector dos moldes.

    1. Pois é, Pedro: o problema é esse. Há demasiados políticos a brincar à políticam e os mais necessitados é que pagam. As pessoas começam a ficar fartas de tanta incompetência.

  3. Os números citados pelo L’Express são impressionantes e devemos ter a noção de que se referem a cerca de 30% da população portuguesa. É por isso que aplaudo e adiro incondicionalmente às ideias agora (e finalmente!) lançadas pelo PSD de proibir a acumulação de reformas de cargos públicos bem como a limitar o montante das mesmas a um máximo de 5000 € por mês, ideia que já há muitos anos defendo, curiosamente com este mesmo montante.

    1. Defendo o mesmo, Luís. Fim à acumulação das reformas, fim às pensões milionárias de gestores públicos, juízes de topo, militares de topo e ex-políticos. O cinto tem de apertar para todos, não só para alguns.

      1. E mesmo 5000€, Pedro, já é uma reforma milionária e até um pouco desajustada à nossa realidade económica. Não podemos continuar a ter o país sistematicamente divido entre aqueles que nada têm (ou têm apenas muito pouco) e estas castas de autênticos nababos que, sem nada terem feito de relevante, se banqueteiam com largos milhares de euros ao fim do mês, enquanto outros têm de sobreviver com umas poucas centenas. Se existem medidas ajustadas à realidade do nosso país, esta é uma delas e, como já anteriormente deixei expresso, apoiá-la-ei com todas as minhas forças e capacidades, ‘até que a voz me doa’, para que elas venham a ser implementadas.

        1. Caro Luis Reis Figueira, subscrevo cada uma das suas palavras. Receio é que tenha de esperar, sentada, pela efectivação dessas medidas. Aliás, já li por aí que actualmente, se a lei fosse efectivamente aplicada, esse tecto nunca poderia ser ultrapassado. a ser verdade, isto não é uma pouca vergonha, é um deboche.

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