Portugal precisa de um verdadeiro Partido Verde


Pedro Correia,

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Depois das tragédias ocorridas a 17 de Junho e a 15 de Outubro, com a devastação de grande parte do interior do País e a perda de pelo menos 110 vidas humanas, nada pode ficar na mesma. Incluindo no plano político. Uma das consequências imediatas deve ser a fundação de um verdadeiro Partido Verde em Portugal, acompanhando a dinâmica gerada em diversos países europeus, nossos parceiros no espaço comunitário.

Se a destruição de mais de meio milhão de hectares de terreno florestal e áreas de cultivo não servir de detonador para esta mudança, cada vez mais necessária, duvido que qualquer outro factor venha a torná-la tão urgente. No preciso momento em que o Partido Verde se prepara para reassumir funções governativas na Alemanha, integrando a nova coligação liderada pela chanceler Angela Merkel.

 

Para a fundação em Portugal de um partido homólogo aos Verdes germânicos há que transpor dois obstáculos. O primeiro é a captura deste espaço político, há 35 anos, pelo impropriamente chamado Partido Ecologista Os Verdes (PEV), mero apêndice do PCP surgido na década final da Guerra Fria para tentar alargar o espectro de influência dos comunistas na sociedade portuguesa. Tão apêndice que nunca se sujeitou a um só teste eleitoral autónomo de então para cá: o partido da foice e do martelo serve-lhe de bolsa marsupial, eleição após eleição, acabando no entanto por ganhar com a troca porque consegue deste modo duplicar os tempos de intervenção nas sessões plenárias do Parlamento.

Tem sido sempre assim, legislatura após legislatura, com os vermelhos a ditarem o discurso aos “verdes”, configurados em partido-melancia.

 

Outro obstáculo a transpor é o do pleonástico Pessoas-Animais-Natureza (PAN), que surgiu em data muito mais recente na cena política portuguesa, também invocando a causa ecológica, e falhou em toda a linha nas circunstâncias em que mais devia ter saído com firmeza em prol dos verdadeiros valores ambientais. Em Pedrógão limitou-se aos serviços mínimos, emitindo um comunicado de condolências com 32 palavras, sem exercer a vigilância que se impunha perante a total passividade governamental subsequente à tragédia.

Na véspera dessa dramática data que foi o 15 de Outubro, quando a meteorologia já alertava para um fim de semana anormalmente quente e seco, com perigo exponencial de fogos, o PAN reuniu tranquilamente a sua Comissão Política para, conforme consta do comunicado oficial, dar prioridade à situação na Catalunha. Entre uma e outra devastação da floresta nacional, entreteve-se a legislar na Assembleia da República sobre a admissão de animais de companhia nos restaurantes citadinos: as suas prioridades não podiam ser mais evidentes.

 

Falta portanto um verdadeiro Partido Verde, sem distorções nem disfarces: nem falsamente ecologista, nem animalista urbano chic. Com raízes bem implantadas na sociedade portuguesa. Um partido que nunca foi tão necessário como agora.

Espero vê-lo emergir das cinzas que cobriram uma vasta extensão do território nacional.

118 comentários em “Portugal precisa de um verdadeiro Partido Verde”

  1. Um verdadeiro partido verde e ecologista perceberia que um restaurante não é o habitat apropriado a animais e que o intuito é proteger o egoísmo dos donos e não dos animais.

    1. Um verdadeiro partido ecologista não sairia e defesa das habitações clandestinas na ria Formosa nem estaria mais preocupado com a abertura dos restaurantes aos lulus do que com a morte ou inanição de centenas de milhares de animais em consequência dos fogos e da seca.
      http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-10-23-Mais-de-600-mil-cabecas-de-gado-sem-pastagens-devido-aos-fogos

      1. a morte ou inanição de centenas de milhares de animais

        A solução que o PAN propõe para esse problema é simples, e eu concordo com ela: que a Política Agrícola Comum da União Europeia deixe de subsidiar a criação pecuária.

        É claro como água que, se não houvesse gado em primeiro lugar, o gado não morreria devido à seca.

      2. Um verdadeiro partido ecologista não poderia apoiar uma economia baseada no consumo/hiper consumo. Nem numa baseada em hidrocarbonetos. Teria que ser anti-capitalista

    2. Ainda bem que propuseram tal medida, porque assim demonstraram quem são!
      Para o PAN, o excesso de animais domésticos engaiolados em residências ou restaurantes não são um problema. O problema são os animais do campo porque consomem muita água….
      Matem-se todos os animais do campo!

  2. Curiosidades:

    Os Partidos Verdes da Alemanha eram, originalmente, tradicionalistas, opondo-se aos câmbios exigidos pela indústria e globalização – a eterna luta entre a cidade (burguesia judia) e o campo ( o espirito nobre do Volkish; as virtudes do Junker)

    Surgem, neste sentimento anti – desenvolvimentista , associados aos movimentos românticos, nos quais quer a esquerda, quer a direita, radical, têm a sua matriz. ( a Sociedade, baseada na moeda, como Agente corruptor – o camponês seco, de corpo apolíneo, e de recta palavra, em contraste ao mecador citadino, curvilíneo de corpo e viscoso na palavra)

    O PAN é um partido dos donos dos animais de companhia. Um produto da solidão das cidades, em que o cão e o gato, substituem a companhia humana. Do campo, das suas gentes, nada sabem. A vida do campo, paradoxalmente, é contrária aos seus ideais – o animal como elemento de trabalho e elemento de sobrevivência.

    Assim Pedro, pelas razões expostas um partido Verde Verde seria Verde por fora, mas Branco por dentro. Seria um Partido Nacionalista e contrário ao movimento globalista. Aquilo a que o Pedro se opõe.

    Concorda?

    1. Do campo, das suas gentes, nada sabem.

      Ouvi no passado fim de semana uma entrevista de André Silva, do PAN, a Maria Flor Pedroso, da Antena 1. André Silva enfatizou que, tendo raízes familiares no distrito de Viseu, vai lá muitas vezes, tal como ao distrito da Guarda e ao de Évora. Diz que passa boa parte dos fins de semana pela província.

      Não deve portanto ser uma pessoa que nada sabe das gentes do campo.

        1. Se vai muitas vezes à província, gasta muito combustível e gera muita poluição, ou será que usa um eléctrico?

          1. Com aquele pança de bicla não vai. Deve ir pela Rede de Expressos.

    2. “O PAN é um partido dos donos dos animais de companhia. Um produto da solidão das cidades, em que o cão e o gato, substituem a companhia humana. Do campo, das suas gentes, nada sabem. A vida do campo, paradoxalmente, é contrária aos seus ideais – o animal como elemento de trabalho e elemento de sobrevivência.”

      Não creio que lhe tenham plagiado o pseudónimo, Vlad, só porque não parece seu. Mas é isto, sem tirar nem pôr.

  3. Já temos o Partido “Os verdes” não é necessário mais partidos.Para resolver os problemas ambientais só precisamos ser mais activos na sociedade e apontar as responsabilidades a outros e mais outros porque se os eleitos a presidentes de camara e freguesia mais o ministério do ambiente e bombeiros\GNR e proprietários limpassem o que lhes competia e fosse aplicado a lei pelas autoridades policiais e aviso coercivo pelas autarquias não andávamos aqui a discutir o sexo dos anjos.
    Comprimentos

  4. Esse Partido Verde já existe há muitos anos, é o Movimento Partido da Terra (MPT). Define-se como ecologista, humanista e liberal. Eu até votei nele nas últimas eleições legislativas.
    Agora, é claro, é um partidozinho, sem implantação na sociedade portuguesa. As pessoas não querem votar nele, sabe-se lá porquê. Provavelmente porque não sentem, contrariamente ao Pedro, qualquer necessidade de um Partido Verde.

    1. Não defendo nenhum “partidozinho sem implantação na sociedade portuguesa” de cuja existência as pessoas “não sentem necessidade”.
      As tragédias de 2017, com o rasto de destruição que deixaram, impõem um partido que faça dos valores ecológicos uma bandeira de todos os dias.
      Um partido com implantação real no País, não virado apenas para a agenda mediática das dondocas e dos ‘parvenus’ do eixo Chiado-Príncipe Real.

      1. Já lhe disse, Pedro, que o Partido Verde que você deseja já existe e chama-se Movimento Partido da Terra. Agora só falta dar-lhe força. O Pedro pode contribuir para isso! Vá já tornar-se militante!
        Eu não quero tornar-me militante mas, pelo menos, voto algumas vezes nesse partido. O Pedro também?

          1. Ah, outra coisa que digo mais à frente: é irónico pensar que os Verdes alemães surgiram como alternativa à esquerda aos comunistas (incluindo na RDA, em movimentos mais subversivos), que não tinham quaisquer preocupações ambientais, bem pelo contrário, ao passo que em Portugal foram uma criação desses mesmos comunistas. No fundo, uma “coligação” anti-natura. Mas o PCP é pródigo nestes desdobramentos: Intervenção Democrática, CGTP, CPPC, etc.

      2. Só agora é que reparei que havia uma menção ao MPT. Não sei porque é que o meu comentário lá para o fim aparece como anónimo, mas deixo aqui parte dele: O MPT, ou Partido da Terra, é um partido ecologista, de matriz ruralista, fundado por Gonçalo Ribeiro Telles, com mais alguns ex-PPM (que estava a pôr de lado as ideias ambientalistas, tendo sido realmente o primeiro partido com preocupações ecológicas em Portugal) e outras pessoas sem passado político ou ligados a associações ecologistas, como o Movimento Alfacinha. Um dos objectivos era o de “emprestar” uma sigla partidária nas autárquicas a candidatos que respeitassem os seus princípios e não quisessem ou pudessem linhar com os partidos existentes, isto quando não eram permitidas candidaturas independentes às câmaras.
        Talvez por ser um partido centrista e menos exuberante ou exótico seja mais ignorado, mas a verdade é que, tirando episódios menos felizes como a “contratação” de Marinho “e” Pinto, é o único partido ecologista que não entra em modas “new age” nem serve de desdobramento a outros partidos. comunistas.
        Já agora, tenho de admitir que já fui candidato numas eleições numa lista do MPT. Já havia o PAN, e várias pessoas me vinham perguntar se aquele é que era “o partido dos animais”. Lá está, confirma o que digo em cima. Parece que os animais importam muito mais do que a terra. Talvez por isso ela esteja tão maltratada.

        1. O PAN tem ido de mal a pior. Com o país a arder e foi-se preocupando só com a agenda radical ‘chic’ do eixo Chiado-Príncipe Real: lulus em restaurantes, rotulagem de alimentos geneticamente modificados, ciclovias, separatismo na Catalunha….

          1. Eu também pensava que o MPT era um partido ecologista. Depois notei que o eurodeputado deles (não estou a falar do Marinho Pinto, que foi eleitor or eles mas é do PDR, mas sim José Inácio faria) votou FAVORAVELMENTE o CETA. Trata-se de um acordo que tem a oposição de TODAS as associações ambientalistas em Portugal (Das grandes como a LPN, Quercus, Zero, GEOTA às menores como Gaia ou Climáximo) e será absolutamente catastrófico para o meio ambiente.

            Ao contrário do PEV e do PAN (ambos votaram contra quando tiveram oportunidade) não podemos considerar o MPT um partido ecologista depois deste voto.

  5. Completamente em desacordo!
    Precisamos de tudo o que é verde e mais de todas as cores do arco-íris com todas as combinações possíveis.
    Mas de mais partidos não!
    Por amor de deus!
    João de Brito

  6. A preservação da verdura deve ser, tal como a educação, a cultura ou a justiça transversal à sociedade, devendo passar por maioria de razão pelos partidos políticos.
    Estando provado que pela mão dos existentes não vamos lá, deve ser a sociedade a empenhar-se num movimento dessa natureza sem excluir a participação em arejadas eleições.
    O que não faz falta, e deve ser não só denunciado mas também erradicada do parlamento nessa condição é uma agremiação melancia que nunca tendo ido a votos até dispõe de um grupo parlamentar fantasma.
    O diabo é que “fazem tudo o que se lhes permite e permitem tudo o que se lhes faz”.
    De sua natureza são ao natural contra a própria natureza, e não há quem lhes mostre o semáforo amarelo logo seguido de vermelho.

    1. Há muito que defendo uma alteração na Lei Eleitoral que imponha a todos os partidos a obrigação de concorrer de tanto em tanto tempo em lista autónoma, sob pena de perderem a generosa subvenção oficial de que beneficiam.

      Tal como defendo o fim dessa subvenção aos partidos que estejam décadas sem nunca elegerem qualquer representante.
      É o caso do MRPP, que continua a beneficiar do dinheiro dos nossos impostos apesar de nunca ter eleito qualquer deputado em 41 anos de eleições legislativas.

      1. defendo o fim dessa subvenção aos partidos que estejam décadas sem nunca elegerem qualquer representante

        Discordo. A eleição de representantes é distorcida pelo sistema eleitoral. A subvenção aos partidos depende apenas do número total de votos, seja em que círculo eles sejam obtidos. No limite, um partido pode perfeitamente em Portugal ter 200 mil votos e não eleger nenhum representante. Seria injusto que um tal partido não recebesse subvenção.

        1. É perfeitamente justo que um partido que concorre há 41 anos a eleições sem nunca ter elegido qualquer representante deixe de receber subvenções estatais.
          É perfeitamente justo que um partido que existe há 35 anos sem nunca ter concorrido em lista própria a qualquer eleição deixe de receber subvenções estatais.
          O dinheiro dos nossos impostos não deve ser utilizado para este fim.

          1. É perfeitamente justo que um partido que concorre há 41 anos a eleições sem nunca ter elegido qualquer representante deixe de receber subvenções estatais.

            Discordo. O MRPP (partido pelo qual não nutro qualquer simpatia) recebe subvenção estatal porque tem sempre mais de 50 mil votos. Não elege representantes porque esses 50 mil votos estão muito espalhados pelos diversos distritos. Num sistema eleitoral justo, proporcional, o MRPP elegeria representantes. A culpa de não ter representantos não é do MRPP, é do nosso sistema eleitoral não democrático.

          2. Isso dá quanto a cada um ? 1000 aéreos? Também quero ir à Baiona francesa

          3. Seria perfeitamente justo que a lei obrigasse que um partido que não concorre efectivamente às eleições de forma independente de x em x anos que fosse simplesmente banido, pois isso é uma farsa….publicidade enganosa!

        2. Problema é que os grandes só o podem ser existindo os pequenos, e por isso vão sendo alimentandos com doses racionadas à tabela.
          No limite, que tal acabar com subvenções a todos os partidos?
          Aos grandes como aos pequenos, porque se os primeiros nem precisam, os segundos não passam de figurantes baratos no desfile.

          1. O mais escandaloso é mesmo o MRPP, que em 41 anos nunca conseguiu eleger um deputado e apesar disso continua a receber 170 mil euros de subvenção pública anual.
            Em nome de quê?

      2. Pedro e proiba-se ser -se membro de um partido e da maçonaria

        Lembra-se de Luís Almeida, Presidente do Tribunal Constitucional e ex deputado do PS? Essa gente deve lealdade a quem?

        http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-06-04-Maconaria-em-busca-da-influencia-perdida

        O presidente do Tribunal Constitucional, Luís Nunes de Almeida, que faleceu segunda-feira (2004), recebeu hoje exéquias maçónicas na Capela-mor da Basílica da Estrela, em Lisboa, algo que não acontecia desde 1882 num espaço de propriedade da Igreja Católica.

      3. Deveria ser mais fácil aos cidadãos constituírem partidos e desta forma não estarem dependentes das máquinas partidárias/financiamento /endividamento

        Vejo pertinência numa subvenção que não dependesse do número de votos obtidos (que financiasse os outdors, publicidade, da campanha eleitoral, etc). A política, assim, como está é só para os ricos.

        Se há subsídios para as vacas também deveria haver para os outros.

          1. O Pedro Correia está errado. O PCTP-MRPP só recebe subvenção quando supera os 50 mil votos, o que geralmente não se sucede. Durante a maior parte dos últimos 40 anos isso não aconteceu.

          2. Sei que neste quadriénio, até 2019, o MRPP empochará um total de 640 mil euros do erário público – ou seja, dinheiro seu e meu. Bastante mais de meio milhão numa legislatura onde não existe qualquer deputado desse partido.
            Se isto não é desbaratar receitas públicas, não sei que melhor exemplo haverá.

  7. Muito bem. Parabéns. É isso mesmo. Haja alguém que diga tão acertadamente aquilo que é mesmo verdade e pertinente. Quantas vezes já disse isso. Onde está e para que serve o partido os verdes? A floresta não é verde? Nunca ouvi uma palavra de preocupação ou de mobilização da sociedade civil para a defesa da floresta contra os incêndios. Esta esquerda comunista só fala do capital… Mas não se interessam pela defesa da natureza e dos mais pequenos que vivem no interior sempre mais desfavorecidos. Uma desilusão!

          1. Pedro, os do PAN comem seitan e bebem soja….transgênicos…..

          2. Acho chocante que no auge da tragédia da tragédia de 15 de Outubro, que representou uma autêntica catástrofe humana, social e ambiental – com dezenas de vidas humanas perdidas, vários concelhos devastados pelas chamas e dezenas de milhares de animais mortos ou em risco de morte – o PAN andasse mais preocupado com os alimentos geneticamente modificados nas ementas dos restaurantes.
            http://www.pan.com.pt/comunicacao/noticias/item/1450-presenca-ogm-alimentos-ementas-restaurantes.html

          3. A Soja não sendo uma planta originária daqui, é uma invasora que também consome muita água….

          4. Agora andam todos a invocar a necessidade de plantar floresta “autóctone”, contra as espécie “invasoras”, entre as quais destacam o pinheiro bravo.
            Como se não houvesse pinheiros por cá desde os tempos em que Portugal ainda nem era Portugal.
            Como se o D. Dinis não tivesse mandado plantar há 700 anos o pinhal de Leiria agora destruído.

            Quem fala assim é tudo gente da cidade. Que adora dizer às pessoas do campo o que devem elas plantar e cultivar.

            Curiosamente, os mesmos alfacinhas que berram pelas espécies “autóctones” no interior do País são os mesmos que batem palminhas ao vereador Sá Fernandes em Lisboa por encher as ruas da cidade de jacarandás e ginkos, entre outras espécies de importação muito recente…

      1. impor aos donos dos restaurantes que deixem lá entrar cães

        Errado. O PAN apenas pretende que os donos dos restaurantes possam optar entre deixar entrar cães e não deixar. Basicamente, que haja restaurantes com cães e outros sem cães, tal e qual como há restaurantes com fumadores e outros sem fumadores.

        De acordo com o PAN, o restaurante terá um letreiro à porta a dizer se os cães são admitidos ou não.

          1. tem razão, Pedro Correia. essa é que é essa.
            acendamos, então, uma vela. anti tabaco.

    1. Exatamente. Muito bem.
      Se o Pedro quer um partido com grande implantação popular, crie-o. Veremos depois a implantação popular que o partido por ele criado obterá.

  8. Também espero. Se me pareça que vale a pena até sou capaz de contrariar o meu lema de independência partidária.

  9. Fácil. Adiram ao Sporting. O Bruno de Carvalho encarrega-se de tornar a bandeira toda verde. O país fica todo duma côr: verde

      1. O Pedro Correia sabe que o PNR não é um partido Nacionalista na medida em é racista e xenófobo e Portugal é uma Nação Multirracial e Pluricontinental.

        WW

  10. Concordo Pedro. Até agora os defensores da natureza e dos animais nada fizeram que não fosse levar a votação a lei que permite os animais de companhia ( há até quem tenha pitons) acompanhar os donos às compras em centros comerciais e hipermercados e até acompanhá -los enquanto tomem as suas refeições . Parece que prevaleceu algum bom senso, mas com tanta coisa importante para rever, ver, corrigir e inovar, foram logo lembrar -se de uma lei tão descabida , para perderem tempo.
    Subscrevo tudo o que publicou.

    1. As prioridades do PAN, neste que foi o pior ano de que há memória para a natureza (incluindo pessoas, animais e vegetais) em Portugal foram temas como os lulus nos restaurantes, os galos supostamente mortos à pancada (acusação que afinal era falsa), uns touros com velas nos chifres e… a independência da Catalunha.

  11. Não sei o que sucedeu com o meu comentário original, mas aqui vai em estilo resumido.

    Partidos Verdes na Alemanha :

    Originalmente de extrema direita, nacionalistas e contrários ao Mercado-Livre. Ética volkish e associados aos interesses dos Junker.

    Ideário romântico. A cidade corrompe a natureza boa do Homem. Cidade como ninho do Mercador . De palavra viscosa e curvilineo morfismo. Por aqui em contacto com uma certa ideia da Esquerda

    Campo/camponês – ideário do tardio -medievo. O Homem não corrompido. Nobre. De palavra recta e corpo seco. O Homem Alemão da propaganda nazi.

    PAN
    Partido dos donos dos animais de companhia, alheados da ideia do animal como instrumento de trabalho, da vida -da sociologia campestre. Produto da solidão das grandes cidades em que se procura no animal um substituto da companhia humana. Ideias naturalistas, veganistas, vegeterianistas. De linha complementar à Esquerda.

    Um Partido Verde será Branco por dentro. Contrário à Globalização. Favorável ao fechamento Nacionalista.

  12. Será preciso um partido ecologista ou que os partidos passem, no geral, a sê-lo? Confesso que nunca esperei muito mais do PAN, que sempre me pareceu uma ONG mal amanhada que conseguiu eleger um deputado nem sabe bem como. E o PEV é o PEV.

    Um partido ecologista ” a sério” teria de conseguir apresentar um programa de governo em que a ecologia/sustentabilidade como linha condutora em todas (ou quase todas) as áreas… posso estar a ver mal ou a ser muito rígida, mas “menos” que isto não me parece suficiente.

    Será que são também necessárias associações ecologistas dignas desse nome? Das poucas vezes que me cruzei (profissionalmente, só) com as actuais, não fiquei muito bem impressionada.

    marta nogueira

    1. Um partido Verde teria de ser anti-capitalista. Uma politica verde sustentável não pode apoiar uma sociedade de hiper consumo. Deveria isso sim criar um modelo económico baseado na gestão de recursos

      1. Devia, sim. E concordo que isso seja incompatível com o hiperconsumismo, mas não com o consumo em si. E poderia – em tese – ser anti capitalismo selvagem sem ser contra a economia de mercado…

  13. Que faz falta um partido ecologista até posso concordar. Não percebo é porque é necessário fechar os partidos existentes para fundar um.

    Também faz falta um partido verdadeiramente liberal de direita e um partido social democrata. Por esse raciocínio deverão ser fechados o PPD/PSD o CDS e o PS, visto que todos eles se reclamam como liberais e sociais democratas sem nunca o serem realmente.

    É talvez um pouco ditatorial, se alguém acha que não está servido com os existentes não é proibido formar novos partidos.

    Essa da captura do espaço político é chamar burros aos eleitores, como se eles não soubessem distinguir para além das siglas.

    1. Não quero fechar partido nenhum. Não pode é haver ilusões de que a causa ecologista está bem representada, no plano político, pelos partidos que existem. O caminho está aberto para surgir um partido a sério nesta área.

    2. No início não correriamos esse risco. Essa malta só degenera quando se torna num partido responsável pelo Arco da Governação

  14. ah ah ah ah (mesmo que esteja mal escrito , mas significa que estou a gargalhar. comecei no principio com a referencia a outros partidos verdes do norte, e embora o ambiente nao sejam so as florestas , ou mesmo as florestas sao o menos ( bla bla bla dao o oxigenio bla bla blpa ) , nao os afeta os incendios. Pois , serao partidos verdes mais chics !

    E depois no fim do post, ri ainda mais.

    Se ao menos o Pedro fosse original. Talvez converter o PNR em partido da floresta …

    As cinzas nao cobriram nem lisboa, nem porto, nem sequer as cidades em volta do pinhal de leiria.. E isto ate me dá uma ideia, que é : o Pedro ir pregar para as cinzas, o mesmo é dizer, para os sobreviventes. E nós por cá, na cidade, na boa.

    Misterio é que tambem este fim de semana foi quente, como se anunciou, e nada, nicles de incendios. Se calhar já nao há para arder. Boa sorte nas cinzas.

  15. Na verdade a parlamentarização das causas ambientais em Portugal têm sido muito insipientes. Desde alguns grupos que seguem a reboque de outros partidos, que aparentam ser tudo menos ecologistas, até partidos demasiado preocupados com causas, que apesar de importantes, acabam por tornar marginais. A aposta terá de passar pela mensagem correta e pela influência da opinião pública quanto aos grandes temas ambientais, como as Alterações Climáticas, a escassez de água e claro, os incêndios. A causa ambiental tem de sair das margens e centralizar-se. A preservação do ambiente e um desenvolvimento ecológico da humanidade não se coaduna com polarizações de esquerda e direita, a causa é de todos. Há que apostar por exemplo na cada vez mais urgente transição energética e no desenvolvimento de uma economia verde.

  16. O MPT – Partido da Terra é um partido ecologista, de matriz ruralista. Fundou-o o Gonçalo Ribeiro Telles, com mais alguns ex-PPM (que estava a pôr de lado as ideias ambientalistas, tendo sido realmente o primeiro partido com preocupações ecológicas em Portugal) e outras pessoas sem passado político ou ligados a associações ecologistas, como o Movimento Alfacinha. Um dos objectivos era o de “emprestar” uma sigla partidária nas autárquicas a candidatos que respeitassem os seus princípios e não quisessem ou pudessem linhar com os partidos existentes, isto quando não eram permitidas candidaturas independentes às câmaras.
    Talvez por ser um partido centrista e menos exuberante ou exótico seja mais ignorado, mas a verdade é que, tirando episódios menos felizes como a “contratação” de Marinho “e” Pinto, é o único partido ecologista que não entra em modas “new age” nem serve de desdobramento a outros partidos. Já agora, é irónico pensar que os Verdes alemães surgiram como alternativa à esquerda aos comunistas, que não tinham quaisquer preocupações ambientais, ao passo que em Portugal foram uma criação desses mesmos comunistas.

  17. O PAN é uma farsa, é inerte e um lugar perfeitamente desperdiçado no hemiciclo.
    Os Verdes, não obstante serem fruto de uma operação cosmética por parte do PCP, têm feito um trabalho muito válido pela ecologia em Portugal. Talvez o partido ganhasse em tornar-se independente do PCP, cada vez menos comunista e mais reformista…
    O Livre tem muito boas propostas na “perna” ecológica das suas posições, mas perde votos com a associação à “perna” europeísta, a meu ver.

    1. Permanecer trinta e cinco anos debaixo da asa de um partido comunista pode ser um bom cartão de apresentação de um partido ecologista? Olhe que não, camarada, olhe que não.

  18. Pedro, concordo consigo… em parte. Sim, são necessários outros, diferentes, partidos políticos, e não apenas um (verdadeiramente) «verde», ecologista. Porém, primeiro há que mudar o regime, pois o actual está viciado por décadas de comportamentos, (in)competências e de cumplicidades duvidosas, quando não ilegais, que têm impedido a formação e a consolidação de autênticas alternativas.

    Recordo, a propósito, o que escrevi no meu artigo «Um Presidente por um Rei», publicado no Público em 2012 (e incluído no meu livro «Um Novo Portugal», editado no mesmo ano):

    «A primeira iniciativa indispensável num restaurado Reino de Portugal – e até, se possível, prévio a este – seria a ilegalização e a dissolução total e, preferencialmente, definitiva do Grande Oriente Lusitano, complementada pela divulgação dos nomes de todos os seus membros, passados e presentes. Porquê? Porque é uma organização que há mais de 100 anos definiu como seu objectivo primordial combater e derrubar a Monarquia e que hoje continua a assumir-se como principal guardiã ideológica da República, como aliás se constatou durante as comemorações do centenário da dita cuja. Extinguir a maçonaria irregular em Portugal seria pois, mais do que uma forma de defender e de reforçar o (novo) regime, uma medida elementar de higiene e de segurança no trabalho (político).
    Seguir-se-ia a reestruturação completa do quadro político-partidário. Outro erro de muitos monárquicos portugueses é pensarem e agirem como se os actuais e principais partidos políticos da República tivessem lugar e legitimidade numa Monarquia. Mas não têm. Recorde-se que, aquando da implantação da República, e, depois, dentro desta, nas transições entre primeira, segunda e terceira “versões”, quase todos – se não mesmo todos – os partidos que existiam foram extintos e outros foram criados. Assim, porque teria o período posterior à restauração da Monarquia de constituir uma excepção? Portanto, todos os partidos que desde 1974 elegeram deputados para a Assembleia…da República teriam de ser, igualmente, extintos. Isto não quer dizer que deixariam de existir partidos democratas-cristãos, liberais, sociais-democratas, socialistas e até comunistas. Não se trataria tanto de uma ilegalização mas, sim, mais de reconfigurações, de “refundações” partidárias, que teriam a vantagem, entre outras, de corrigir um “desvio à esquerda” no sistema resultante do 25 de Abril de 1974 e que dura até hoje, em que (quase) nenhum partido podia ser de direita e assumir aquilo que de facto era, e é: um partido comunista que é socialista, um partido socialista que é social-democrata, um social-democrata que é liberal, e um “do centro” que é conservador e democrata-cristão. Assim, o CDS-PP poderia absorver a “metade mais à direita” do actual PPD-PSD; a “metade mais à esquerda” deste juntar-se-ia à “metade mais à direita” do actual PS; e a “metade mais à esquerda” deste juntar-se-ia a bloquistas e a comunistas, que poderiam continuar a solidarizar-se com ditadores e terroristas. No entanto, e obviamente, todos aqueles que, enquanto deputados, votaram em 1 de Fevereiro de 2008 contra a aprovação de um voto de pesar pela morte de D. Carlos e de D. Luís Filipe – e outros que se opuseram àquela homenagem – seriam proibidos, para sempre, de voltar a exercer qualquer cargo público.»

    1. Mais proibições, Octávio? Um dos principais problemas da vida política em Portugal é esse: mal um partido ou um movimento surge a público, enumera logo um cardápio de proibições.
      O PAN é aliás um exemplo disso.

      1. Pedro, as proibições em política são normais, necessárias, e até inevitáveis. Por exemplo, acaso seria de esperar que, depois de 25 de Abril de 1974, e com algumas (justificadas) excepções, as figuras principais da segunda república (Thomaz, Caetano, ministros, «deputados» situacionistas da ANP, elementos da Legião Portuguesa, da PIDE e da Censura/Exame Prévio) continuassem a exercer funções de poder e de responsabilidade como se nada tivesse acontecido? Não faria sentido, pois não?

        1. Octávio, o que me parece não fazer sentido é a comparação entre o desmantelamento de uma ditadura com o funcionamento de uma democracia. Só devemos comparar o que é comparável.

          1. Concordo que, em princípio, como regra geral, não são situações comparáveis. Porém, e infelizmente, Portugal, na sua história recente, constitui uma excepção, pode proporcionar excepções a essa regra. O golpe de Estado de 5 de Outubro de 1910, precedido, dois anos antes, por um duplo homicídio, cujas vítimas foram «apenas» o chefe de Estado e o seu sucessor, pôs fim a uma democracia (ao nível das que então existiam em outros países) e instaurou uma ditadura. Hoje, a «democracia» que supostamente vigora – cuja constituição que a sustenta nunca foi referendada, ao contrário do que aconteceu em Espanha – permitiu a acumulação de casos de corrupção de políticos (o caso de José Sócrates é sem dúvida o pior, mas tem havido vários outros) e a falência do Estado (induzida por… José Sócrates, e por outros que entretanto voltaram a ser ministros), e nem oferece garantias de protecção aos cidadãos, que morrem às dezenas em incêndios causados, quase sempre, de forma deliberada por pirómanos que, quantas vezes, recebem penas suspensas ou que só têm de se apresentar regularmente às autoridades… antes e/ou depois, eventualmente, de acenderem mais umas quantas «fogueiras». «Democracias» como esta… não, obrigado!

  19. Em Portugal existe o LIVRE, que a meu ver tem trazido várias propostas na area ambiental e ecológica. Não tem tido é destaque na comunicação social.

  20. Embora o LIVRE se assuma como um partido de esquerda (por aquilo que li no post a proposta é a de um partido que, fora das questões ecológicas, não tenha uma identidade ideológica marcada), é um partido que prioriza a ecologia e tem autonomia.

    Veja-se, por exemplo, o programa do LIVRE às eleições regionais dos Açores para confirmar o cariz ecológico do partido: https://livrept.net/wp-content/uploads/2016/10/Programa_LIVRE_Acores2016.pdf

    1. Sim, a minha proposta é a de um partido pós-ideológico, dando efectiva prioridade aos valores ambientais e ecológicos – que não são de esquerda nem de direita.

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