RIO SABOR
Nascente: Serra da Culebra, província de Zamora (Espanha)
Foz: Rio Douro, na aldeia de Foz do Sabor, concelho de Torre de Moncorvo
Afluentes: Rios Maçãs, Angueira, Fervença, Azibo
Extensão: cerca de 120km
"A alma de Dona Antónia, a Ferreirinha, ainda paira por estes caminhos. Entre a velha linha do Rio Sabor e as margens do Douro altivo. Quintas magníficas e uma paragem chamada Vesúvio."
Francisco José Viegas




Não é muito correto dizer que o ria nasce na serra da Culebra, em Espanha: ele nasce na serra de Montesinho, sobre a fronteira entre Espanha e Portugal.
Eu já lá estive. É uma zona pantanosa, onde se vê fiinhos de água a escorrer de diversos sítios, até que mais abaixo se juntam.
Em rigor é verdade que alguma água já vem de Espanha, mas na verdade o rio nasce numa “terra de ninguém” fronteiriça.
Infelizmente perderá muito do seu encanto, com a nova barragem, entre Felgar a e foz. Como já tinha perdido com o encerramento da sua linha férrea, que ligava Moncorvo ao planalto mirandês.
É lamentável que um dos últimos rios em estado natural na Europa seja também usado para o ‘aproveitamento hidro-eléctrico’. Praticamente não sobra nenhum.
Eu diria que ainda há por aí montes de rios em estado “natural”, por exemplo aquele que se segue na lista, o Sado.
A barragem do Sabor é em grande medida uma consequência do erro trágico que foi cometido por António Guterres mal chegou ao governo, a paragem na construção da barragem do Côa. Barragem essa que era bem mais útil que a do Sabor. Fez-se um mau negócio – estragar o Sabor para preservar o Côa. O bom negócio teria sido o inverso.
Parece que o Côa ia gerar muito emprego e um corropio turístico nunca visto…
Tem-se visto. Basta ir lá para perceber como se gerou ali um «novo pólo turistico-cultural»… Até as gravuras morrem de pasmo.