Portugal não é ainda uma república de santanas


Rui Rocha,

Vamos cá ver uma coisa. Não tenho nada contra o facto de o Dr. Passos, individualmente, dar asas a um desejo incontrolável de se cobrir de ridículo. Por mim, pode pintar a cara de verde, caminhar de andas, fazer piruetas no tejadilho de um eléctrico ou tocar ferrinhos num daqueles programas televisivos de domingo à tarde. Outra coisa bem diferente é tomar decisões que são ofensivas para os portugueses, independentemente das suas preferências políticas. Bem sei que o facto de ter escolhido e mantido o Dr. Relvas no governo para lá de todo o mais elementar bom senso, de ter aguentado o Dr. Machete como ministro não sei de quê ou de continuar a ter como porta-estandarte a Dra Teresa Leal ao Coelho e a sua écharpe, sem que tenha sucedido revolução, motim ou cataclismo, dariam a qualquer um certa sensação de impunidade. Há, todavia, limites para tudo. E é bom que o Dr. Passos perceba que, se persistir na tresloucada tentação de empurrar o Dr. Santana Lopes para as presidenciais, sujeitará o seu partido e o candidato a uma monumental humilhação, inversamente proporcional, aliás, à votação que poderá ambicionar obter. Apesar de todo o esforço do Dr. Passos e da elevada concentração de palermas, tarolas e bananas evidenciada pela política doméstica, não chegou ainda o tempo de sermos considerados oficialmente uma república de santanas.

3 comentários em “Portugal não é ainda uma república de santanas”

  1. é só olhar para o laifetáime axívemante auórde da dilóite e logo se confirma que somos um país mais prós salgados que prós santanas…
    http://www.deloitte.com/view/pt_PT/pt/iniciativas/investor-relations-governance-awards/historico/irga-2012/index.htm

    mas não nos precipitemos…há que ter em conta que santana lopes, filho de pai lopes e mãe santana já é pai de filhos santana-lopes, tal qual durão barroso (no estrangeiro aka josé manuel barroso), filho de pai barroso e mãe durão é ele também pai de filhos durão-barroso.
    isto parece que não tem importância nenhuma mas tem mesmo muita importância, porque é um marco de patriarcado familiar e daí político e daí por aí fora.
    já o mesmo não acontece com, por exemplo, rebelo de sousa (aka professor martelo,nome que curiosamente passou a desuso sabe-se lá porquê…), cujo pai do pai já o era de sua graça, e sabemos o que isso pesou no marcelo de agora, apesar de toda a sua capacidade e habilidade.

  2. julgo não haver perigo algum em empurrar o dito. Que me pareça, tirando uns tachos por encomenda a que o demitido ex 1º pode aspirar, não estou a ver os laranjinhas a votar em tão desacreditado arauto.

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