Portugal a caminho da Grécia.


Luís Menezes Leitão,

 

Conforme era previsível, mesmo depois das loucas medidas de austeridade, a Grécia vai voltar a falhar as metas do défice em 2011 e 2012. Portugal, pelos dados que foram recentemente conhecidos, também vai falhar essa meta, tendo mesmo conseguido, depois de todas as medidas de corte de salários e aumento de impostos, que o défice se elevasse de 7,7 para 8,3% do PIB só no segundo trimestre. Não é novidade nenhuma, uma vez que se sabe perfeitamente que introduzir medidas de agravamento dos impostos em épocas de crise só serve para gerar ainda menos receita fiscal. Mas provavelmente Portugal irá mascarar esse falhanço com um qualquer fundo de pensões, pensando que os mercados são parvos e não sabem distinguir receitas extraordinárias de ordinárias.

 

Confesso que, assistindo ao falhanço total do programa da troika na Grécia, fico preocupado que se insista em que essa via continua a ser a mais adequada para Portugal. Conforme tenho salientado, a definição perfeita de irracionalidade é repetir várias vezes o mesmo comportamento, esperando que ele alguma vez conduza a um resultado diferente.

2 comentários em “Portugal a caminho da Grécia.”

  1. Há sempre a via da Madeira e de Sócrates. Aliás, quem gasta mais do que produz e chega à situação insustentável de dívidas deve mesmo seguir essa via, não é?

  2. Onde é que há loucas medidas de “austeridade”?
    Não vejo tal coisa em lado algum.
    Uma medida normal é viver com o que se produz.
    Mas para o autor do texto parece coisa impossível.

    Aliás ao escrever este texto a implicação é que a Grécia e Portugal estarão sempre com défice.

    Não são só os impostos que diminuem a receita fiscal O fim do crescimento do crédito terá sempre esse resultado uma vez que os valores são enormes.
    O problema com os impostos é que se penaliza ainda mais quem cria riqueza e é um incentivo a quem não cria riqueza continuar a não criar.

    A maioria parece que gostou muito dos resultados da bolha do crédito logo critica os políticos, bancos centrais, bancos, especuladores e tutti quanti não por terem criado a bolha mas por a bolha não continuar…

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *