Portugal


letraspequenas,

Aqui, no silêncio que só tu ouves, procura a minha divisão a palavra que não existe. Levanto-me, porque é debaixo que venho. Do fundo sem fundo, de onde se implora: vá, bebe o que precisas de ti, dá à face a lágrima cristalina, olha-te no líquido reflexo. Logo eu, do andar depressa que nunca chega à frente, que é-me a vida adversa ao rigor do sentido, sol que evapora o choro para se não ver. Eu, que sem alarde me ergo, só queria a palavra e sou divisão.

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