Portugal


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Vieram do (magnífico) mercado vizinho, a 5 euros o quilo. Foram assadas com a consabida arte do mestre, sempre cioso das suas funções. Cruéis, durante o labor das brasas, rimo-nos dos turistas na própria terra que pagam, lá na capital, 2 euros por cada peixe esturricado. Depois saímos à mesa, com apetite patriótico. Também foram presentes os pimentos, oriundos das mesmas brasas, e outras saladas bem apepinadas. Acompanharam vários vinhos frios (mas jamais “catembes”, sangrias e afins). O Dia de Portugal é quando um homem quiser…

13 comentários em “Portugal”

  1. o dia de Portugal devia ser comemorado pela ‘arraia-miúda’ na ausência dos politiqueiros de todo o ano.
    almocei sardinhas assadas, mas sem catalões, como chamavam aos pimentos.

    fiquei triste porque partiu mais um: Fraústo da Silva.
    deixei de perguntar, limito-me a receber desagradáveis notícias

  2. Muito boa tarde jpt.
    Daqui lhe tiro o “chapéu”, e endereço votos de óptima digestão, e um bom fim de semana.
    E, permita, sempre vinhos e, à dimensão da carteira, os melhores possíveis.
    Saúde.
    António Cabral

  3. “..vários vinhos frios”
    As sardinhas assadas na brasa devem ser acompanhadas com vinho tinto natural.
    Como as sardinhas devem ser comidas à mão, quero dizer sem utilizar talhares, com o vinho tinto podemos lavar as mãos para não ficar com o cheiro a sardinhas

    1. Não existe aquilo que chama de vinho tinto natural. O vinho tinto maduro deve ser bebido a uma temperatura entre os 16 e os 18 graus, e não à temperatura ambiente, em que pode tornar-se numa “sopa” intragável de mais de 30 graus. Já o vinho verde tinto deve ser bebido a uma temperatura inferior a 10 graus, de preferência entre os 7 e os 8 graus. Para o branco, convém rondar os 6 graus. Eu tenho uma arca de vinhos com duas partições de 6 garrafas cada uma e com temperaturas diferentes, Enquanto na dos maduros tintos está sempre nos 16 graus ( quando vão à mesa atingem os 18), os brancos, os verdes tintos e os espumantes andam pelos 7 graus, que é a temperatura mínima atingida pela máquina. Como a temperatura da máquina sobe com o calor, na maioria das vezes os verdes tintos e os brancos vão para o frigorífico cerca de 2 horas antes da refeição. Isto para quem bebe por gosto e não “bebe por beber”.

      1. Muito obrigado, Claudino Caridade. Era a isto que, “en passant” (e com menos saber específico, sublinho), eu me referia no meu singelo “vários vinhos frios”…
        Camarada coordenador, chamo a atenção para este contributo para a rubrica “comentário da semana”…

  4. Detesto sardinhas. Gosto de sangria. Não ligo meia ao dia de Portugal, mas os feriados dão jeito a quem trabalha.

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