Portanto é assim.


vidabreve,

De um dia para o outro toda a gente que andou por aí a defender a despesa pública é inimputável, excepto Alberto João Jardim. Neste assunto tenho a consciência tranquila porque sou de esquerda mas sempre temperei o meu escasso keynesianismo com sensatez. Os arquivos deste e do outro blog estão cá para o provar. Faz parte das peculiaridades do país que quem se calou perante as PPP, o novo aeroporto de Lisboa ou de Beja, a corrupção desbragada, a terceira auto-estrada do norte e o TGV agora berre e vocifere contra as dívidas da Madeira. Mas só há um homem em cargos públicos com autoridade para dizer isto:

 

Tive uma grande tarefa que foi tapar o buraco financeiro que tenho. Sobre buracos financeiros não tenho mais a acrescentar do que tenho vindo a dizer ao longo de dez anos, aliás com muitas críticas. Chamaram-me muitas vezes contabilista, disseram que tinha pouca ambição e pouco rasgo… agora a Câmara do Porto tem as finanças equilibradas e o rasgo dos outros foi tanto que rasgaram o futuro do país.

 

E acabou a conversa (via).

7 comentários em “Portanto é assim.”

  1. Assim derepentemente subscrevo.
    Ainda me recordei do seráfico Mota Amaral enquanto Presidente do Governo Regional dos Açores…

  2. Muito bem.
    Em Portugal de mudar de casaca conforme os ventos sopram é ocupação de uma vida.
    Facilita sempre encontrar um bode expiatório disponível para fazer crer que há um único malvado.

  3. Meditando sobre a hipocrisia dos (muitos) portugueses, agora indignados com a diarreia das dívidas da Madeira, como se não soubessem e estivessem a ouvir pela primeira vez, não pude deixar de pensar em Rui Rio, na sua gestão, e quanto ele tem sido atacado, exactamente pelos mesmos que agora atacam Jardim, por só fazer obra quando para tal conseguia o dinheiro. Os mesmos que tanto elogiam Meneses pela sua indesmentível obra realizada à custa de imensas dívidas contraídas, exactamente como na Madeira, Santo Deus! E, nem de propósito, surge-me esta notícia no Sol, on line:

    Questionado sobre o buraco financeiro da Madeira, Rui Rio referiu que «enquanto presidente da Câmara fala sobre buracos financeiros desde 2002», não tendo mais a acrescentar.

    «Tive uma grande tarefa que foi tapar o buraco financeiro que tenho. Sobre buracos financeiros não tenho mais a acrescentar do que tenho vindo a dizer ao longo de dez anos, aliás com muitas críticas. Chamaram-me muitas vezes contabilista, disseram que tinha pouca ambição e pouco rasgo… agora a Câmara do Porto tem as finanças equilibradas e o rasgo dos outros foi tanto que rasgaram o futuro do país», afirmou.

    Pois é…o rasgo dos outros: Guterres, Sócrates, Meneses, Isaltino, Mário Lino, Fatinha Felgueiras, etc, etc, foi tanto, que rasgaram o futuro do país. A nós e aos nossos filhos, compete-nos pagar a factura!
    —

  4. Não sou de esquerda nem direita, se bem que nos últimos anos me tenho identificado mais com algumas políticas de esquerda. No entanto também admiro a determinação de Rui Rio.
    Também posso dizer que António Costa e a equipa dele, estão também a fazer um bom trabalho na CML tentando equilibrar as Finanças, pagando a fornecedores e não contraindo novos empréstimos. Já se reduziu de 12.500 para 11.000 funcionários e este ano o objectivo é ficar nos 10.000. Claro que isto vai ter o preço do costume – e que o Santana usou nas últimas eleições – é que “não há obra feita”, ou seja, não há novas rotundas na cidade…

  5. Odeia a cepa torta. É corajoso, directo, um técnico de 1ª água. E não é arrogante, como tantas vezes se diz. Além disso, dá gosto ouvi-lo, longe dos microfones da comunicação social. O meu género de político.

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