Porque sou de Esquerda?


André Couto,

Como me disse um amigo: é por estas.

Pela amoralidade, desfaçatez e falta de vergonha. Pela total insensibilidade social de vir a público, em especial nos tempos que correm, soltar verborreia desta.

God bless him.

 

22 comentários em “Porque sou de Esquerda?”

  1. André, mais duas frases dele, a propósito do modelo de gestão de muitas das empresas portuguesas, assente em baixos salários: (entrevista na televisão): «é preciso uma certa violência para se ser competitivo» e «muitas vezes é preciso ser mau».

    1. Mais duas pérolas!
      O que gente desta precisa é de provar a sua própria violência e maldade, talvez mudassem de comportamento. Não percebo onde lhes fica e para que lhes serve a missa no meio de tudo isto.

    1. Certo, João Melo. Mas aqui refiro-me à base e à sensibilidade ideológica, partindo do (falso) princípio que todos são puros na forma como concretizam os seus ideais e convicções.

  2. Dois comentários sobre basicamente o mesmo post no Risco Contínuo:

    a)
    A relação esquizótica que os portugueses têm com a verdade não deixa nunca, não deixará jamais de me surpreender.

    A razão pela qual os salários são baixos em Portugal só parcialmente – muito parcialmente, isto é, numa muito pequena proporção – depende dos patrões. O maior contributo é o Governo (via burocracia e rigidezes várias); da história; da nossa crónica aversão à mudança e ao risco (pergunte a 100 trabalhadores a 500 euros por mês se preferem esse salário e garantia de emprego ou 1000 sem garantia e vai ver a resposta).

    Porque saltam as pessoas como virgens a quem falam de coisas boas quando alguém diz uma verdade tão límpida, tão irrefutável, tão clara?

    Que queria v. que o senhor dissesse? Que acha que 450 euros por mês é muito e suficiente para qq pessoa viver?

    b)
    … Tenho algumas reticências em relação à “mentalidade retrógrada” de alguns empresários. Afinal, eles não vêm do planeta Zyon, e não devem ser estatisticamente diferentes dos outros de nós.

    Seja como for, proponho uma forma relativamente simples de paliar a essa lamentável característica dos nossos empresários: a próxima vez que for, por exemplo, fazer compras diga na caixa que não quer pagar a conta que a empregada (na sua grande maioria) lhe apresentou, mas que quer pagar mais, sei lá 40%? 50%?, pois o ordenado dela é muito baixo. Não o faça a título de gorjeta: chame o gerente do supermercado e exija-lhe um recibo do montante com o qual v. – e certamente todos os portugueses não-retrógrados – querem compensar os salários miseráveis dos empregados.

    Vai ver que num curtíssimo espaço de tempo encontrará milhares de aderentes a essa prática e – como por milagre – os salários dos empregados portugueses terão aumentado.

    (Neste caso, substituir “não-retrógrados” por “de esquerda”, claro.)

  3. “Then liberty is a mockery. The word temperate only means what those in authority think proper”

    O seu post relembrou-me esta frase. E relembrou-me a razão porque não sou de Esquerda.

      1. Isto é sobre ideologias, caro André. A felicidade não tem nada a ver com isto. É um bocado como a política.

  4. André,

    É um bocado, desculpa a força da palavra, arrogante achares que só a esquerda tem sensibilidade social. Isto não é uma questão de boas pessoas e más pessoas. É apenas uma questão de pretender caminhos diferentes para os mesmos fins, enunciados em todas as cartas de princípios: paz e prosperidade para todos.

    1. Tiago,
      Não tens de pedir desculpa porque acolho sempre bem uma boa crítica, independentemente de discordar dela.

      Compreendo o que dizes, nas cartas de princípios todos pretendem o mesmo, a diferença é que uns se debruçam directa e prioritariamente sobre o assunto e outros pretendem dar mil voltas para lá chegar, sendo que raramente lá chegam. Por exemplo o PSD de Ferreira Leite nem tentou.
      Acho que isto é sério de mais para se reduzir a paz e prosperidade, conceitos vagos e que pouco dizem a quem passa limitações no dia a dia. A direita é, a meu ver, negligente neste ponto.

  5. Não posso concordar contigo, André. Tal como a Ana Margarida, não vejo o interesse de reduzir uma questão tão complexa a uma posição de esquerda ou de direita. E diria até que, nesta como em tantas outras matérias de fundo, qualquer partidarite aguda corre o risco de tolher-nos o raciocínio e condicionar a descoberta de soluções. No estado lamentável a que chegou o nosso nível económico, o ideal seria encontrar consensos políticos, e não fomentar fracturas.

    (Sangue na guelra, eu sei. Mas pensa melhor, agora mais a frio…)

  6. Olhem vão-me desculpar mas concordo com o comentador e discordo completamente da tese de que a direita tem “sensibilidade social”.

    Por amor de Deus, deixem o politicamente correcto, as frases para ficar bem. Isto são frases que o político típico dá à porta de S. Bento para a comunicação social. Livra.
    Daqui a pouco vou ver aqui que esquerda e direita são basicamente iguais nos seus objectivos. Tenham dó.

  7. este senhor não consegue viver com 450 euros por mês, pois viveveu sempre com mais, mas nem com 900 em portugal se sobrevive em especial quando se tem familia, quem tem familia em portugal tem que ter no bolso pelo pelo menos 1000 1200 de salário porque menos do que isto signfica muita dificuldade e muita fome e estamos a falar do portugal democrático e republicano.
    A título de exemplo a minha mãe é funcionária pública há quase 38 anos (só se pode reformar aos 40 de serviço graças a lei da sra. ferreira leite) e quando entrou para o estado tinha ela 20 anos foi a ganhar cerca de dois contos ou seja 10 euros e ela me diz que estes mesmos dez euros davam para os 30 dias do mes e que agora dez euros só dá para dois ou três dias, afinal o que passou no portugal democratico ?

    1. Só uma questão??? Já ouviu falar em preço do dinheiro, palavras como inflação e juros, entre outras. Palavras como estas são importantes, o dinheiro à trinta, quarentas, ou no tempo em que se pagava com bens, varia… Não se pode comparar o dinheiro de 2009, com o de 2010, quanto mais comparar o dinheiro passado 2 gerações…

      Experimente em colocar a quantia do euromilhões no banco e esperar um ano e ver quanto têm lá, talvez fique surpreendido.

      1. muito possivlemnte com muito menos, porque além da inflacção, custo e deinheiro e custos conexos, não nos podemos esquecer que os bancos ão insitutições pouco confiaveis, ver casos BPP e BPN

  8. Após tantos anos governados pela esquerda, a actual situação é a prova de que assim não vamos lá.
    Já acumularam governo e presidência durante anos a fio. O que é que faltou?

  9. André
    Isto é mesmo uma vergonha, este senhor Zeller devia de fechar aquela boca nojenta e sem qualquer educação e respeito, pelas pessoas que têm ordenados e reformas miseráveis.
    E mais, o mal deste País, é destes empresários todos que se enchem de dinheiro, não valorizam nem incentivam os empregados, cada vez mais as pessoas não têm vontade de trabalhar de produzir, porque são diariamente injustiçadas. Porque será que o desempenho fora do país dos portugueses, chega a ser brilhante???
    No navio, se a coisa corre mal, é de quem vai no LEME, do comandante, ou seja numa empresa, os empresários, portanto deviam evitar estes desatados imbecis de afirmações.
    Com muito rara excepção, estes senhores que estão agora regressando das férias do Brasil, deviam um dia sofrer na pele, verdadeiramente as dificuldades de quem chegado o fim do mês, tem uns trocados que normalmente eles dão de gorjeta no Tavares, para viver.

    1. Paulo Sousa

      Após tantos anos a ser governados pela “esquerda” o que faltou foi sermos governados pela esquerda.

      Que se ponha lá o PCP.

  10. Sr Francisco como tem razão que não conseguia viver com 450 euros por mes,pois eu vivo com 380 euros por mes ,mas não vivo subrevivo,mas adoro viver ,e faço os possiveis para ser feliz e não me deixar arrastar pelo desespero de ter tão pouco ,não viajo mas sou feliz….obrigado por ter pubblicado a sua opinião beijinho margarida.

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