Admito que fosse difícil, ou mesmo legal e constitucionalmente impossível, alterar as datas das eleições presidenciais para mais tarde. A questão é: porquê em Janeiro? Por causa do prazo da tomada de posse do Presidente? Isso não é alterável? Recordo que as primeiras eleições presidenciais tiveram lugar em Junho (de 1976). E que há uns anos, as autárquicas, que eram tradicionalmente em Dezembro, passaram a ser em Outubro também com o argumento, se não estou em erro, do frio. Então porquê essa obstinação em manter estas eleições no mês mais gélido? Decididamente, a república e os seus actos de afirmação não ajudam nada.
Porquê em Janeiro?
João Pedro Pimenta,

As segundas eleições presidenciais realizaram-se em Dezembro; e à terceira rodada ficaram fixadas em Janeiro; porque a Constituição começou por exigir 60 dias (logo alterado para 90) de distância relativamente às eleições para a AR, por norma marcadas para Outubro.
As autárquicas de 2005 foram antecipadas precisamente para não ficarem demasiado próximas das presidenciais 2006. A partir daí, também aquelas se fixaram em Outubro.
A alternativa, dentro do calendário eleitoral que se foi consolidando, seria ter as presidenciais em Julho. Mês mais conveniente? Não me parece.
Outra possibilidade seria rever todo o calendário. Mas, como muitos outros que se foram interrogando ao longo destes anos e chegaram à mesma conclusão, também eu digo: para mal, já basta assim.
Obrigado pelo esclarecimento, Sampy, Mas tenho ideia de que as autárquicas mudaram de mês por causa do clime, apesar dessa alteração circunstancial (em 2009 também se realizaram em cima das legislativas). Dados os prazos constitucionais, podiam perfeitamente ter lugar na primavera.
Primavera é Páscoa… E Maio-Junho está reservado para as europeias…
Muito bem, Sérgio. (Ou muito mal)
Muito bem, João. Bem verdade
Marcelo, perito a patinar no gelo, tem medo de chegar ao calor que lhe derreta a pista.
Disparate de post.
Se fossem no verão era porque as pessoas iam para a praia. Se é em janeiro é porque está muito frio. Se é em outubro é porque fica muito próximo do regresso às aulas. Se é na primavera é porque as pessoas preferem brincar ao Carnaval.
Eu bem me esforço mas nem assim consigo chegar ao nível supremo do disparate das lavouradas. Deve ser a primeira vez que ouço o argumento das aulas (quando as legislativas até costumam ser em Outubro) e do carnaval.
Imaginemos que é possível alterar a data das eleições. A pandemia vai estar entre nós pelo menos até ao fim do ano, na melhor das hipóteses. Adiavam-se as eleições sine die? Fazia-se um mandato de 5 anos excecionalmente? Se a situação de pandemia se mantiver deixa de haver eleições?
Adiar neste momento parece-me a solução que não resolve nada. Ou consideramos que as eleições são para fazer nas datas estipuladas, ou damos-lhe a importância de uma ida à praia – se chover vamos antes ao cinema.
Muito simples de resolver. entregava-se a eleição para a AR por voto secreto, que os nossos deputados não enganam ninguém.
Nada nos diz que vai ficar até ao fim do ano (e muito menos os optimistas), tendo em conta que as pandemias não costumam durar anos a fio e já ha vacinação. Por outro lado, já se verificou que em épocas mais amenas a coisa baixa. Em Janeiro devia ser o último mÊs para se organizar eleições.
Não podia estar mais de acordo, João.
Os portugueses têm esta mania de andar a discutir detalhes, sempre com a ideia de que as coisas têm que ser o ideal. Já com o fuso horário é a mesma coisa: uns resmungam que a hora de inverno é má, outros que é a hora de verão que é má, quando na verdade Portugal até está muito no sul da Europa e portanto até tem os dias e as noites menos desequilibrados de todo o continente, e mesmo assim os portugueses discutem mais a hora legal do quaisquer outros europeus.
Com as eleições é a mesma coisa, não podem ser em agosto nem em julho porque as pessoas querem ir para a praia, também não podem ser em setembro nem em junho porque algumas pessoas ainda podem querer ir para a praia nesses meses, em dezembro, janeiro e fevereiro também não podem ser porque está muito frio, e etc e tal, na prática acaba por não poder haver eleições em altura nenhuma porque serão sempre inconvenientes para alguém.
Raio de povo de esquisitos.
É como o café: em Portugal há o curto, o normal, o longo, o abatanado, e mais sabe-se lá quantos cafés diferentes. Em qualquer outro país da Europa, se um cliente fosse tão esquisito com o café, seria mandado à merda pelo empregado que o tira.
Que pena não pormos o Balio/Lavoura à frente da CNE. Certamente faria um trabalho notável.