Porque é livre como o vento


Pedro Correia,

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Raras vezes o Nobel da Paz foi tão bem atribuído como este ano, marcado pelas atrocidades da Rússia de Putin na Ucrânia, com a cumplicidade do ditador bielorrusso Lukachenko, vassalo do Kremlin.

Um prémio tripartido.

Que distingue um dos mais célebres presos políticos da Bielorrússia, o activista Ales Biliatski, fundador do Centro de Direitos Humanos Viasna, ilegalizado pelo grotesto tirano de Minsk. Detido por defender a instauração da democracia no seu país, Biliatski é um corajoso combatente pela liberdade.

Distingue também o Centro para as Liberdades Civis da Ucrânia, influente no movimento popular que derrubou o corrupto regime pró-russo do ex-presidente Viktor Ianukovitch e mantendo-se na defesa dos direitos humanos no país.

Distingue ainda a prestigiada associação Memorial, fundada em 1989 por Andrei Sakharov (ele próprio galardoado com o Nobel, em 1975) para investigar e tornar públicos os crimes do estalinismo. Perseguida e silenciada pela ditadura de Putin faz agora um ano, comprovando que o actual senhor do Kremlin – antigo oficial do KGB – se comporta como os bolorentos déspotas soviéticos.

Nobel tripartido contra os senhores da guerra, que odeiam arautos da paz, imaginando que podem interditar o pensamento. Mas não podem. Porque é livre como o vento. 

18 comentários em “Porque é livre como o vento”

          1. Ora essa. Prendiam um logo pela manhã – nas abluções – quando se confrontam com o espelho. (Escusavam sair de casa.)

    1. Os camaradas do contraditório?
      O Delito de Opinião não tem contraditório, que quiser contradizer organize um blogue.

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