
Patrícia Reis: «A vida é tão rara, canta o Lenine. Mas eu não tenho qualquer paciência e não posso parar e, por isso, refaço as contas. É o meu exercício de ignorante enquanto empresária e começo por ser empresária na minha família. O deve e o haver.»
Rui Rocha: «Há anos que não compro o Público e há anos que deixei de achar que valia a pena. O Público foi o único periódico a que, em algum momento, chamei o “meu jornal”. Enquanto andei na Universidade, era compra diária. E foi no Público que li o anúncio daquele que viria a ser o meu primeiro emprego. Depois, a nossa relação de amizade deteriorou-se. Nestas coisas, há sempre razões de ambas as partes. Mas, se me perguntarem, direi que não mudei muito desde que nos conhecemos e que foi o Público que se foi tornando irreconhecível com o passar dos anos.»

Engraçado ler como a deriva do “Público” (se é que é uma deriva) é tão antiga…