Por favor, senhores jornalistas


Rui Rocha,

Se num dos próximos dias se cruzarem, por acaso, com Antonis Kostas, secretário-geral do Partido Socialista, em vez de se ficarem por tomar notas nos caderninhos daquilo que o personagem se lembrar de dizer, e tendo em conta o entusiasmo com que recebeu a eleição do Syriza, façam também alguma (todas não que podem tomar-lhe o gosto de exercer a profissão como deve ser), das seguintes perguntas:

  • quando o PS for governo, Antonis Kostas vai aumentar o salário mínimo para 750€?
  • quando o PS for governo, Antonis Kostas vai aprovar a distribuição de energia eléctrica gratuita a 300.000 portugueses carenciados?
  • quando o PS for governo, Antonis Kostas vai abolir as taxas moderadoras do acesso a consultas do Sistema Nacional de Saúde?
  • quando o PS for governo, Antonis Kostas vai concretizar algum programa de readmissão de funcionários públicos? Em caso afirmativo, em que moldes?

É que eu gosto de ir planeando o meu voto com alguma antecedência e preciso de saber se o entusiasmo é genuíno ou se é só o mais velhaco oportunismo. Pode ser? Obrigado.

0 comentários em “Por favor, senhores jornalistas”

  1. Eu também gostava que os jornalistas, perguntassem ao senhor primeiro ministro porque razão, mentiu, aos portugueses quando ele já tinha assinou o memorando da Troika e sabia como estava o país. É ele que governa e é ele que nos tem mentido sucessivamente.

    1. Ó avençado, hoje é dia de visitas em Évora e o 44 está mortinho por ler o livro de Rui Mateus “Contos Proibidos”.

    2. Passos Coelho será julgado em breve em eleições e os eleitores têm já evidência do que prometeu e do que cumpriu. Já manifestei aqui no DO que Passos Coelho deveria ter-se demitido por não ter legitimidade para concretizar medidas que eram incompatíveis com as promessas eleitorais. Não vejo, todavia, em que é que a condenável e inaceitável quebra de promessas eleitorais de Passos Coelho justifica a intolerável demagogia de António Costa.

      1. Chegará a altura do António Costa. Até lá, faz o mesmo que todos os outros e só cai quem quer. Se mentir deverá ser responsabilizado, tal como Passos o deveria ser e pagar por isso. Isto, de ser julgado em eleições, não é nada porque como todos sabemos, eles têm já os poleiros assegurados porque enquanto nos vão desgovernando, vão-se governando a eles.

        1. Em Junho 2011, António Costa declarou ser impossível acumular o cargo de secretário-geral do PS com a presidência da Câmara de Lisboa.

          1. Uma vergonha. A câmara duma capital governada em part-time é no mínimo indigno.

        2. “Não é possível acumular a liderança do PS e a presidência da Câmara Municipal de Lisboa. O PS precisa de um secretário-geral a tempo inteiro e o município de Lisboa de um presidente com dedicação exclusiva”

  2. O Kostas está lá há 2 meses, depois de umas (duas, no caso) directas convocadas com 4 ou 5 de antecedência e até hoje só percebi que ele tem um botão que desencadeia o crescimento. Perguntar-lhe isso seria muito apropriado, mas inútil.

    Já agora, que raio terá levado o Kostas a mudar de opinião quanto à impossibilidade de acumular a presidência da câmara de Lisboa com a liderança do PS?

    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=94679

    1. De momento, há uma grande vantagem no facto político Syriza: deixa a nu a diferença entre um discurso retórico e um outro que, independentemente das consequências que à frente veremos, concretiza o que prometeu.

  3. Caro Rui Rocha lamento desiludi-lo mas António Costa como qualquer bom (mau) politico limita-se a surfar na onda e até agora nada apresentou nem vai apresentar ainda que se o fizesse poderíamos sempre depois esperar que virasse o bico ao prego tal como eu sabia que PPC faria.

    Aqui pelas Terras Altas desde que a troika chegou e partiu nada se alterou no panorama politico mantendo-se (nalguns casos acentuando-se) o status quo de despesismo autárquico e “ineficácia” na resolução dos problemas do cidadão comum que não está “instalado” na sua zona de conforto.

    Pela parte que me toca não votarei no PS cheio de carpideiras e viúvas do 44.

    António José Seguro poderia ter sangrado o PS mas não conseguiu pois também ele esperava que o poder lhe caísse no regaço.

    Tenha atenção que o actual governo já começou a anunciar medidas eleitoralista como por ex. :

    http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-alarga-contribuicao-extraordinaria-aos-contratos-de-gas-da-galp-1684362

    e irá continuar para tentar manter o aconchego do poder nem que seja num governo do centrão todo mas comigo também não conta.

  4. 300.000 famílias, o que talvez aponte para 1.000.000 de pessoas que nunca mais se vão preocupar em desligar os interruptores.

    Fora as “puxadas” dos vizinhos, claro.

  5. Tenho a todo o tempo consciência afinada do lastro de plantação para o meu voto, que até se pode pautar pela ausência a que chamam abstenção. Nunca é em poucos dias de feira a que chamam campanhas que altero avaliação própria, consolidada com experiências acumuladas durante anos.

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