Se num dos próximos dias se cruzarem, por acaso, com Antonis Kostas, secretário-geral do Partido Socialista, em vez de se ficarem por tomar notas nos caderninhos daquilo que o personagem se lembrar de dizer, e tendo em conta o entusiasmo com que recebeu a eleição do Syriza, façam também alguma (todas não que podem tomar-lhe o gosto de exercer a profissão como deve ser), das seguintes perguntas:
- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai aumentar o salário mínimo para 750€?
- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai aprovar a distribuição de energia eléctrica gratuita a 300.000 portugueses carenciados?
- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai abolir as taxas moderadoras do acesso a consultas do Sistema Nacional de Saúde?
- quando o PS for governo, Antonis Kostas vai concretizar algum programa de readmissão de funcionários públicos? Em caso afirmativo, em que moldes?
É que eu gosto de ir planeando o meu voto com alguma antecedência e preciso de saber se o entusiasmo é genuíno ou se é só o mais velhaco oportunismo. Pode ser? Obrigado.

Ora aqui estão verdadeiras perguntas de avaliação. Quando ele responder, talvez vote…
Exactamente, Helena.
Eu também gostava que os jornalistas, perguntassem ao senhor primeiro ministro porque razão, mentiu, aos portugueses quando ele já tinha assinou o memorando da Troika e sabia como estava o país. É ele que governa e é ele que nos tem mentido sucessivamente.
Ó avençado, hoje é dia de visitas em Évora e o 44 está mortinho por ler o livro de Rui Mateus “Contos Proibidos”.
Mas só quando acabar de ler o livro dos poemas que o Arnaut lhe levou um dia destes. Coitado do 44.
Passos Coelho será julgado em breve em eleições e os eleitores têm já evidência do que prometeu e do que cumpriu. Já manifestei aqui no DO que Passos Coelho deveria ter-se demitido por não ter legitimidade para concretizar medidas que eram incompatíveis com as promessas eleitorais. Não vejo, todavia, em que é que a condenável e inaceitável quebra de promessas eleitorais de Passos Coelho justifica a intolerável demagogia de António Costa.
Chegará a altura do António Costa. Até lá, faz o mesmo que todos os outros e só cai quem quer. Se mentir deverá ser responsabilizado, tal como Passos o deveria ser e pagar por isso. Isto, de ser julgado em eleições, não é nada porque como todos sabemos, eles têm já os poleiros assegurados porque enquanto nos vão desgovernando, vão-se governando a eles.
Em Junho 2011, António Costa declarou ser impossível acumular o cargo de secretário-geral do PS com a presidência da Câmara de Lisboa.
Uma vergonha. A câmara duma capital governada em part-time é no mínimo indigno.
“Não é possível acumular a liderança do PS e a presidência da Câmara Municipal de Lisboa. O PS precisa de um secretário-geral a tempo inteiro e o município de Lisboa de um presidente com dedicação exclusiva”
O Kostas está lá há 2 meses, depois de umas (duas, no caso) directas convocadas com 4 ou 5 de antecedência e até hoje só percebi que ele tem um botão que desencadeia o crescimento. Perguntar-lhe isso seria muito apropriado, mas inútil.
Já agora, que raio terá levado o Kostas a mudar de opinião quanto à impossibilidade de acumular a presidência da câmara de Lisboa com a liderança do PS?
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=27&did=94679
De momento, há uma grande vantagem no facto político Syriza: deixa a nu a diferença entre um discurso retórico e um outro que, independentemente das consequências que à frente veremos, concretiza o que prometeu.
Caro Rui Rocha lamento desiludi-lo mas António Costa como qualquer bom (mau) politico limita-se a surfar na onda e até agora nada apresentou nem vai apresentar ainda que se o fizesse poderíamos sempre depois esperar que virasse o bico ao prego tal como eu sabia que PPC faria.
Aqui pelas Terras Altas desde que a troika chegou e partiu nada se alterou no panorama politico mantendo-se (nalguns casos acentuando-se) o status quo de despesismo autárquico e “ineficácia” na resolução dos problemas do cidadão comum que não está “instalado” na sua zona de conforto.
Pela parte que me toca não votarei no PS cheio de carpideiras e viúvas do 44.
António José Seguro poderia ter sangrado o PS mas não conseguiu pois também ele esperava que o poder lhe caísse no regaço.
Tenha atenção que o actual governo já começou a anunciar medidas eleitoralista como por ex. :
http://www.publico.pt/economia/noticia/g overno-alarga-contribuicao-extraordinari a-aos-contratos-de-gas-da-galp-1684362
e irá continuar para tentar manter o aconchego do poder nem que seja num governo do centrão todo mas comigo também não conta.
300.000 famílias, o que talvez aponte para 1.000.000 de pessoas que nunca mais se vão preocupar em desligar os interruptores.
Fora as “puxadas” dos vizinhos, claro.
Será que posso contar com o perdão do que me falta pagar do empréstimo da casa?
Tenho a todo o tempo consciência afinada do lastro de plantação para o meu voto, que até se pode pautar pela ausência a que chamam abstenção. Nunca é em poucos dias de feira a que chamam campanhas que altero avaliação própria, consolidada com experiências acumuladas durante anos.