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RIO DUEÇA
Nascente: sopé do Monte de Vez, no Maciço de Sicó, concelho de Penela
Foz: Rio Ceira, na freguesia homónima
Afluentes: Rio Alheda, Rio Cabra
Extensão: cerca de 45 km
«Uma das frescas Ribeiras, que neste vosso Mondego tem entrada, é a celebrada Duessa, que às mais se avantaja, assim na pureza das suas águas, como na corrente delas. Corre entre brancos Álamos, copados Sinceiros, Ulmeiros altos, Amieiros verdes, sombrias Aveleiras, alegres Freixos, deleitosos Plátanos e outras árvores frescas, que até nos mais fundos pegos, como por baixo de vidraças cristalinas, representam de contínuo à vista fingidas espessuras, e encantados bosques, que com qualquer movimento se perdem dela.»
Eloy de Sá Sotto Mayor, Ribeiras do Mondego (1623)

E um ar de frescura nestes dias de inferno.
Ia já um mergulho. Ou dois. Ou três.
Isso é que era:)
A A13, o desleixo suburbano na zona industrial de Penela e a mania de deixarem construir barracas em todo o lado sem nenhum sentido de paisagismo das próprias câmaras e juntas de freguesia que estão povoadas pelas famílias dos tipos que gostam de fazer barraquinhas em todo o lado, destruíram grande parte dos vales por onde passa o Dueça.
Recentemente até, por causa de uma norma idiota qualquer, resolveram cortar todas as árvores à beira da estrada. Afinal é melhor cortar as árvores para que elas não ardam.
Brindaram-nos ainda com o requinte de deixar os tocos saudáveis cravados no chão, como emblema magnífico das leis gratuitas do Estado, da falta de inteligência e da forma como o território é gerido de forma alienada e destituída de todo e qualquer bom gosto.
Mas isto se calhar também é demérito meu e estou a ver mal a coisa.