Por correio postal


Ana Lima,

A primeira tarefa dos assessores jurídicos no “processo de privatização em curso” nos CTT será, certamente, acompanhar a desafiante tarefa de notificar cidadãos eleitores cuja situação eleitoral venha a ser alterada com a aprovação do novo mapa das freguesias.  Depois da generalização do uso dos meios electrónicos, nunca uma operação desta envergadura tinha sido posta em marcha. A comissão de trabalhadores alertou já para a necessidade de providenciar bebidas frescas. É que parece que vai ser preciso lamber muito selo…

8 comentários em “Por correio postal”

  1. Bem, muitos dos eleitores já são velhotes e parece-me apropriado avisá-los assim. Ao contrário de muitos outros assuntos em que o estado (minúscula) parte do princípio que todos têm acesso à internet e dominam nem que seja apenas as ferramentas básicas, suposição tipo caterpillar que faz afligir muita pobre gente.

    Já quanto a lamber selos, hoje em dia isso passou à história.

    1. Não tenho qualquer dúvida que a maior parte dos eleitores mais velhos não têm acesso à internet. Por isso, como é óbvio, entre as duas, acho que a via postal teria que ser usada. Aliás penso até que a notificação postal é obrigatória neste caso. Só quis registar o trabalho que o Min. da Administração Interna e os CTT vão ter em tão pouco tempo e em pleno processo de privatização (se é que este vai avançar). Quanto a lamber selos é claro que não estava a falar literalmente. 🙂

  2. É mais contribuição social do Estado para os beneficiários do Rendimento Máximo Garantido, os pobrezinhos:
    – Dinheiro para sociedades de advogados… esse poço sem fundo, onde o Estado não pára de investir.
    – Injectar dinheiro nos CTT, que vão ser “privatizados”… 5 milhões de cartas, só isso dá uns milhões de euros.

    Concorrência aos CTT?
    Estas privatizações-concessões, como as PPP, conseguiram inventar o feudal-estalinismo, pois asseguram monopólios e não são do Estado.

    1. A notícia não fala nos montantes a pagar a estas sociedades de advogados mas certamente não serão irrelevantes. E faltam ainda os assessores financeiros.
      Quanto à concorrência aos CTT talvez as empresas de distribuição de pizzas queiram entrar no negócio…

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