A primeira tarefa dos assessores jurídicos no “processo de privatização em curso” nos CTT será, certamente, acompanhar a desafiante tarefa de notificar cidadãos eleitores cuja situação eleitoral venha a ser alterada com a aprovação do novo mapa das freguesias. Depois da generalização do uso dos meios electrónicos, nunca uma operação desta envergadura tinha sido posta em marcha. A comissão de trabalhadores alertou já para a necessidade de providenciar bebidas frescas. É que parece que vai ser preciso lamber muito selo…
Por correio postal
Ana Lima,

Bem, muitos dos eleitores já são velhotes e parece-me apropriado avisá-los assim. Ao contrário de muitos outros assuntos em que o estado (minúscula) parte do princípio que todos têm acesso à internet e dominam nem que seja apenas as ferramentas básicas, suposição tipo caterpillar que faz afligir muita pobre gente.
Já quanto a lamber selos, hoje em dia isso passou à história.
Não tenho qualquer dúvida que a maior parte dos eleitores mais velhos não têm acesso à internet. Por isso, como é óbvio, entre as duas, acho que a via postal teria que ser usada. Aliás penso até que a notificação postal é obrigatória neste caso. Só quis registar o trabalho que o Min. da Administração Interna e os CTT vão ter em tão pouco tempo e em pleno processo de privatização (se é que este vai avançar). Quanto a lamber selos é claro que não estava a falar literalmente. 🙂
Ora bolas, afinal estamos de acordo.
Pois. Mas outras ocasiões virão… 🙂
É mais contribuição social do Estado para os beneficiários do Rendimento Máximo Garantido, os pobrezinhos:
– Dinheiro para sociedades de advogados… esse poço sem fundo, onde o Estado não pára de investir.
– Injectar dinheiro nos CTT, que vão ser “privatizados”… 5 milhões de cartas, só isso dá uns milhões de euros.
Concorrência aos CTT?
Estas privatizações-concessões, como as PPP, conseguiram inventar o feudal-estalinismo, pois asseguram monopólios e não são do Estado.
A notícia não fala nos montantes a pagar a estas sociedades de advogados mas certamente não serão irrelevantes. E faltam ainda os assessores financeiros.
Quanto à concorrência aos CTT talvez as empresas de distribuição de pizzas queiram entrar no negócio…
Ai se o embaixador da Iniciativa Jovem ouve essa ideia!
Ai de mim que já não devo ser considerada jovem… 🙂