E acha que uma governação responsável não tem como umas das principais missões agradar e dar motivos para a que haja confiança nos investidores? Ou acha que os investidores são meros actores irracionais que hoje acordam e zangam-se com Portugal só porque sim?
De que é que os investidores desconfiam? Ao mesmo tempo que o Governo português pede financiamento aos investidores (endividando-se junto deles), cria uma comissão para estudar de que forma não vai pagar esse financiamento (dívida). Boa governação, sem dúvida.
Os investidores têm receio que Portugal comece rapidamente a crescer, por força dos investimentos públicos, altamente reprodutivos, no consumo…privado.
A ironia é que (felizmente, atendendo à balança externa) nem o consumo privado está a subir tanto como Costa e Centeno desejavam. A confiança não abunda (por muita paz e afecto que por aí ande) e os aumentos de impostos não ajudam.
Norte-coreana não direi, pelo menos a curto prazo. Mas, de momento, é sofrer e aguentar até os efeitos negativos começarem a sobrepor-se aos efeitos positivos da “devolução de rendimentos”.
Não há efeitos positivos na devolução de rendimentos: tirando o alívio momentâneo que vai permitir aos funcionários públicos que já são avós dar parte do ordenado ou da reforma aos filhos e aos netos (se houver netos) que estão desempregados. Porque não há trabalho nem produção alguma e o arrendamento e alimentação absorvem todo o dinheiro disponível (e as rendas não descem por causa da bolha artificial de rendimentos na administração pública). O que existe é a tentativa egoísta de preservar ordenados e regalias sindicais em troca de uns fundos comunitários que já são apenas esmolas e não correspondem a plano nenhum e não vão reverter coisa nenhuma. A nossa estrutura laboral não produz a riqueza necessária para o socialismo que está na constituição: é tão simples quanto isto. Desde a legislatura anterior e obviamente nesta devia estar a processar-se uma transição moderada dos serviços públicos para o sector micro-empresarial (que absorveria o contingente laboral do estado em ldas ou em unipessoais como aconteceu com notários e alguns serviços judiciais) mas vai ser à bruta quando o edifício ruir completamente. Podia ter sido a bem mas vai ser à bruta. E nas escolas continua a formar-se alunos para “cientista” em vez de se apostar em modelos de empreendedorismo e auto-suficiência do aluno. Pelo contrário, prolonga-se e adensa-se o paternalismo do Estado sobre as próximas gerações. Mais uma geração perdida, pelo menos até isto ruir tudo. Com as “esquerdas” o caminho é para a miséria.
Bate certo, de facto. Mas o que é que traduz? Má governação? Não – traduz a desconfiança dos investidores.
E como investimento é algo de que Portugal não necessita…
Pois. É esquecer as eleições e perguntar aos investidores o que é que eles querem mesmo. Depois é multiplicar por 2 e fazer-lhes as vontades.
Sim, vamos esquecer os investidores e comer boletins de voto.
Não, se calhar muita gente devia era ponderar melhor as consequências do voto – e das políticas que defende.
E acha que uma governação responsável não tem como umas das principais missões agradar e dar motivos para a que haja confiança nos investidores? Ou acha que os investidores são meros actores irracionais que hoje acordam e zangam-se com Portugal só porque sim?
Ouvimos quase isso em 2010/2011.
Num país que necessita de investimento e financiamento externo, não diminuir a desconfiança dos investidores é má governação.
De que é que os investidores desconfiam?
Ao mesmo tempo que o Governo português pede financiamento aos investidores (endividando-se junto deles), cria uma comissão para estudar de que forma não vai pagar esse financiamento (dívida). Boa governação, sem dúvida.
E como os investidores /des)confiam numa optima governação ….
Sem razões para isso, claro. Apesar dos multiplicadores parecerem estar a falhar…
Os investidores têm receio que Portugal comece rapidamente a crescer, por força dos investimentos públicos, altamente reprodutivos, no consumo…privado.
A ironia é que (felizmente, atendendo à balança externa) nem o consumo privado está a subir tanto como Costa e Centeno desejavam. A confiança não abunda (por muita paz e afecto que por aí ande) e os aumentos de impostos não ajudam.
Se so menos levasse à queda da República, mas nem isso: é mesmo em direcção à pobreza norte-coreana que nos dirigimos.
Norte-coreana não direi, pelo menos a curto prazo. Mas, de momento, é sofrer e aguentar até os efeitos negativos começarem a sobrepor-se aos efeitos positivos da “devolução de rendimentos”.
Não há efeitos positivos na devolução de rendimentos: tirando o alívio momentâneo que vai permitir aos funcionários públicos que já são avós dar parte do ordenado ou da reforma aos filhos e aos netos (se houver netos) que estão desempregados. Porque não há trabalho nem produção alguma e o arrendamento e alimentação absorvem todo o dinheiro disponível (e as rendas não descem por causa da bolha artificial de rendimentos na administração pública). O que existe é a tentativa egoísta de preservar ordenados e regalias sindicais em troca de uns fundos comunitários que já são apenas esmolas e não correspondem a plano nenhum e não vão reverter coisa nenhuma. A nossa estrutura laboral não produz a riqueza necessária para o socialismo que está na constituição: é tão simples quanto isto. Desde a legislatura anterior e obviamente nesta devia estar a processar-se uma transição moderada dos serviços públicos para o sector micro-empresarial (que absorveria o contingente laboral do estado em ldas ou em unipessoais como aconteceu com notários e alguns serviços judiciais) mas vai ser à bruta quando o edifício ruir completamente. Podia ter sido a bem mas vai ser à bruta. E nas escolas continua a formar-se alunos para “cientista” em vez de se apostar em modelos de empreendedorismo e auto-suficiência do aluno. Pelo contrário, prolonga-se e adensa-se o paternalismo do Estado sobre as próximas gerações. Mais uma geração perdida, pelo menos até isto ruir tudo. Com as “esquerdas” o caminho é para a miséria.
É tão importante que não resisti a copiar.
À vontade. Até agradeço.
Não desesperem com isso. Os investidores vão voltar a confiar em nós quando o IVA estiver a 25%.
Financiamento a 10 anos?
Então mas já não se confia que o saudoso Passos do BANIF e dos Colégios regresse antes disso?
Então e qual será o papel dos relatórios do BCE nisso?
Nenhum?… experimente lá colocar as datas de saída desses relatórios.
Já a situação ideal de estabilidade governativa é a espanhola, como se vê.
Andaria Vª Exª preocupado com o mesmo grande aumento do gráfico no ano passado?
O BCE e os seus mercados são clarinhos como a água, mesmo que seja a água dos pântanos.
Bons banhos!
O seu comentário é próprio de uma pessoa que não sabe ler um gráfico, ou seja é próprio de um “básico”.
Dado o seu superior nível de conversação, vou justificar-me igualmente com elevada argumentação: quem diz é quem é!