
Imagem do DELITO em Janeiro de 2009
Foi um prazer, confesso, estar à conversa com o Pedro Neves nas instalações do Sapo. O pretexto para este bate-papo, que se prolongou por cerca de uma hora, foi o décimo aniversário deste nosso DELITO DE OPINIÃO, já com merecido estatuto de veterano da blogosfera.
Do simpático convite do Pedro nasceu uma entrevista que me permitiu falar um pouco sobre este percurso trabalhoso mas muito gratificante em termos intelectuais e humanos. Desde logo porque me permitiu conhecer e estreitar relações com muitas pessoas de quem me fui tornando amigo a pretexto desta escrita em jeito de registo diário do que vai sucedendo no país, no mundo e um pouco também nas nossas vidas.
Se me permitem, destaco algumas frases:
«Conseguimos fazer uma coisa que é difícil interiorizarmos em Portugal: podemos ter opiniões muito diferentes, e até opostas, e isso não afectar a relação no plano pessoal»
«Temos uma base de conteúdo político, mas captámos leitores que detestam política e vêm ler outras coisas: uma crítica de livros, uma crítica de cinema, por exemplo»
«Devemos estender pontes. É muito mais fácil encontrarmos compromisso e entendimento a meio de uma ponte do que se estivermos no fundo de uma trincheira»

Parabéns Pedro. O trabalho e a disciplina necessários para manter um blogue como o Delito deve ser homérico.
Só agora – feito o balanço exaustivo destes dez anos – reparei que sim, meu caro.
Mas, como se diz, quem corre por gosto não cansa.
Bom dia Pedro Correia
Aqui do “Chapéus” uma “Chapelada” de parabéns.
António Cabral
Retribuo com uma chapelada agradecida, António.
Muitos Parabéns, Pedro!
É uma honra pertencer ao DO. Muito obrigada pela confiança em mim depositada.
Com reforços como a Cristina o DELITO continua a navegar em força.
Pedro,
já esperava uma conversa interessante e o resultado final foi uma entrevista com muitas observações pertinentes sobre uma série de temas que me dizem muito e que sei que vão interessar a mais gente. Obrigado novamente pela disponibilidade e que venham, pelo menos, mais dez anos de Delito!
Muito obrigado, Pedro. Pelas generosas palavras, que correspondem por inteiro aos teus actos.
Também já és um “delituoso” honorário.
Abraço.
É complicado ter a disciplina e motivação para manter um blog activo.
Como leitor, é penoso ver um blog definhar. Os textos são esparsos, alguns vê-se que são apenas para marcar o ponto, antevê-se a morte anunciada.
Talvez pior que aqueles que simplesmente decidem e anunciam “hoje é o último dia”. Certamente pior.
Uma coisa é certa, a internet precisa de um jardim das tabuletas. Aqui jaz, viveu a vida com alegria e vigor.
PS: alguém sabe o que aconteceu ao Ma Despesa?
Fique descansado. Quando precisarmos de patrocínio da Servilusa (longe vá o agouro…) não deixaremos de contactá-lo.
Até lá espero que usufrua. Mesmo em Agosto, este blogue não fecha para férias.
Longe venha, Anonimus, o dia sobre que por aqui elabora. Ainda que, conste, a morte seja com o fisco a única certeza que se pode de facto ter. Escreve que os textos são esparsos e alguns apenas pretenderão marcar o ponto. Por mim não vejo na quantidade um critério especialmente relevante; e isso de marcar o ponto há-de ser, quanto à substância de um escrito, coisa tendencialmente bem subjectiva.
Em suma, não me parece que o D.O. definhe e tenha a sua morte anunciada. Podem é os tempos não suscitar tão abundante reflexão (abundante em estrito sentido quantitativo; e não se pense que isso abona a favor “dos tempos”) e, sendo assim, melhor sem dúvida manter alguma contenção.
A lavoural figura – saberá a quem me refiro -, creio recordar correctamente, sustentava coisa similar há algum tempo: o estiolar do Delito de Opinião. Discordo, evidentemente. E suponho, em todo o caso, que o Anonimus não seja o Lavoura.
Mas já que, dir-se-ia, nutre alguma atracção pelas despedidas na blogosfera (pela “morte”, enfim, dos blogues) – e, manifestamente, pelo latim -, permita-me invocar uma, de quatro de Fevereiro de 2008, preservando o anonimato da autoria (opção, bem sei, não necessariamente louvada por aqui; e com toda a legitimidade) e que termina com a sereníssima elegância e, parece-me, desencantada melancolia de um “ave atque vale”.
Não conheço até hoje outra que se leia e releia como essa: sem uma palavra a mais. Fica a sugestão para um passeio por esse jardim das tabuletas de que parece sentir a falta.
Costa
Era uma referência abstracta.
Alguns blogs que seguia (Arrastao, lisboasos, só de cabeça) tiveram esse destino. O “Ma Despesa”, ao que parece, idem.
Ao Delito só posso desejar mais 10 como estes.
Obrigado.
Como se pode verificar, só hoje (neste momento) temos nove postais, de quatro autores.
Apesar de ser um dia de Agosto e haver muita gente de férias.
O DELITO está bem e recomenda-se.
E continua interactivo com os leitores.
Nós gostamos.
O Delito é isso tudo e muito mais, Pedro. É também a voz de todos aquelos que não se conseguem fazer ouvir. Sem excepção. Bem haja Pedro.
Obrigado, Dulce. Também por estar a contribuir para a renovação do nosso DELITO.
Boa. E bela ideia a do convívio blogal.
Julgo que irá para a frente. Estou convicto disso.
Uma trincheira não digo mas um grande “fox hole”…
WW
Prefiro a ponte. Desde logo por ter melhor vista.
Parabéns Pedro, pela excelente entrevista!
P.S.: Sérgio Godinho, para quando?