Ponte


Pedro Correia,

 

Somos um país de engenheiros. Eis a frase que mais tenho ouvido por estes dias: «Vais fazer ponte?»

29 comentários em “Ponte”

  1. Se o 10 fosse na terça… Ou se o 13 fosse na quinta… E nunca mudassem…
    O calendário gregoriano está comprovadamente obsoleto. Precisamos de implementar com urgência o calendário tugano.

  2. E pronto. Lá está o Pedro Correia a brincar com coisas sérias.
    Grevista de valor, enfrenta o mar e o calor.
    A luta continua.
    Povo banhado jamais será domado.

    1. Isso já para nem falar dos tenebrosos perigos associados a um/a grevista que se preza.
      Mamãe falou: toma cuidado, menina.Tem cabra macho, bicho ruim lá na praínha.
      Esquenta não, mamãe, eu sou moça atinadinha, vou só molhar calcinha.
      Me porto bem e não saio d’areínha.

    2. Então e quando a greve é no Inverno? Por exemplo, na greve geral de Novembro passado, terão ido para a neve, talvez? “Grevista de valor é grande esquiador”… Sabem-na toda.

      1. Foi em Dezembro. Numa quinta. Alguns aproveitaram para ir despachar as compras de Natal. Outros descontaram a sexta e foram gozar umas mini-férias. Não é preciso gastar muito de aviâo para encontrar praia e sol em época invernal.

        1. Pois foi, sinceramente agradecida pela errata. Numa quinta, diz? Sabem-na toda…

          E vejo que está muito por dentro das actividades a que os grevistas se dedicam nos tempos livres. Descontados os “alguns” e os “outros”, só nos resta concluir que quem foi à manifestação foram figurantes do Bangladesh contratados pelos maquiavélicos sindicatos. Ou vai ver que nem houve manifestação nenhuma, eram imagens de arquivo do 1º de Maio de 1974 truncadas por IA!

          Isso da praia e do sol já é um bocadinho obsessão… Eu sei que o Inverno foi duro, muita chuva, a Kristin e tal, mas há vida para lá da praia. Embora o sol quando nasce devesse ser para todos, também é verdade.

  3. pontes para a praia:

    Luís Vaz de Camões. Canto I (Parte I). 1. As armas e os barões assinalados. Que da Ocidental praia Lusitana

  4. Devo estar na área de engenharia errada. Por aqui ninguém planeou pontes. Embora alguns tenham fugido do trabalho a meio para ir buscar petizes à escola que entretanto fechara.

      1. Excelente resposta
        Estes anónimos putinistas nem as pensam. Lá pelas Rússias amadas deles ninguém faz greve, é só trabalhadores felizes.

    1. É o que dá a falta de unidade na ação, podia ter ido só um recolher os petizes todos e retornar com eles para o local de trabalho, distribuindo-os pelos respectivos pais – que assim poderiam trabalhar mais um bocadinho. Cheira-me a desculpa para saírem mais cedo…

      1. É o problema do individualismo.
        Ninguém disponibilizou o veículo ao serviço da comunidade, isso é coisa de comuna sindicalizado.

      1. Conheci um engenheiro da mula ruça.
        Aliás todo o país o conheceu. Chegou a exercer como arquitecto da treta, desenhando pardieiros que eu nem para o meu cão quereria.

  5. Nós não somos um país de engenheiros, somos um país de trolhas que em dia de greve geral, faz no mínimo duas pontes. Faz a Vasco da Gama inteira e a 25 de Abril e, se o calendário der margem de manobra, ainda passa a talocha na terceira travessia do Tejo.

      1. ‘”No passa nada”… Mas assim de repente, vieram-me à lembrança: Funcionários Públicos, greves, pontes, praia, Paulo Sousa e, agora também, outra vez pontes e Pedro Correia… O caro Pedro está a “chutar para canto”, certo?

          1. Caro Pedro, já percebi isso há muito tempo… No caso presente, estava a ser sarcástica e fiquei na dúvida se a pergunta do Pedro também o era… O “chutar para canto” foi nesse sentido…

  6. Sector público mal gerido e deficitário. Funcionários públicos cristalizados, mal pagos, sem formação, desmotivados e conformados. Carreira mínima garantida, reforma garantida. Péssima relação com o público expressa num postura que se revela como um favor que fazem, em vez de um serviço que deve ser prestado. Enquanto certas áreas do serviço público não forem entregues à gestão privada, o marasmo continuará. Um exemplo poderá ser os serviços de front office. Nas repartições de finanças, ao contrário do mais eficiente serviço de cobranças do mundo, o atendimento é tão precario, tão incompetente e tão revoltante, que por vezes, lamentávelmente ocorrem cenas menos próprias entre público e funcionários. Quanto à greve : Este misto com uma ponte é simplesmente imoral.

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