8 comentários em “Pode explicar, por favor?”

  1. Acho que é óbvio, quer o compromisso do PS para fazer as alterações necessárias à Constituição: ou seja, “refundar” o regime.

  2. O Seguro é um pobre coitado, mas neste caso tem toda a razão. Só doutores com o curso tirado como o do Relvas terão percebido essa treta de re-fundação que me cheira mais a re-fundição, bem fundidos já nós andamos…

  3. Ao Tozé, (desculpe lá, Pedro Correia), têm de lhe explicar muito bem explicadinho o que é que isso significa. Qualquer pessoa medianamente inteligente percebe que isso significa que temos MESMO de passar a viver com a riqueza que formos capazes de gerar todos os anos. Acabou-se o dinheirinho fácil, seja emprestado ou seja dado.
    O resto, são sound bites e estados de espirito.

  4. Against All Odds
    Vivemos em Portugal e na Europa um período de grande instabilidade, incerteza e conflito quanto ao rumo a seguir. O endividamento irresponsável que sustentou as políticas e os governos nos ultimos doze anos, conduziu-nos a este ponto e apresenta agora a sua enorme factura. Infelizmente, embora o desmando e desgoverno tenha sido de alguns, nesta democracia imperfeita e ineficiente,a factura está a ser paga por (quase) todos. Digo quase todos porque infelizmente o governo tem sido totalmente incapaz em comunicar:
    a) o valor e as condições de pagamento da factura,
    b) a distribuição por quem paga ou não paga, porquê e até quando,
    c) as alternativas que possam existir.

    O que, a juntar à:
    a) impunidade de quem tão mal geriu os dinheiros públicos durante tantos anos e com tantos casos e indicios de existência de fraude e/ou corrupção,
    b) manutenção de sinais exteriores de gastos excessivos de quem exerce ou exerceu cargos publicos, quando o “povo aperta o cinto” ,

    conduz naturalmente a que o povo se divorcie deste desígnio e se revolte perante os sacrifícios que parecem excessivos, injustos, desiguais, impraticáveis.

    Neste enquadramento, seria de esperar que toda a classe política tivesse o minimo de sentido de responsabilidade e de senso, para que neste periodo tão dificil e tão duro, contribuisse para que todos possamos sair desta crise o melhor e o mais depressa possivel. Mas não, a nossa classe política parece ainda não ter entendido que aos olhos de uma boa parte do povo todos foram responsáveis por termos chegado aonde chegamos: por acção directa, por conivência ou por inacção.

    Construímos um país que produz menos do que o que gasta, e que por isso para poder continuar a viver precisa de empréstimos, que só chegam mediante as condições de pagamento impostas pelos credores.

    O modelo para cumprimento dessas condições que nos foram impostas, tem vindo a ser apresentado pelo governo, com as conhecidas reacções negativas de todos os quadrantes políticos a começar pelos “ex-qualquer coisa” dos partidos do governo. Mas se a discordância com a apresentação de alternativas concretas seria positiva, a discordância por tática política numa altura destas é da maior das irresponsabilidades que a História saberá registar. Como poderá o povo sem os dados e a informação necessárias tomar a melhor posição perante estas circunstâncias, se oposição , ex-governantes, politicos, comentadores, jornalistas, parecem incapazes de o fazer, com a apresentação de alternativas concretas e consistentes que permitam a equação perfeita e impossivel que todos parecem prometer: cumprir as metas dos credores, baixando a despesa do Estado, reduzindo a receita de impostos, e promovendo o crescimento e o emprego.

    Estaremos longe de podermos estar convencidos de que o orçamento proposto é ” a unica via possivel”, quer pela total falta de explicações por parte de quem as deveria ter dado oportunamente, quer pelas inconsistências e criticas mais assertivas que algumas individualidades ou instituições mais crediveis têm objectivamente apresentado.

    Restam-nos duas esperanças cada vez mais remotas e improváveis:
    a) Que deputados, governantes, e demais agentes das forças dominantes deste país dêm sinais de que o senso e o bem comum se irão sobrepor aos egos e interesses próprios e corporativos.
    b) Que a Alemanha de uma vez por todas seja capaz de assumir o leme da Europa como Europeista convicta e assumida.

    Esperanças possiveis, mesmo “against all odds”.

  5. Sempre tive a ideia que para tudo o importante é a evolução e não revoluções e/ou transgressões. Neste caso em concreto parece-me que “refundação” significa regressão.
    Parece-me que existe um método terapêutico que leva por nome “regressão”. Talvez esteja na altura do governo fazer uma pesquisa ao passado, ou talvez seja o método que deva pesquisar. Já tou baralhado.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *