Plano de Recuperação e Resiliência do Regime


Paulo Sousa,
Compacto de notícias que se seguiram à confirmação de que a “bazuca” financeira de Bruxelas vinha a caminho.

1) A procuradora que ficou em primeiro lugar para o Gabinete da Procuradoria Europeia, órgão que vai supervisionar a fraude nos fundos, foi preterida pelo governo. A ministra portuguesa da Justiça, Francisca Van Dunem, vetou Ana Almeida e optou por José Guerra, que já integrou o Eurojust e trabalhou diretamente com Van Dunem no DIAP de Lisboa.

2) As CCDR, responsáveis pela distribuição de fundos europeus, foram partilhadas por PS e PSD, ao ponto de terem provocado uma mini-remodelação no governo para que Secretários de Estado fossem lá colocados.

3) Vitor Escária, figura opaca, consultor do governo para os fundos europeus enquanto se mantinha na administração de uma empresa grande beneficiária desses fundos, é agora chefe de gabinete do PM. 

4) O governo apresenta uma proposta de revisão das regras de contratação pública aplicável aos fundos europeus, que como muitos alertam, abre a porta à corrupção.

5) O presidente do Tribunal de Contas é uma das vozes que se levantam contra esta reforma das regras de contratação pública e é “despedido” pelo PM.

6) Será anterior a tudo isto mas é relevente o silêncio absoluto do PS, incluindo do seu secretário geral, sobre a rocambolesca história da deputada Hortense Martins e os fundos europeus.

É fácil de concluir que o regime esta a mostrar uma enorme resiliência perante todos os desafios da iminente falência deste governo socialista. Será apenas a quarta vez que isso acontece.

 

PS: Parte do post foi copiado da Susana Coroado.

3 comentários em “Plano de Recuperação e Resiliência do Regime”

  1. A história é recorrente.
    Estes dinheiros são a última oportunidade e decisivos para o país.
    Daí ser necessário um pacto, uma unanimidade, um consenso nacional.
    Vão aparecer meia de projectos estruturais e essenciais, vendidos como a única opção de investimento.
    Quem for contra será apelidado de velho do Restelo e anti-patriota.
    Os que alertarem para o rentismo, para a entrega de mão beijada às empresas de sempre, e para o despesismo, vão levar que contar.
    Conte-se com boa imprensa, por trás destes projectos, que há muitos milhões para distribuir e a CSocial fará parte dos sectores a “modernizar”.

    1. O consenso nacional é sempre impossível, agora com clareza critérios e escrutínio das escolhas, é que não podemos contar.
      Recusam em se emendar e vão ser assim até se acabar o dinheiro dos outros.

  2. Plano de Recuperação e Resiliência do Regime?
    Quer dizer um plano para recuperar a resistência do regime?
    Quem teria ‘arranjado’ esta resiliência no sentido de ‘não estar satisfeito e querer fazer mais’?

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