Morreu com 27, em 1970: um ano depois de Woodstock.
16 comentários em “Piano Bar”
Deveria acrescentar: morreu devido ao consumo se drogas e alcool. É necessário e urgente que as novas gerações fiquem a saber da razão da morte destes ícones da arte.
Não morreu das drogas e do álcool, mas sim dos pais que não teve. É necessário e urgente que as novas gerações fiquem a saber que a separação dos pais, que as uniões de facto homossexuais dos pais e que a violência doméstica dos pais leva á morte. Nos dias de hoje é assim. Na semana passada suicidou-se uma jovem que conhecia devido somente ao lesbicismo da mãe. Ainda estamos a anos-luz da civilização avançada que aceite tudo para além das drogas e do álcool.
Irreverente, com uma visão muito lúcida do mundo que a cercava e… pouco crente de que, apesar de todas as mudanças que pudessem ocorrer, esse mundo, nunca viria a transformar-se na utopia que marcou a sua geração. Lembro-me um pouco difusamente de um concerto e de uma frase: o amanhã não existe… o futuro é sempre “the same fuckin day”. Isto dito em amarikano manda munta mais élan… ;))
Caro Bartolomeu Nos dias de hoje é que vemos a juventude desesperada, desempregada, a arrastar-se à sombra do apoio dos pais que podem, e a dizer “the same fucking day”.
Janis Joplin foi fantástica intérprete da canção americana da época com uma voz única. Esta composição é o exemplo cabal disso. A sua voz era natural, não era do álcool nem das drogas.
Fantástica, mesmo, João Severino. Aqui está ela, ao vivo e sem aditivos (= sem instrumental). Dava-se completamente ao que cantava e era imensamente espiritual, na sua voz quase demoníaca. Para mim, essa dualidade é que fazia o carisma da Janis Joplin.
O meu avô morreu há 50 anos. Se fosse vivo faria agora 120 anos. Não era conhecido das «massas» mas foi uma das pessoas mais importantes para mim, embora a sua influencia na minha vida tenha sido breve. Janis Joplin também foi uma das minhas referências.
Avós – ou certos Avós – são âncoras mais fundas ainda do que os pais, Observador. Porque estão em 2º plano e somos mais livres para aceitar a sua influência. E a Janis Joplin foi aquela força da natureza que dizia: «I’m buried alive, somebody help me, in the blues. I beg for mercy, I pray for rain. I can’t be the one to accept all this blame. Something here’s trying to pollute my brain. I’ buried alive in the blues».
Deveria acrescentar: morreu devido ao consumo se drogas e alcool. É necessário e urgente que as novas gerações fiquem a saber da razão da morte destes ícones da arte.
Não morreu das drogas e do álcool, mas sim dos pais que não teve. É necessário e urgente que as novas gerações fiquem a saber que a separação dos pais, que as uniões de facto homossexuais dos pais e que a violência doméstica dos pais leva á morte. Nos dias de hoje é assim. Na semana passada suicidou-se uma jovem que conhecia devido somente ao lesbicismo da mãe. Ainda estamos a anos-luz da civilização avançada que aceite tudo para além das drogas e do álcool.
Singularis, é tudo verdade. Mas prefiro pensar na Janis assim: um puro talento, prematuramente cheio de cicatrizes.
Irreverente, com uma visão muito lúcida do mundo que a cercava e… pouco crente de que, apesar de todas as mudanças que pudessem ocorrer, esse mundo, nunca viria a transformar-se na utopia que marcou a sua geração. Lembro-me um pouco difusamente de um concerto e de uma frase: o amanhã não existe… o futuro é sempre “the same fuckin day”.
Isto dito em amarikano manda munta mais élan…
;))
Caro Bartolomeu
Nos dias de hoje é que vemos a juventude desesperada, desempregada, a arrastar-se à sombra do apoio dos pais que podem, e a dizer “the same fucking day”.
Bartolomeu: oh!… em ‘americano’ soava tudo mais cosmpolita!
Janis Joplin foi fantástica intérprete da canção americana da época com uma voz única. Esta composição é o exemplo cabal disso. A sua voz era natural, não era do álcool nem das drogas.
Fantástica, mesmo, João Severino. Aqui está ela, ao vivo e sem aditivos (= sem instrumental). Dava-se completamente ao que cantava e era imensamente espiritual, na sua voz quase demoníaca. Para mim, essa dualidade é que fazia o carisma da Janis Joplin.
Uma figura invulgar que tive oportunidade de tratar em http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/22 19786.html, para quem estiver interessado.
E pronto, cá está o Delito de Opinião a repetir-se, João 🙂
Falas no”Cry Baby”: é o meu tema favorito da JJ. Com o “Maybe” a seguir.
Ontem passaram 30 anos sobre a morte de Elis Regina e Nara Leão faria 70 anos.
Que data mais densa, Leonor. E que nomes.
O meu avô morreu há 50 anos. Se fosse vivo faria agora 120 anos. Não era conhecido das «massas» mas foi uma das pessoas mais importantes para mim, embora a sua influencia na minha vida tenha sido breve.
Janis Joplin também foi uma das minhas referências.
Avós – ou certos Avós – são âncoras mais fundas ainda do que os pais, Observador. Porque estão em 2º plano e somos mais livres para aceitar a sua influência. E a Janis Joplin foi aquela força da natureza que dizia: «I’m buried alive, somebody help me, in the blues. I beg for mercy, I pray for rain. I can’t be the one to accept all this blame. Something here’s trying to pollute my brain. I’ buried alive in the blues».
Uma das canções do século. Sem qualquer dúvida.
Ups, já foi canção do século? “I must make amends”… Grande música, mesmo.