Um jornalista que ousou balbuciar uma pergunta incómoda ia sendo empalado em directo pela velha raposa que perdeu o Norte. Logo à noite haverá o interminável blablablá sobre isso e sobre o treinador que disse que e sobre o penálti que mais não sei o quê e sobre o goleador em greve de golos e sobre o árbitro que roubou e tal. Tudo igual à semana que passou e à semana que há-de vir.
Mais uma originalidade portuguesa (ou talvez, neste caso nem o seja): nunca um jogo se perde porque o adversário jogou melhor. Ou apenas porque a sorte assim o ditou.
Nunca. Todo e qualquer clube português é o melhor. Todo e qualquer árbitro um pulha vendido. É apenas a transposição para a bola de um verdadeiro direito adquirido dos portugueses: a culpa (ou a responsabilidade) nunca é nossa.
Diz-se que temos o governo que merecemos. Algo me diz que o futebol, também.
Sim. Aliás, na maior parte das análises – incluindo as que são feitas por comentadores “encartados”, sem cachecol ao pescoço – desaparece uma das equipas em campo. Há só um clube a jogar – o “poderoso”, que ganha por mérito próprio ou perde por demérito próprio, nunca por mérito da outra equipa.
Nunca pensei ver o que vi ontem. Os dirigentes e dirigidos HOMENS DO NORTE, não esquecer que sou mouro, deram uma verdadeira demonstração do que realmente são. Dirigentes, que não aceitam as indicações da polícia, entidade responsável pela segurança, mas qual quê eu não vou por aí. Dirigentes que antidemocráticamente afastam jornalistas quando não lhes convém responder. Dirigidos que perante um mau resultado desportivo, no desporto também existem maus resultados, ameaçaram tudo e todos. O ambiente criado á porta do Dragão mais parecia o de um um estado de sitío num qualquer pais do terceiro mundo.
Resumidamente, quem semeia ventos, colhe tempestades, e os HOMENS DO NORTE do futebol teêm semeado muitos ventos, impregnados com um certo sabor frutícola.
Então e ontem aquele directo da porta do estádio do Dragão e as intermináveis arengas sobre a continuidade (ou não) do treinador?
Um jornalista que ousou balbuciar uma pergunta incómoda ia sendo empalado em directo pela velha raposa que perdeu o Norte.
Logo à noite haverá o interminável blablablá sobre isso e sobre o treinador que disse que e sobre o penálti que mais não sei o quê e sobre o goleador em greve de golos e sobre o árbitro que roubou e tal.
Tudo igual à semana que passou e à semana que há-de vir.
Mais uma originalidade portuguesa (ou talvez, neste caso nem o seja): nunca um jogo se perde porque o adversário jogou melhor. Ou apenas porque a sorte assim o ditou.
Nunca. Todo e qualquer clube português é o melhor. Todo e qualquer árbitro um pulha vendido. É apenas a transposição para a bola de um verdadeiro direito adquirido dos portugueses: a culpa (ou a responsabilidade) nunca é nossa.
Diz-se que temos o governo que merecemos. Algo me diz que o futebol, também.
Costa
Sim. Aliás, na maior parte das análises – incluindo as que são feitas por comentadores “encartados”, sem cachecol ao pescoço – desaparece uma das equipas em campo. Há só um clube a jogar – o “poderoso”, que ganha por mérito próprio ou perde por demérito próprio, nunca por mérito da outra equipa.
Nunca pensei ver o que vi ontem. Os dirigentes e dirigidos HOMENS DO NORTE, não esquecer que sou mouro, deram uma verdadeira demonstração do que realmente são. Dirigentes, que não aceitam as indicações da polícia, entidade responsável pela segurança, mas qual quê eu não vou por aí. Dirigentes que antidemocráticamente afastam jornalistas quando não lhes convém responder. Dirigidos que perante um mau resultado desportivo, no desporto também existem maus resultados, ameaçaram tudo e todos.
O ambiente criado á porta do Dragão mais parecia o de um um estado de sitío num qualquer pais do terceiro mundo.
Resumidamente, quem semeia ventos, colhe tempestades, e os HOMENS DO NORTE do futebol teêm semeado muitos ventos, impregnados com um certo sabor frutícola.
Andam a necessitar de um cafezinho com leite para relaxar.
Ao domingo e com a luz do dia.
Sim, Sérgio. Infelizmente é cada vez mais raro.