
2021 entrou com pompa e circunstância. Entrou com estrondo, com cor e aplausos.
Por todo o lado, pequenos foguetes, luz e cor espelharam a esperança e a resiliência herdada de um ano que saiu de mansinho, envergonhado e triste por ter sido o ano de todos os tormentos, de todos os medos, de todas as angústias e contradições.
A humanidade depositou a sua fé no porvir e recebeu ruidosa o novo ano desanuviando os céus e espanando a alma com estrépito para afastar o mal, os maus espíritos encarnados num morbo vil.
Dos telhados do seu isolamento lançaram o seu clamor muitas luzes ao céu e de tal modo que, durante largos minutos, a noite virou um arrebol de claridade por toda a parte, com uma toada alegre e barulhosa.
Esta noite todos os que olharam os céus iluminados, crentes e ateus, olharam com um sorriso no peito.
Com um misto de saudade, confiança, coragem, esperança e triunfo recebemos 2021.
Bom Ano Novo

Bom ano, Dulce e que continue a dar-nos o prazer dos seus textos. Que do porvir logo se saberá. Por ora, veste de verde.
Obrigada Bea!
Que o verde predomine!
Eu diria mais: Com um misto de saudade, confiança, coragem, esperança e triunfo recebemos 2021.
Bom ano!
🎶🥳
Feliz Ano e com escrita boa! Saúde também…
Principalmente saúde. Bom Ano Novo.
Ontem comprovou-se a colonização absoluta que a política, os políticos e o Estado, que aparecem na televisão a imiscuir-se nas nossas vidas todos os dias, fizeram da sociedade civil e como já não há muita gente que reaja a este excesso de vida política na nossa vida pública (ainda por cima defendida nas caixas de comentários por incontáveis imbecis avençados e imbecis livres):
Em vez de um fogo de artifício simbólico no meio do rio ou no Castelo, sítios onde as pessoas não pudessem ir ou pudessem ver de muitos lados, o Estado/Governo/CML (se alguém conseguir distingui-los, força) prefere anunciar a azul no nosso Terreiro do Paço (não é deles, é nosso) a próxima liderança de Portugal na UE, uma treta do mundo da política que não interessa a ninguém e que só os beneficia só a eles. Sempre condicionados a ver e a agir sobre o mundo como os governos e as suas televisões amigas querem que a gente o veja. É este o estado do sítio: as pessoas esmagadas pela política, pelos governos, pelos partidos e pelo seu país de funcionários ricos cheios de apartamentos para alugar a grupos incontáveis estrangeiros e um povo cada vez mais pobre que já nem consegue viver nas suas próprias cidades, entregues a investidores chineses de imobiliário que compram ruas inteiras (e eles deixam, porque lhes dá jeito), devorados por modas, ministérios e empresas patrocinadas pelo Estado que canibalizam tudo o que é livre e independente.
Como é que se deseja Bom 2021 em vez de um terramoto gigantesco que engula tudo isto?
Ena, alguém acordou com dor de cabeça!
Bom Ano Novo para si também, V.
Lúcido-íssimo — não bebi uma gota
Bom Ano, Maria
Pois claro! Até porque aquele seu último paragrafo seria de demaisiado mau gosto para os delituosos de Ask!
Bom Ano V.
aquele seu último paragrafo
São exercícios de retórica, metáforas de outra coisa
Ou um exercício de humor negro, depende da percepção da “metáfora de outra coisa”, mas quem sou eu para caracterizar metaforizações.
Expectativas de cada (novo) ano – nos dai hoje.
A melhor figuração deste pensamento, ilustra-se com foguetório funchalense, de 1 milhão de euros – que Madeira estuporou, durante 8 minutos,
Tão grande, a fé no porvir…
Talvez, não sei, não vi. Não moro na Madeira. Limito-me a contatar o que vi e ouvi em Lisboa e arredores da posição privilegiada da minha casa.
Bom Ano Novo, Manuel Sousa.
nao quero estragar, mesmo tendo lido a ameaça que constituiu Jupiter estar alinhado com num sei quantos… outra vez, nao ha-de ser nada.
E acho muito bem que interprete o foguetorio com todos esses bons predicados.
Verdade que todos sempre acreditamos que vamos meter na ordem o filhote de 2020.
optimo, assim acrescento mesmo aqui : atraves de si, bom ano para os do Delito.
Obrigada!!
Também conhecido por Estrela de Belém, o alinhamento de Júpiter e Saturno esteve visível no hemisfério norte apenas durante cerca de uma hora após opôr do sol, entre os dias 16 e 21 de Dezembro. Lamentavelmente, com o tempo encoberto, não vi, mas pode ser que tenha a sorte de ver a próxima conjunção 😁
O que vi mesmo, foi também muito bonito de ver , pela quantidade e pela qualidade.
Bom Ano Novo para si também, s o s.
nao percebi o penultimo paragrafo, provavelmente nao estou a ler bem, mas nao diz o que viu
Tendo publicado um pequeno texto sobre o fogo de artifício que, na noite da passagem de ano se viu brilhar nos céus de Lisboa e arredores, é de crer que seguramente não vi um sapo.
Sim, tá bem, tambem pensei pudesse ser isso, mas pareceu-me nao haver ligaçao com o paragrafo anterior.
O wonder!
How many goodly creatures are there here!
How beauteous mankind is! O brave new world,
That has such people in’t.
— William Shakespeare, The Tempest, Act V, Scene I, ll. 203–206[6]
‘Life’s but a walking shadow, a poor player, that struts and frets his hour upon the stage, and then is heard no more; it is a tale told by an idiot, full of sound and fury, signifying nothing.’
There is a lot of beauty out there. So let’s make the most of it.