Considere as seguintes previsões para a variação do PIB da Grécia em 2015:
+ 2,87% (FMI, Outubro de 2014).
+ 2,3% (OCDE, Novembro de 2014).
+ 2,5% (Comissão Europeia, início de Fevereiro de 2015).
A. O governo grego (que – tenha em atenção – é diferente para melhor de todos os outros, com excepção do cubano e do venezuelano):
1. Devia acreditar mais nas suas capacidades.
2. Embora não o possa admitir, sabe que as perspectivas de crescimento pioraram desde que tomou conta da situação e está a ser realista.
3. Na linha de tantos governos acusados de apresentarem números fantasiosos, está ainda assim a ser optimista.
4. Não faz ideia do que está a fazer nem do que vai acontecer.
B. Levando em conta as previsões e sabendo que o PIB da Grécia cresceu 0,8% em 2014, qual será a variação em 2015?
1. Acima de 3% (a austeridade era o problema e a Merkel cederá em toda a linha).
2. Entre 2% e 3%, como previam as instituições internacionais (o Syriza tem estilo mas é irrelevante).
3. Entre 1,4% e 2% (Varoufakis é ainda melhor do que pensa ser).
4. Exactamente 1,4% (Varoufakis é infalível).
5. Entre 0% e 1,4% (a teimosia da União Europeia tem custos).
6. Entre -1 e 0% (a teimosia da União Europeia e do BCE tem custos).
7. Mais negativa do que a temperatura média em Murmansk durante o mês de Janeiro (a Grécia liberta-se do euro e adopta um novo dracma, ligado ao rublo).
C. Elabore um texto com não mais de dez linhas sobre a hipótese de Varoufakis chegar um dia a líder do FMI.

Três razões para Varoufakis chegar a líder do FMI.
As suas previsões não podem ser piores do que as do FMI, que sobre a economia dos países sob resgate não acertou uma.
Usa roupas de marca tal como Cristina Lagarde, e ainda não foi envolvido em escândalos financeiros como ela foi em França quando foi ministra.
É um bon-vivant como DSK e não parece de precisar de recorrer tanto a sexo pago.
Muito bem. Se tivesse respondido às outras questões, levaria pelo menos um 15.
A- 4
B- Não faço ideia, e dúvido que alguém consiga. Aliás tenho muitas reservas a como se mede o dito “crescimento”.
C- A união entre a “alta finança” e o Socialismo é para continuar: O Socialismo( incluí a DireitaSocialista) precisa de Crédito para comprar votos e os Bancos querem dar o maior volume de crédito possivel para terem muito negócios e logos grandes bónus.
O FMI, o Banco Mundial, OCDE cada vez mais se tranformam em retiros de políticos servindo o propósito.
No dia em que o Varoufakis chegasse ao topo do FMI as Bolsas e os Bancos entrariam em delírio a pensar num programa de obras publicas à escala mundial.
Que as obras publicas tivessem utilidade negativa. Obviamente não interessa, Estão todos cá pelo curto prazo, ou melhor pelo narcisismo e pelo seu bolso.
Eh pá, nunca se responde “não faço ideia”. Inventam-se números ou, melhor ainda, cria-se «uma narrativa».
E, a propósito de narrativa, gostei da resposta à questão C.