Penso rápido (69)


Pedro Correia,

PSD, PS e CDS – partidos que no seu conjunto representam três quartos dos eleitores portugueses – convergem no essencial: querem cumprir as regras definidas no quadro institucional da União Europeia. Incluindo as metas fixadas no Tratado Orçamental, sem as quais o euro não sobrevive a médio prazo.
Resta-nos sempre a alternativa de não cumprirmos essas regras e darmos enfim o grito do Ipiranga (ou do Trancão, à escala lusitana), entricheirando-nos enquanto nova Albânia do extremo ocidental da Europa, como proclamam as forças eurofóbicas, minoritárias em Portugal. Sem euro, seguramente. Sem inflação nem juros baixos. E também sem Erasmus, sem livre circulação no espaço Schengen, sem Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Tudo a quanto já nos habituámos em matéria de cidadania europeia. Orgulhosamente sós, como pretendia Salazar.

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  1. Há também aquele pormenor de as regras do Tratado conduzirem a situações impossíveis de cumprir.
    Mas isso com um pouco de hipocrisia e algum saque da população resolve-se.

    Tem que compreender que a questão não é se se pode cumprir ou não o tratado (é impossível). É começar a pensar o que é que estamos dispostos a pagar por não o cumprirmos. Porque vai nos ser cobrado o mais possível até ao dia em que um dos grandes países entre em incumprimento e o Tratado seja rasgado (basta pensar no que aconteceu com o limite do défice quando a Alemanha e a França não o cumpriram).

      1. Pelo trilho que vamos chegaremos lá mais depressa do que muita gente pensa, inclusive aquela que está a servir de capataz.

        Portugal nunca teve uma visão Europeísta, sempre procurou (e conseguiu) fora da Europa os seus maiores desideratos e quando á mesma cedeu foi aí que teve as maiores perdas.

        Que a maçonaria tenha entalado o País com a adesão á CEE só um fanático não poderá admitir, que muita gente tenha ganho milhões á custa do empobrecimento do País e da destruição da sua capacidade produtiva só um fanático não poderá admitir.

        Portugal e os Portugueses neste momento vivem de esmolas que ainda por cima pagam com elevados juros.

        Eu pergunto : alguém desistiria do seu emprego (sustento) em troca de um empréstimo a longo prazo mesmo com juros baixos e em que o uso desse dinheiro estava limitado a actividades NÃO geradoras de riqueza no futuro ?

        Antes só que mal acompanhado !

      2. Quem lhe disse que era Portugal que ia rasgar o Tratado?

        Será rasgado pela Alemanha e pela França quando não lhes convier (na minha opnião já não falta tanto como isso).

        Portugal não tem nada a dizer neste particular. Diz “sim senhor” porque é isso que lhe mandam.

        1. E a sua alternativa qual é? A do desengravatado engenheiro Tsipras, que em Janeiro proclamou o fim da austeridade e em Junho disse “sim senhor” ao Banco Central Europeu, à Comissão Europeia e ao Fundo Monetário Internacional”?
          Podemos sempre transformar Portugal na aldeia do Astérix, combatendo valorosamente as legiões romanas. Mas falta-nos a poção mágica.

  2. Como é que um país, paga dívidas sem ter com quê? Como é que outros países, da UE, têm dívidas colossais e ninguém lhes diz, nem faz nada e a nós tudo exigem? Como é que um país que vendeu tudo que dava lucro, para pagar a dívida e até hoje não pagou nada a não ser juros, paga ou vai pagar a dívida? Como é que um país, onde se fazem falcatruas “submarinos, porto calem, BES, BPN………..” e os cidadãos que paguem o que esses amealharam? Jamais, Portugal, pagará algo, sem uma restruturação porque não se pagam dívidas com o sol ou o ar e mesmo esses, por este andar qualquer dia só poderemos respirar e apanhar sol, o mínimo para sobrevivermos. Quanto ao Erasmus, tem muito que se lhe diga, muito mesmo. Erasmus, seria bom, se esses estudantes tivessem de fazer o que os do próprio país fazem, mas não é assim e aqui falo com experiência de causa.

    1. Antes é que estávamos bem, quando o doutor Salazar tinha a mão firme no leme. Havia finanças sãs, condicionamento industrial, rendas congeladas e províncias ultramarinas.

  3. normalmente quando saimos de casa sem um plano definido ou uma estratégia de futuro que nos ponha pelo menos um telhado sobre a cabeça e dua ou três côdeas na mesa, acabamos tristemente num banco dum jardim qualquer, ou se tivermos sorte, debaixo de alguma arcada embrulhados em cartão e papéis velhos, enquanto o mundo nos passa ao lado e nos ignora, pela nossa pequenez, invisibilidade e pouca importância. Restar-nos-à o consolo de termos dito Basta! de termos feito a diferença, de termos rompido com o declínio que nos consumia. Grande consolo …

  4. Veremos agora o que acontece à Grécia, no caso de as sondagens se confirmarem.

    Se vai um ser exemplo para outros em dificuldades, se cai numa situação ainda pior que a actual e passa a constituir uma espécie de vacina. Ou, ainda, se os prováveis ganhadores chegam ao poleiro, tomam consciência do barbicacho em que se meteram, e se põem às arrecuas.

    Por mim, acho que uma vacina seria bem-vinda. Acabavam-se as maluqueiras (até ver, que maluqueiras é o que mais nasce).

    1. A Europa faz sempre parte da solução. Mais Europa. Porque se houver menos Europa deixa de haver solução. E passa a haver um enorme problema. Como os gregos aliás bem têm percebido ao longo deste ano.

          1. Bravo, conseguimos ser melhor alternativa, aos olhos de quem foge da morte, da miséria absoluta e da fome, do que o frio império que foi a Rússia, ou do que o distante sonho americano…

          2. Que esse facto indesmentível constitua para si não motivo de orgulho mas motivo de escárnio acrescido em relação ao espaço onde vivemos é para mim totalmente incompreensível.
            Sorte a sua, não ser sírio. Ou eritreu. Ou afegão. Ou etíope. Ou iraquiano. Ou paquistanês. Ou maliniano. Ou líbio. Ou iemenita. Ou sudanês.
            Você detesta Angela Merkel. E David Cameron. Mas é para a Alemanha e o Reino Unido que eles se encaminham. Eles sabem muito bem o que querem e para onde vão.

          3. Puxar para aqui a questão dos refugiados foi a sua desconversa. O assunto era a Europa e a forma como se organiza internamente.

            É evidente que eles procuram a Alemanha e a Inglaterra. São o centro do Império, onde a riqueza se acumula. Que isso para si nem seja motivo de reflexão é para mim completamente incompreensível.

          4. Puxar a questão dos refugiados quando se fala em Europa, nos dias que correm, é “desconversa”?
            Motivo de reflexão é para mim que o fluxo de refugiados ocorra sistematicamente de Leste para Ocidente. Há todo um simbolismo nisto: o sol põe-se primeiro no Oriente; quem pouco ou nada tem procura um lugar ao sol. Não há movimentações no sentido inverso.
            É significativo que, para si, o facto de a Alemanha da detestável senhora Merkel e do execrável senhor Schäuble ser o destino procurado por estas multidões em fuga acabe arrumado numa curta frase: “São o centro do Império, onde a riqueza se acumula.”
            Tantas certezas poupam sempre muito nos porquês. Mas nada se explica nem nada se entende sem eles. Os porquês.

          5. Tenho a certeza absoluta de que os refugiados procuram a Alemanha por confiarem na sageza da liderança de Merckel e pela brilhante política económica do Dr. Schauble.
            Aliás, acho que é isso que dizem aos filhos pequenos quando os metem nos barcos.

          6. Olhe que não, olhe que não. Provavelmente recomendam-lhes que vão assistir às prelecções de Teoria Económica do Professor Varoufakis.

  5. Isso era antes de o Tó Luís ter tomado o lugar do Tó Zé.

    E muito antes de o Zé Carvalho ter ido, cheio de rapapés, mostrar o PEC IV a Frau Merkel.

  6. Sim, representam 3/4 dos eleitores, mas não a totalidade da população eleitoral onde se inclui o maior partido desta nação: os abstencionistas.

    O Pedro romanceia em torno das metas. Isso das metas é cantiga que adormece quem quer ser adormecido por elas. Não há metas nenhumas, porque o que está proposto em termos de equilíbrios orçamentais jamais terá fim. O único coelho que conheço que gosta de correr atrás de uma cenoura que nunca alcançará é o Passos. E a Maria está lá só para fazer jeito aos alemães em Bruxelas dizendo que quer pagar uma dívida ao FMI contraindo outra e escudando-se no que sobejou do pacote para a banca nacional.

    Já vai sendo tempo de se pensar que há gente adulta em Portugal e que existem problemas sérios para resolver não só em Portugal como na Europa. Se Bruxelas não tem competências, e não revela ter, é altura de se tomar consciência que eles andam a preparar a implosão do sistema aceitando ser mordomos da Alemanha com conivência de Hollande.

    1. Sim para Pedro C a metade do eleitorado que nāo alinha na mentira eleitoral, nāo existe.
      Só um referendo permitiria semelhantes conclusões.
      Cheira a erasmos.

    2. Com um comentário desta natureza e envergadura eu fico bastante satisfeito em ver que tenho um admirador que até usa o meu nick e vai reproduzindo o que por aqui concentradamente ou espaçadamente tenho comentado.

      Acrescento somente que o Pedro Correia fez um exercício bastante imaginativo para tentar colar o PS às políticas que o PSD/CDS implementaram, em tudo idênticas ao seu líder ou guru que foi José Sócrates.

      O Pedro Correia, que muito estimo, foi imaginativo ao ponto de reproduzir um pensamento similar ao de António Barreto quando este afirmou que o PS não teria uma política diferente da que foi seguida por PSD/CDS.
      Acontece, meu caro Vento por usurpação de nick, que António Barreto está equivocado, e o Pedro Correia também. Porque foi o PSD/CDS que imitou e enalteceu a política de Sócrates, ao adoptá-la, e não este PS que já revelou ao que vinha, diferentemente do partido Sócrates/PSD/CDS, apesar destes últimos, PSD/CDS, desancarem no primeiro, Sócrates, só para fingirem que em tudo estão contra ele.
      E ao que vinha o PS significa, para além das propostas conhecidas, que nas instâncias e estâncias (sim, porque o Parlamento Europeu é uma estância que não legisla, mas que dá jeito em matéria de carreiras e reformas e simplesmente aprova o que não debate e não legisla) competentes procurará mudar o que necessita ser mudado.

      Uma vez mais, agradeço-lhe o apreço e admiração que por mim revela pela adopção do meu nick.
      Não se exceda demasiado para não baralhar as mentes, porque necessita estar atento a outros pormenores do Vento original para o poder reproduzir integralmente. As pessoas são únicas, os nicks podem ser semelhantes mas não revelam a igualdade.

    3. Um abstencionista é isso mesmo: um abstencionista. Se não se manifesta na urnas, porque não lhe apetece ou se está nas tintas para a democracia representativa, não é legítimo que depois alguém tente usar esse não-voto numa direcção ou noutra.

      1. Os abstencionistas deveriam ser lugares vazios no Parlamento para dar possibilidade aqueles que não querem a política ou que acham que o nível que existe já é suficiente.

        1. Os abstencionistas são, eles próprios, um vazio. Transpor esse vazio para o Parlamento seria um escárnio à democracia representativa. Só defendido por quem odeia este sistema político – o pior de sempre, exceptuando todos os outros.

          1. Enfim um democrata eleitor feliz com quem o representa na AR. Uma minoria, percebe?.

          2. Satisfeito por termos uma democracia representativa. Houve gerações de portugueses que lutaram por ela.
            Já pensou que estas centenas de milhares de pessoas que acorrem por estas semanas à Europa, pedindo refúgio, fogem de países e regimes onde não vigora a democracia representativa?
            Por algum motivo querem viver entre nós.

  7. Não querer cumprir as regras do Tratado Orçamental não significa ser eurofóbico. O Tratado Orçamental apenas se aplica à Zona Euro, não se aplica a toda a União Europeia.
    Com ainda mais razão, não cumprir essas regras não implica não ter Erasmus nem livre circulação no Espaço Schengen. Pois que o Erasmus é um atributo da União Europeia que nada tem a ver com a pertença ou não-pertença à Zona Euro. Quanto ao Espaço Schengen, até países como a Suíça, que não fazem parte da União Europeia, fazem parte dele.

  8. Eu ainda recentemente fui a Suíça, país no qual entrei e do qual saí sem passar por qualquer controle aduaneiro, uma vez que a Suíça faz parte do Espaço Schengen. Mas tive que trocar de moeda – em vez de euros utilizei francos suíços. Porque o Espaço Schengen nada tem a ver com a utlização do euro ou de qualquer outra moeda.

  9. A maior parte destes comentadores deviam ser levados a conhecer Portugal do antes União Europeia e do Euro. Como julgam eles que Portugal se tornou num país moderno ? Com um SNS dos melhores do mundo ? Com uma qualidade de vida entre as melhores ?
    A vida é injusta e estes senhores não fazem ideia nenhuma do que dizem…

    1. Apoiado.
      A maior parte dos caramelos que aqui botaram faladura, não só não topam nada do Portugal do antes da União Europeia e do Euro, como, coitaditos, parecem não se incomodar que o maralhal se ria das suas baboseiras. Mas isso é lá com eles.

    2. Deve estar a gozar. Um SNS dos melhores do mundo *? Por exemplo vá ver a linha estatísticas das crianças até um ano mortas prematuramente.
      Não vê um átomo do impacto do SNS, a linha vem a descer acentuadamente nos anos 55-70 sem SNS e o SNS que começa em 79 já está numa descida mediana-fraca.

      * Sou muito ceptico em relação aos sistemas de saude mundiais, estão todos protegidos, justidicados pelos jornalistas-politicos, logo estão-se nas tintas, não investigam mortes prematuras, taxas de infecções, nada de nada.
      É a censura total. Seja cá, seja lá fora. Tabu. Não sabemos.

  10. Ter a carteira cheia de notas.Muitas.Isto com euros não vai lá,nem se chega a vê-los.Ganho 600 euros,se fosse écus eram pelo menos 1000 ecus.Já viu o que eu comprava?E quantas mais notas melhor!Notas nacionais,nossas!Podíamos fazer as
    que quiséssemos!Isso é que era ir pro Varadeiro,pro Cãcun,ele era jipes e iátes,
    o mundo era nosso com as nossas notinhas nacionais.Ná,nada de euro!Vão por mim.

  11. “sem livre circulação no espaço Schengen, sem Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.” Espaço Schengen? Onde é que ele está? Com muros e arame farpado? Direitos do Homem onde estão esses direitos para os refugiados de guerra e não só? Com estas regras onde vamos? Pagar a dívida como? Não se pagam dívidas sem dinheiro e essas regras só nos deram austeridade, austeridade, pagar juros e a dívida cada vez maior.

    1. Espaço Schengen está aí, à nossa frente, nas notícias de todos os dias. Está aqui, neste mesmo país em que você habita.
      Não vê as imagens das multidões em desespero? Não vê de onde eles fogem? Não vê para onde toda esta gente se encaminha?
      Não vão para a Rússia de Putin, que transforma os seus próprios habitantes em súbditos do novo czar. Não vão para a América de Obama, que cada vez mais fecha a porta a imigrantes. Não vão para os reinos dos petrodólares. Não vão para a África enfim “libertada” das grilhetas do colonialismo: aliás boa parte deles fogem de lá.

      1. Vejo as multidões em desespero e vejo como estão a ser tratados. Vejo os muros que estão a ser construídos e o arame farpado, para impedirem que essas multidões entrem nesta Europa. Querem entrar na Europa porque é o que têm mais perto. Se para entrarem aqui, é o que se vê, como arranjariam estas multidões, maneira, de irem até à terra de Obama e aos reinos dos petrodólares. Não se esqueça que muitos deles, estão neste desespero porque houveram senhores, desta Europa, em conluio com o senhor Bush que à custa de mentiras, os puseram neste suplício. Vejo que esses mesmos senhores mentiram e com essa mentira, destruíram um país que jamais se organizará e ninguém os chamou à responsabilidade. Vejo que esta Europa podia pôr um travão à venda de armas a loucos e não o fazem porque primeiro lucrar e depois o ser humano.

        1. Você continua a diabolizar a Europa e não reserva sequer uma palavrinha para os países de onde foge essa multidão. Esses países têm nome e têm dirigentes. Não receie dizer esses nomes.
          Eles não vêm para a Europa porque está mais perto. Vêm para a Europa porque sabem que este é o maior reduto de liberdade, prosperidade e respeito pelos direitos humanos que podem encontrar no globo. Vêm de paragens tão distantes como o Paquistão, o Afeganistão, o Bangladeche. E não se enganam na rota.

          1. Eu não diabolizo a Europa, apenas constato factos reais que o Pedro não vê e não quer ver. Eu não receio dizer os nomes de nada e de ninguém, eu lamento que em pleno século XXI, se façam barreiras com muros e arame farpado para que inocentes, desesperados, esbarrem nessas barreiras que deviam envergonhar a Europa. Eles vêm para a Europa porque é o que melhor alcançam e sabe isso perfeitamente, se não sabe, é porque não quer ver nem saber. Esta Europa desilude aqueles que vêm que os direitos Humanos estão muito longe de serem cumpridos. Há meses, comemoravam a queda do muro de Berlim, com pompa e circunstância e de seguida, constroem-se mais muros da vergonha.
            Que bela Europa!… Esses que vêm do Paquistão, Afeganistão, Bangladesh, como referiu, são aqueles que são muito bem tratados pela tal globalização, de que há dias falava e que os tem tratado tão bem, mas tão bem que a única hipótese de terem uma vida com um mínimo de dignidade é fugirem à procura dum mundo melhor.

          2. Muro da Vergonha só houve um: aquele que impedia os próprios habitantes de Berlim-Leste de sair da cidade. Berlim Ocidental estava sitiada por todos os lados (e teve de ser abastecida pelo ar durante anos) mas era muito mais livre do que a parte comunista. Onde os habitantes não tinham a mais elementar das liberdades: a de poder abandonar o país.
            Comparar seja o que for ao Muro da Vergonha é conspurcar a memória de todos os resistentes e todos os combatentes pela liberdade. Incluindo as centenas que lá morreram, vitimadas pelas balas da guarda pretoriana do “socialismo real”.

          3. Diga o que disser nada justifica o injustificável. Um muro que impeça a livre circulação de pessoas, é uma aberração. Fica-lhe mal, desculpar a construção de muros que nos envergonham a todos. Esta é a realidade quer queira ou não. Vergonhoso o que se está a passar.

          4. Você é que se pôs a comparar o incomparável, equiparando o Espaço Schengen ao Muro da Vergonha – erguido por um Estado comunista para impedir os seus próprios cidadãos de sair do país e assassinando-os à bala, se fosse preciso (o que infelizmente aconteceu em centenas de casos entre 1961 e 1989).

          5. Esse muro foi erguido por um estado comunista no século passado e este muro, está a ser erguido por um ditador em pleno século XXI que está na UE e essa UE, consente. Qualquer muro seja a matar à bala ou a matar à fome e à morte lenta são una vergonha. Repito, vergonha que nos devia envergonhar a todos nós europeus.

          6. Você continua a comparar o incomparável: confunde um muro de betão construído por um Estado para evitar que os cidadãos do país SAÍSSEM, matando-os com tiros pelas costas, em vários casos, com uma rede de arame farpado destinada a travar o fluxo incontrolado de ENTRADAS de gente oriunda de outras paragens (como sucede em Ceuta e Melilla, por exemplo). Confunde um governante legitimado pelo voto com ditadores, que nunca se submeteram ao sufrágio popular. Confunde governos que mandavam matar com governos que nunca mandaram matar ninguém. Chama liberdade à opressão e opressão à liberdade.
            Enquanto você ia insistindo nessa tese absurda, mais alguns milhares foram entrando no Espaço Schengen. Em busca da liberdade.

          7. Eu não confundo nada o Pedro é que não quer ver o que se está a passar. Se esse senhor que foi eleito pelo povo, tem atitudes ditatoriais, a UE tem de o pôr no sítio porque quando ele entrou, tanto ele, como o povo que o elegeu, sabiam das regras e as regras ou cumprem-se ou então acabe-se com elas e cada um faz o que quer. Uns entram outros são empurradas para as filas de trás. Pode insistir na sua visão que eu insisto na minha. É vergonhoso

          8. “A UE tem que o pôr no sítio”! Que quer dizer com isso? Mandar tanques ocupar Budapeste, como os soviéticos fizeram em 1956, esmagando a insurreição húngara?

      2. Está enganado, Pedro.

        Não é o Putin que submete seus próprios habitantes. É a Europa que o Pedro tanto elogia que pela ganância divide povos e posteriormente entrega-se às evidências. Como por exemplo, ter feito um acordo com a Rússia aceitando a autonomia das províncias ucranianas pró-Rússia.

        O Pedro continua com uma visão romântica sobre as mentiras em que persiste acreditar. E o Pedro, mesmo perante as evidências que o tempo lhe trás, continua a pensar que a utopia habita outros e não é parte de si.

        Os migrantes só podem vir para aqui porque entre corruptores e corrompidos eles preferem os primeiros. Os primeiros parecem ser solidários. Mais, a América fica muito longe para se ir a pé, e para a Rússia as estradas ainda estão em mau estado. A sua Europa criou um problema do arco-da-velha para aí se chegar.
        Com ou sem Schengen eles viriam para aqui.

        Aqui tem as notícias sobre o que se vai fazendo:
        http://economico.sapo.pt/noticias/budapeste-fecha-estacao-onde-refugiados-esperam-embarque-para-a-alemanha_227641.html

        A Alemanha, França e UK necessitam dos outros países só para servir de travão à vaga. Foram eles os principais responsáveis, juntamente com EUA e a envolvência dos Russos, do que ocorre e ocorreu por todo o médio e extremo oriente.
        Paguem agora a dívida que têm para com esses povos.

        1. Para a Rússia eles nunca poderiam ir. Porque bem sabem o tratamento que Putin dispensa aos próprios habitantes do país. Sobretudo os de confissão islâmica (que são a larga maioria) receberiam tratamento de animais na Rússia islamófoba do novo czar. E os homossexuais nem sonhariam pôr um pé nesse país, onde a própria comunidade ‘gay’ russa é brutalizada.
          De resto entre os migrantes em fuga para Ocidente (é sempre para Ocidente que se foge, já reparou?) incluem-se tchetchenos e tártaros. Também eles fogem do “paraíso” putiniano. Ouça o que eles dizem: sonham ser imigrantes na Alemanha da tenebrosa senhora Merkel, que já se disponibilizou a acolher oitocentos mil.
          É uma pena a realidade estragar as suas belas teoria, meu caro Vento. Assinalo que é um gosto vê-lo novamente por cá, desta vez em estereofonia.

          1. Estou a apresentar-lhe factos e não teorias. As suas, na minha óptica, é que são pouco convincentes. Permita que lhe demonstre onde elas não me convencem.
            Sei que hoje se pretende fazer dos gays e das mulheres a causa para o nirvana da intelectualidade bem-pensante. Acontece que eu não vejo nem nos gays nem nas mulheres esse purismo que não existe em ninguém, nem na pseudo-intelectualidade bem-pensante.
            Eu continuo a ver em toda a parte, e na Europa que só o Pedro vê, os mesmos preconceitos que encontrava há 20 anos atrás e que existem há milénios.
            Porque os considero iguais entre iguais, em tudo iguais ao que os iguais também têm de pior, vou ter de o desapontar dizendo-lhe que não é essa cartilha que me rege.
            E tampouco acredito na cartilha de que a lei liberta. A lei pode ser boa, mas como as pessoas são más, ignorantes e maliciosas a lei não produz efeitos nem transforma os iguais. Eu na realidade acredito na bondade, na bondade verdadeiramente trabalhada e não hipocritamente apregoada e vivida e que, com laivos maliciosos, na realidade cria guetos.
            O que ocorre nas regiões que menciona encontra na Alemanha, em França, nos EUA e em toda a parte do mundo. É uma faceta da maldade que anteriormente lhe dei conta.
            Mas eu assumo que Portugal ainda é um país das berças e que se convence que as palavras ditas de uma forma melosa definem o carácter de quem as profere. Mas é uma falsidade, porque a hipocrisia é também o fundamento de nossa sociedade.
            O que conheço do mundo e da vida torna-me suficientemente pragmático na afirmação de que quem não tira o argueiro de seus olhos não pode tirar o cisco do olho de seu igual.
            Por isto mesmo, com a devida ressalva pelo interlocutor e pelo seu bom coração, presumo ter-lhe demonstrado ao longo destes encontros por aqui que não tenho pachorra para os chorosamente bem-pensantes e bem-formados que me fazem lembrar os cães que se deitam em cima da manjedoura com comida para os bois e não comem nem deixam comer. Mas fazem mais, sacodem as pulgas e a sarna que carregam pretendendo fazer-se iguais aos que lhe são totalmente diferentes. Infelizmente os diferentes que tenho encontrado são uma gota no Oceano, mas são bons e genuínos. E nunca pretendendo imitá-los, à minha escala lá vou lutando para me transformar. Luta dura e filha da puta, porque a tradição social deixa o seu veneno como gordura que se entranha em tacho de fritura.

            O que pretendo trazer-lhe com o meu comentário é o que vejo, mas também vejo, ainda que poucas, também coisas boas.
            Como lhe disse, eu acredito na bondade. Mas não sou ingénuo.

            Também é um prazer estar de volta, e de volta aos nossos debates. A estereofonia também foi uma surpresa para mim. Mas o som não é mau. Ainda que seja uma cópia reproduz uma parte do original.

            P.S. Este comentário possui uma alegoria. As alegorias não são interpretadas em seu sentido literal.

          2. Também aprecio alegorias, Vento. E estereofonias. E debates. Aqui, felizmente, é possível debater. Noutros países não. Porque as vozes dissonantes são silenciadas de diversas formas. Até a tiro, se for preciso.
            Os migrantes, ao contrário do que insinuam, não se encaminham para cá por erro de cálculo ou mero pragmatismo ou por ausência de alternativa. Eles sabem muito bem que o espaço da União Europeia é um dos raros do planeta onde “quando se ouve tocar à porta às seis da manhã só pode ser o padeiro ou o leiteiro”, como Churchill dizia (cito de cor), numa das mais significativas definições da liberdade.

          3. Pedro, a democracia do fingimento finge que é democracia a liberdade de expressão. Acontece que vivemos sob a ditadura da lei que coage os leiteiros e padeiros ao pensamento e atitude únicos.
            Talvez por isto já não se encontrem mais padeiros e leiteiros a tocar às campainhas; e talvez se compreenda que estes que vão referidos deixassem de ser o que eram para ser empreendedores. E como agora são empreendedores, cérebros e bem-formados não sabem tocar às campainhas nem permitem que as campainhas em si toquem.

            O silenciamento daqueles que persistem em ser padeiros e leiteiros se ocorresse por via de um tiro demonstraria a bondade que ainda habita em seus carrascos. Mas o Pedro esquece que os carrascos de hoje são empreendedores, já não usam métodos tão obsoletos.

            Os migrantes não estão em direcção à “Europa”, eles dirigem-se aos sítios onde em maior número se encontram os seus familiares, conhecidos e amigos. Eles buscam os sítios onde em maior número encontrarão aqueles que partilham de seus costumes, língua e tradições. Imagina o Pedro onde em maior número se encontram tais familiares, conhecidos e amigos?

            Por último, no final do próximo ano gostaria que o Pedro fizesse uma pesquisa para confirmar se a Alemanha acolheu tal montante de migrantes que diz estar interessada em acolher.

          4. A Alemanha, que tantos vilipendiam, é o único país europeu já disponível para acolher refugiados – num número que ascende a 800 mil. Maior do que este número só o Líbano, que neste momento acolhe um número de refugiados correspondente a 27% da população do país, tendo acendido todos os sinais de alarme por causa disso: o fenómeno tornou-se incomportável.
            Ao que consta, a Rússia de Putin não acolheu nenhum. Não admira, pelo mesmíssimo motivo, que ninguém lá tenha familiares. Porque o movimento ocorre na direcção Oriente-Ocidente: essa é a rota da liberdade. Sempre foi.

          5. Não está em causa vilipendiar ou não Merkel. O que está em causa é se a Alemanha vai acolher os 800 mil.
            Putin não necessita de os acolher, já lá os tem.

            Mas vamos a dados históricos, Pedro. Depois da derrota da URSS no Afeganistão e da queda dos mujahidin, para os talibãs, entretanto fortemente armados pelos EUA, quem usou quem para desestabilizar a Tchetchénia, Georgia e Tibete?
            Neste quadro, quer o Pedro que Putin escancare as portas aos seus interesses vitais?
            Às vezes penso que o Pedro sofre de um romantismo excessivo e que anda a ver a realidade com olhos fechados.
            Eu também não gosto de muito do que os EUA fizeram, mas não os diabolizo em tudo.
            Mas o Pedro, que antes me afirmava que a Rússia não aguentaria o embargo e que não tinha condições económicas para suportar as pressões, não quer ver que Putin, como sempre lhe afirmei, sairá vencedor desta situação. E o mundo não terá solução sem a Rússia e China comprometidas no seu concerto.
            É isto mesmo que o Ocidente já está a fazer, aceitando a autonomia das províncias ucranianas pró-Rússia, e continuará com mais cedências para estabilizar o médio e extremo oriente.

            Resumindo, a solução dos migrantes passa por devolvê-los a suas terras de origem depois de estabilizar as regiões de onde procedem. E isto, depois do desafio do Ocidente e da decisão russa de não ceder um milímetro em seus interesses vitais, só pode ocorrer com a Rússia e a China comprometidas.

            O orçamento, em matéria militar e construção de novas armas, aprovado no parlamento russo para qualquer eventualidade foi de 400 mil milhões de Euro.
            Continua convencido que eles andam a brincar em serviço?
            E também se convence que as ilhas artificiais que os chineses estão a edificar no mar da China é só para inglês ver?

            Meu caro, se Reagan e Thatcher fossem vivos não teriam outra hipótese que não a de recuar como o Ocidente está a fazer em relação à Rússia. Eles deixaram bem claras suas intenções com os bombardeiros nucleares a sobrevoarem rotas da Nato e ainda por cima desligando as comunicações. Significa isto que um só beliscão num dos seus bombardeiros poria o mundo a ferro e fogo.
            Mas também os desafios que os submarinos nucleares russos andaram a fazer aos seus congéneres ocidentais.
            Mas também o que os caças chineses andavam a provocar com os aviões de reconhecimento americanos sobre o mar do Japão.

            E será que pensa que a frota russa e chinesa que há três meses tinha sido enviada para a área do mediterrâneo em manobras era pura e simplesmente bazófia?

            Deixe-me concluir dizendo-lhe o seguinte: tudo isto foi por culpa do Ocidente. E o Pedro só pôde dormir descansado no último ano e meio porque desconhecia isto e muito mais.

          6. Meu caro, estou cansado desse discurso das eternas “culpas” ocidentais. Emanado precisamente daqui, do Ocidente. Porque de outras paragens, quando olham para nós, não vêem nada disso: vêem um espaço de liberdade e prosperidade. Um espaço livre de guerra. Um espaço de crescimento e entreajuda humanitária.
            Um excelente exemplo disso acaba de ser dado por Angela Merkel na Alemanha ao abrir as portas do país a 800 mil refugiados (oriundos sobretudo da Síria, mas também do Afeganistão, do Iraque, da Somália, da Líbia e da Eritreia). Somados aos 200 mil que a Alemanha já acolheu no ano passado, isto perfaz um milhão de deslocados com asilo garantido em solo germânico.
            Nesta crise brutal povoada pelo êxodo maciço de multidões em fuga, a maior do género desde a II Grande Guerra, Merkel tem revelado capacidade de liderança e um espírito solidário digno de louvor. Ainda há pouco, na RTP, ouvi a líder bloquista, Catarina Martins, elogiar a chanceler alemã com palavras insuspeitas.
            Lamento que você tenha perdido uma óptima oportunidade para fazer o mesmo e persista antes em elogiar Putin, o mais insolidário dos dirigentes contemporâneos.

          7. Começo pelo fim, meu caro. Eu não sou um guru de Catarina Martins nem a Catarina Martins é minha guru. Já uma vez lhe disse que basta ao escravo ser seu senhor e ao discípulo ser seu mestre.

            Eu não vilipendiei Merkel neste particular. O Pedro, tão absorto que anda com suas verdades, não compreendeu o que eu disse. E o que eu disse é que existe uma diferença entre anunciar a intenção de receber 800 mil e recebê-los efectivamente.
            Muita coisa poderá ocorrer antes que isto se concretize.

            Continuando, foram os românticos como o Pedro que convencidos que se exportava a “civilização” e a dita “democracia” que Bush propagava, caucionada por uma mentira e por Blair, com Durão Barroso a querer aparecer na fotografia, que aceitaram que se colocasse uma região a ferro e fogo com os resultados visíveis, isto é, com a tal massa de migrantes que não se observa desde a II Guerra Mundial.
            Depois disto, os alemães foram atrevidos e quiseram meter-se na Ucrânia convencidos que poderiam pressionar Putin com o dinheiro que tinham e com os interesses que detinham nas companhias russas de petróleo e gás.

            E o que eu digo e reafirmo é que pensavam que podiam encostar a Rússia e chantageá-la com o poder monetário. E eles simplesmente revelaram que entra a espada e a parede escolheriam a espada.
            Isto só revela carácter e responsabilidade para com seu povo e interesses. Carácter que o Ocidente, e em particular a Alemanha de Merkel, não revelaram na salvaguarda da segurança de seus povos.

          8. Você já desviou tanto a conversa para os temas da sua predilecção que julgo não restar quase nada do ponto de partida.
            E no entanto não se mostrou capaz de retorquir a esta simples questão que lhe lancei: já reparou que os fluxos migratórios – neste caso em busca da liberdade e de outros direitos elementares – se processa sempre de Leste para Ocidente?

          9. Meu caro, os temas foram aqueles que você chamou à colação. já reparou que o ocidente se banqueteia com os recursos e interesses nessas regiões que permanecem eternamente na miséria?

            Já ouviu falar em Lebensraum (espaço vital)?
            Aconselho-o a aprofundar o seu conhecimento sobre esta matéria para que compreenda o que deu origem ao que hoje conhecemos por geopolítica. Veja bem que esses surtos migratórios ocorrem posteriormente a uma catástrofe. Espero que não necessite que eu traduza por miúdos aonde pretendo chegar.

            Por último, já tentou saber a razão dos surtos migratórios europeus para os EUA, Brasil, Argentina, Venezuela, Canadá, Austrália? Que eu saiba isto nada tem que ver com leste-oeste, mas com outras razões.

            O meu caro Pedro não quer compreender o que eu escrevo porque enterra a cabeça em propagandas passadas e não sai daí.

          10. Vento poderemos estar em desacordo em muitas coisas (talvez nem tantas) mas temos muito em comum no diagnóstico que vamos fazendo e a resolução de problemas sejam eles pequenos ou grandes iniciam-se com bons diagnósticos.

            O Pedro Correia e muitos mais tentam a todo custo fazer-nos passar por idiotas sem memória (sem História) colando argumentos com cuspo fazendo-nos crer que isto só pode melhorar tanto para os que já cá estão mas que já NÃO são donos de nada como para os que nos obrigam a receber sem termos meios para deles Cuidar-mos.

            As Nações que promoveram e promovem os conflitos que originaram esta vaga de refugiados e migrantes económicos é que os deviam acolher e ajudar nomeadamente a Inglaterra, a França, a Itália e a Alemanha e claro os USA.

            É por decisões do directório Europeu que o projecto Europeu está a afundar-se mas também quem quererá participar nesse projecto quando as relações de forças se mantêm e o parasitismo dos Fortes aos fracos se mantém.

            Espero que alguém em Portugal tenha planos de contingência preparados para pôr em marcha quando for necessário tomar acções decisivas e apear do poder as seitas que nos governam (e Se Governam) e não permitir mais vendedores da banha da cobra.

            Pelo pouco que desse período da História de Portugal o actual momento parece-se cada vez mais com a 1ª republica e urge acabar com o mesmo, veremos se haverá alguém á altura dessas responsabilidades.

          11. Obrigado pelo sagaz elogio que me deixa.

            Afinal ainda não estou morto e sei pensar pela minha cabeça e felizmente sei que não estou sozinho nas ideias que partilho.

          12. Saúdo-o WW.
            Não, o Pedro não pretende fazer passar por idiotas. Ele simplesmente está equivocado porque ainda não fez uma viagem através do veneno da tradição educacional que o escravizou e a tantos outros.
            Quando ele compreender que é vitima, como nossos pais e avós e trisavós o foram, de tais tradições e propagandas compreenderá o sentido da Boa Nova.

            Aí chegado, ele compreenderá da importância do interior ser igual ao exterior e o exterior ser igual ao interior. De uma forma mais simples, da importância da higiene não já do copo e do prato mas do cálice e recipiente de comida que devemos ser.

          13. Obrigado, Vento, por esclarecer o WW que não pretendo “fazer passar ninguém por idiota”.
            O próprio WW teria aliás obrigação de saber isso, sem necessidade de ajuda externa, pois eu já seleccionei textos dele para comentários da semana aqui no blogue.
            Dois exemplos:
            http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-comentario-da-semana-7676107
            http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-comentario-da-semana-6625748
            Eu sei que a memória é curta, mas convém não abusar.

          14. Caro Vento, você manda-me ter aulas de geopolítica. Eu recomendo-lhe, mais singelamente, a consulta de um atlas.
            Então os fluxos migratórios europeus para as Américas não decorreram igualmente de Leste para Ocidente?!

          15. Pedro, sem qualquer laivo de superioridade deixe-me dizer-lhe que suas habilidades retóricas não colam comigo. E você sabe qual o contexto em que colocou os fluxos migratórios leste-oeste.

            Mas deixe-me dizer-lhe que quando viajo para as américas (Brasil,Venezuela, Argentina) a partir da Europa eu vou para o sul. A Austrália, por sua lógica, também fica no leste que você apontava. Vai ver que o mundo ocidental está cheio de aborígenes.
            E o que eu quis demonstrar-lhe foi precisamente isso que pretende contornar, isto é, que a sua Europa civilizada também teve e tem emigrações por causa de sua irresponsabilidade passada e presente. E os EUA são hoje uma nação de migrantes.

            http://www.infoplease.com/atlas/

          16. A Austrália não conta nesta cartografia migratória: está nos antípodas.

            Acho muito estranho que você se refira à “minha” Europa. Eu pensava que a Europa é de todos quantos cá habitamos, cerca de 500 milhões.
            Você não é europeu?
            Não se sente europeu?
            Não vive na Europa?
            Tenciona migrar para lá dos Montes Urais, no sentido inverso das multidões que buscam asilo e refúgio e trabalho aqui no Ocidente?

          17. Meu caro, seja concreto sobre o que é isso das migrações a partir dos Urais. Refere-se aos refugiados originados pela destruição levada a efeito pela Alemanha durante a II Guerra Mundial e posterior contra-ataque das forças da URSS que também o ajudaram a viver nesta sua Europa, a de seus sonhos, que tanto enaltece?
            Refere-se aos actuais migrantes do médio e extremo oriente que nos revelam essa enorme vaga por causa das razões que já lhe apontei?
            Refere-se aos migrantes que vêm de outras regiões do sul por causa dos governos corruptos patrocinados pelo Ocidente e pela ex-URSS, que tanto se empenha(va)m em suas riquezas estratégicas?

            Meu caro, eu estou demasiado ocupado em melhorar-me, para que o Ocidente mude. Você devia fazer o mesmo.

          18. Estaline e Hitler firmaram um pacto de não-agressão, em Agosto de 1939, que esteve na origem directa da II Guerra Mundial. Durante dois anos, foram aliados objectivos. Desde logo na partilha da Polónia.
            Falar da II Guerra Mundial sem mencionar esta irrevogável realidade é uma tentativa – condenada ao fracasso – de reescrever a história.

  12. PSD, PS e CDS – partidos que no seu conjunto representam três quartos dos eleitores portugueses – convergem no essencial: querem cumprir as regras definidas no quadro institucional da União Europeia. Incluindo as metas fixadas no Tratado Orçamental, sem as quais o euro não sobrevive a médio prazo.

    Hahah! Como querem se nunca o fizeram?

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