A clivagem socratismo/pós-socratismo está superada no PS – como está superada na sociedade portuguesa. Não por acaso, António Costa designou para novo líder parlamentar o líder do partido que antecedeu Sócrates.
É um sinal importante. E a política vive muito de sinais.
No futuro imediato a clivagem no PS será entre a ala mais esquerdista, que pugnará por um sucedâneo de Frente Popular para o quadriénio 2015/19, e a ala mais moderada, que sabe de antemão qual é a receita mais realista a esperar da próxima eleição legislativa: uma coligação ao centro.
O confronto vai ocorrer em função disto, contaminando aliás outras forças políticas. Não por acaso, a actual liderança bicéfala do Bloco de Esquerda começa a ser abertamente contestada pelo próprio líder parlamentar – a propósito deste tema, precisamente. Sócrates já nada tem a ver com este filme.
Penso rápido (56)
Pedro Correia,

Mas nesse tal partido não estava tudo irremediavelmente partido?!
Quem tinha razão era o Marcelo: cheira a poder e ajunta-se tudo debaixo do guarda-chuva do Costa, pois tem chovido muito e não há remédio para as cheias.
Os ciclos políticos são cada vez mais curtos. Os grandes partidos políticos tendem a ser cada vez mais conflituais, percorridos por sensibilidades, “facções” e focos de dissidência. A fragmentação é um dos sinais mais inequívocos do nosso tempo.
Na realidade quer Ferro quer Vieira da Silva são dois portentos na política e deixaram obra extraordinária quer na economia quer na Segurança Social.
Surgem pessoas experientes e maduras para contrariar a meninice que tem caracterizado a presente legislatura, e creio não estar errado ao dizer que Jorge Sampaio, um homem ímpar na política nacional, tem mão nisto.
Todavia, existem outras cartas que serão contabilizadas também nas próximas eleições. E Marinho Pinto vai marcar o pleno. É este que abrirá as portas ao regresso de António José Seguro.
Portas tem vindo a gerir a ausência dos seus ministros do confronto com a opinião pública, ele também sabe o que faz; e certamente será capaz de angariar votos aos PSD´s. As políticas na área social marcaram a queda do CDS, a política da institucionalização da pobreza e da sopa dos pobres custar-lhe-á caro.
Cedo ainda para fazer previsões ao pormenor, caro Vento. Basta prever que este ciclo politico está prestes a esgotar-se. E terminará antes de Outubro de 2015.
Olhe que não … olhe que não!
Olhe que sim, doutor, olhe que sim.
O Sócrates não tem nada que ver com o filme, mas deixa-me lá mencioná-lo para o trazer de novo para o filme, pode ser que o pessoal esqueça o corrupto e incompetente do Passos. Pois é, este post devia receber o prémio: “quem é mais chico-esperto do que eu, quem é?”
Corrupto? Incompetente? Chico-esperto?
Sirva-se à vontade: varacondenadoacincoanosdeprisaoefetiva/ ndenado-a-cinco-anos=f888410 icia/maria-de-lurdes-rodrigues-condenada-1 669687#/0
http://observador.pt/2014/09/05/armando
http://expresso.sapo.pt/jose-penedos-co
http://www.publico.pt/sociedade/not
Saudações Leoninas!
Gosto de ver um homem intelectualmente honesto, porque a verdade é que não negou que o Passos – embora o esteja sempre a defender – é corrupto, aldrabão e incompetente, limitou-se a dizer, como uma criança de cinco anos, oh, mas aqueles também são. É bonito. É a política à portuguesa.
Saudações benfiquistas!
Já vi um porco a andar de bicicleta e um Leão benfiquista. Só me falta agora ver uma águia de penas verdes.
Vi o Passos e o Relvas cantarem, ( http://www.youtube.com/watch?v=t6eXQ9ZsU u4 http://www.youtube.com/watch?v=3UcWX0cjw nE). Só me falta vê-los calarem-se.
Aqui fica uma sugestão para cantar no duche: o Fado do Robalo. Avo
http://www.youtube.com/watch?v=cViDTIqT
Sócrates não tem a ver com este filme desde meados de 2011, há falta de melhores argumentos é a narrativa dos direitolas que insiste ad nauseum em não o deixar descansar em paz.
Não falhe a missa de domingo, às 21, na RTP.
Quando o Costa começar a negociar com a esquerda que nos quer fora do Euro é que vai ser de gritos.
Com essa esquerda não há negociação possível. Para essa esquerda, quanto pior melhor.
Mas querendo o Costa (não eu!) o poder, que é por isso que anda nessas vidas – é a profissão, sejamos claros, que escolheu – se o concubinato com essa esquerda for a condição…
Bem sei, caro Pedro Correia, que você é bem mais optimista do que eu, quanto a este assunto. Sucede que eu não acredito nisso de homens guiados pelo supremo interesse público. Estadistas, enfim.
Esse tempo já de passou. Dele apanhamos os derradeiros estertores, que nos emocionam num ou noutro texto, e a bastardia dos que se lhe seguiram. Os anos que vivemos são território de videirinhos e sempre-em-pé. De gente que quer sacar o seu. É tudo. Tão simples quanto isto.
Mas como já (lhe) escrevi, cá estarei para dar o braço a torcer.
Costa
Cá estaremos ambos para avaliar, meu caro. Também não hesitarei em dar a mão à palmatória se for o caso.
Caro Pedro,
Também quero acreditar.
Mas por enquanto é Whisfull Thinking.
A ver vamos.
Um abraço.
Admito que sim, Maurício. Mas digamos também: isto é algo do domínio do inevitável. Quando não há outro fio condutor, o inevitável ajuda sempre a clarificar a rota.
Abraço.